terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Mudança de horário

Sou absolutamente contra a passagem de ano à meia noite. Gosto de me deitar cedo. Há anos que ando à espera que o nosso ditado "deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer" não seja uma grande aldrabice! Mas é ! Às vezes acordo que parece que levei uma grandessíssima tareia e deitei-me com as galinhas, salvo seja; quanto ao crescer, que vá dar uma volta porque não vi nada, nadinha, palavra de lagarta que o risco que fiz na parede para confirmar o aumento de uns centrimetozitos, um que fosse, até me parece cada vez mais longe e não há Danoninho que me valha! Por isso a passagem de ano devia ser à meia noite menos cinco, assim já era aceitável, mas melhor, melhor, era de manhã, ainda tinhamos o dia todo para festejar! "Olha que já é tarde, é melhor ir embora, que amanhã temos um almoço e depois não podemos ir tarde, parece mal!" . Ora se a passagem de ano fosse de manhã ainda podiamos festejar pelo menos três vezes, ao almoço, ao lanche e ao jantar, com toda a poupança inerente aos croquetes e aos amendoins e às sandes que iamos acuumulando durante o dia e que seriam facilmente transportaveis numa caixita para comer no dia seguinte, sobretudo agora que que a gente sente que nos andam a mamar e isto é um grande incentivo para a gente também mamar em qualquer ocasião e não concordo nada que o ladrão faz a ocasião porque não vejo ladrões em lado nenhum, só ocasiões. Quero dizer, ladrões vejo, mas não são ladrões, são só concorrentes dos que roubam e a vida está dificil e a concorrência é grande. De maneiras que venho aqui insurgir-me contra o horário da passagem de ano. Não está certo. Devia ser fiscalizado sucessivamente, pelo menos, até porque os senhores do SNS andam preocupados com a nossa saúde e sobretudo em acabar com tudo aquilo que ainda dá saúde a grande parte da malta, como o tabaco e o vinho, poderosos anti-depressivos e pro-sanidade mental nos tempos que correm mas que custam muito dinheiro ao estado porque a malta pode falecer e antes de falecer, adoece, o que é estúpido, porque se é para falecer não tinha que adoecer, falecia e pronto. Sempre se poupavam uns tustes. e não havia cá renhónhó nenhum. e comprava-se mais um aparelho de medir a tensão, mais um estetóscópio, mais uns pensos rápidos, que os vagarosos também não interessam, curam devagar, logo, mais consultas, mais chatices. "Olhe, tenho aqui uma ferida!". "Ai tem? Tome um penso rápido. " " Mas eu não posso tomar pensos!". " Pode. Engula com um pouco de água que ele incha e dá para muitos dias e "pensa" tudo duma vez. E é rápido. Diz aqui na embalagem!". Então vou escrever uma carta ao PR a solicitar a mudança do horário da passagem de ano. Por exemplo, a esta hora está quase tudo a dormir. Isto é produtivo? Não é.

Sem comentários: