quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Malta fixe

Hoje vou falar de coisas sérias. Deu-se-me aqui um nó na garganta quando vi o quanto tenho sido injusta para com os deputados da nossa casa-mãe. Depois dos vários mails que tenho recebido sobre o número de deputados e sobre as mordomias a que têm direito, penso eu de que, algum deles também o recebeu e encaminhou para os colegas. Assim, tipo círculo de amigos, tipo Facebook. Creio até que chegou ao twitter, porque é o programa mais usado ali para trabalhar. Finalmente. Até que enfim que deram conta que metade deles não estão ali a fazer nada e que até podiam estar a ganhar melhor noutra repartição pública qualquer, ou numa escola, por exemplo. Por isso, fiquei até emocionada, meia ranhosa, meio olhos vermelhitos, quando soube que decidiram todos que era altura de tomarem essa decisão. Que diabo. Com tanta gente a achar que está ali gente a mais, que outros países menos civilizados têm menos deputados do que nós, é natural que todos decidissem rever a situação já para a próxima legislatura, ao menos isso. É assim mesmo. Dar voz ao povo. Parece é que, segundo me disseram, houve para lá uma certa confusão, confusão mesmo, com ameaços e tudo, porque cada um achava que era mais importante do que o outro, que já tinha falado para o lado 989 vezes ( posso ir à casa de banho? parece que também contava), já tinham dito "boa", "apoiado", "mentira", "isso querias tu", "$%$#%&", várias vezes pró ar, já tinham visto os powerpoints do Gaspar tantas vezes quanto os sites da MacDonald´s, etc,etc. Foi feio. Agora pior, mau mesmo, mesmo mesmo esgadanha cabelos, disseram-me que foi quando falaram nas mordomias. A coisa esteve preta. Aí é que começaram a atirar com números e IResses e ivas e tu é que tens a culpa, e tu é que já devias ter visto isso,  que é que eu faço para alimentar os meus filhinhos, como vivo sem o meu cartãozito, então e os meus charutos, blá,blá,blá,blá. Só se calaram quando alguém se lembrou que ainda tinham tempo para fazer uma leizita qualquer que lhes permitisse lavar as mordomias com eles, para férias e tudo. Calaram-se logo todos. Haja Deus!
Como vêem, vale a pena ir falando destas pouca vergonhas. Já estão a tratar do assunto. Estamos bem entregues. Ah, malta fixe!Todos.

Portuguese nightmares-18

Burra que nem um tamanco. Não sei estar calada e depois é no que dá. Toma que já levaste, lagarta!Agora foste tu. Toma! Então começo o artigo anterior a dizer "Deu bota"? Mas ca raio de conversa é esta? Deu bota? Bota? Mas eu dei algum par de botas a alguém? E se dei, porque é que digo "Deu bota" e não digo "Dei bota"? Faz algum mal dar uma bota a alguém? Quer dizer, por sinal até faz, o que é que uma pessoa faz só com uma bota? Coxeia? Qual é a graça, hein? E o outro pé? Anda ali ao léu, a pisar sabe-se-se lá o quê, ou põe-se uma meiinha branca com as raquetes de lado, tipo tuga ao domingo? Isto realmente! Mas já agora...segurem-me! Olhem que vocês segurem-me senão eu parto-me a cara! Ai parto, parto! Então estou a falar do artigo d´ontem e começo o de hoje a dizer...a dizer...nem quero ver mais! Vou apagar a luz e escrever às escuras!( também para o que escrevo não faz grande diferença..). Já viram? "Burra que nem um tamanco"! É inconcebível cair numa destas! Como é que uma pessoa quer que a levem a sério, sei lá, até chegar a ministra ou adjunta ou secretária ou empresária ou relações públicas (esta é mais fina, só que geralmente é patrocinada pelo marido(ou afins) e o meu, tadito, quer é que o patrocinem a ele), dizia eu, como me podem levar a sério se tenho deslizes daqueles? Tamanco é a tua tia, pá! Tamanco é burro? Estás-te a passar, ó quê?
Não, eu não acredito. Deve ser do ar frio. Congelou-se-me o cérebro. Agora é o "estás-te a passar ó quê". Desisto.
 Olha, Afonso, continuo a dizer que a culpa é tua, nhã, nhã, Urraca para aqui, Urraca para acolá, e podiamos agora ser primos da Leticia e afinal somos do Duarte. Ou melhor, nem isso! Que a vida está má e não se pode ser da família de alguém só porque nos apetece. Tem de se ir aos "happenings". O que é que foi, ãh? Foi a Lili que disse.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Ó quê?

Pronto. Deu bota. Eu tenho de passar a ficar sossegadinha em casa e não sair. Ou sair de capacete ou com phones nas orelhas ou a assobiar ou pura e simplesmente com as mãos nos ouvidos. Quero lá saber do que pensam. Está maluca? Estou, mas também, vendo bem, deve ser a melhor forma de me disfarçar porque malucos por aí não faltam. É que vejam só, o que é que uma pessoa pensa quando ouve perguntas assim: "É pá, estás-te a passar ó quê?". " Julgas que tenho dinheiro para isso ó quê?", "Achas que tenho tempo para isso ó quê?", "Queres ir já para casa ó quê?", "Julgas que é de borla ó quê?".  ~Dirão vocês: então e depois? Depois, calma, já vai. Imaginem que todas aquelas perguntas têm como resposta "SIM". Bem, armava-se tamanha confusão que nem queiram saber. Pior ainda se a a resposta fosse "Ó quê, o quê, hein??". Apanhavam a pessoa desprevenida, era muito chato. E pedia-se explicações, o que era  mais chato ainda porque hoje em dia ninguém dá explicações de borla, nem a amigos. Logo, haveria um impasse. -Vou-lhe às trombas ou não? Sorrio e toca a andar, já cá não está quem perguntou? Mas estás-te a armar, ó quê?. Ora aí está! Pumba. Esta seria a pior resposta. Voltava-se ao mesmo! Já viram o Gaspar a perguntar "Querem menos impostos ó quê? Ou o Soares a dizer "Querem acabar com a minha fundação ó quê?" Ou a Merquele - "Julgam que sou burra ó quê?". Não, pois não? Aprendam.

domingo, 28 de outubro de 2012

Com tranquilidade(para já)

Como.......ãã..........como estou...........ãã...............como estou bem disposta...............ãã..............resolvi..........ãã............resolvi falar à............ãã.............à Paulo Bento........ãã.........porque............ãã.........porque é com muita......ãã........porque é com muito tranquilidade.........ãã...........que vos digo que .......ãã........que vos digo que vou........ãã...........que vou esperar......ãã......que o.........ãã....que o triste....ãã.......que o triste .que veio agora .......ãã.......que veio agora para .......ãã.......que veio agora para o.........ãã........... o Sporting........ãã........tenha já.....ãã....tenha já outro........ãã...........outro clube em...........ãã.............em vista porque............ãã.....porque na minha...............ãã.............na minha opinião.........ãã.............na minha opinião não deve.............ãã............não deve lá...........ãã.......não deve lá estar muito...........ãã.............muito tempo.........ãã............e por isso.........ãã.......e eu não........ãã.........eu não gosto de julgar................ãã...........julgar os outros mas acho que.................ãã...............é uma................ãã...........uma merda..........ãã..........e quem...........ãã.........nunca...........ãã..............nunca devia ter saído............ãã...............era o Domingos.........ãã..........mas o Godinho..............ãã.................o Godinho Lopes está a ver.........ãã..........está a ver se arruina........ãã..............o meu clube.........ãã.......
Agora sem tranquilidade nenhuma: Godinho, filho, vende os jogadores todos, o estádio, a Academia, os anéis e os dedos e traz o Mourinho. Não tinha equipa para treinar, certo, mas ao menos começava-se do zero.
QUERO O MEU SPORTING DE VOLTA!!!!!!

sábado, 27 de outubro de 2012

Série de culto

Como já vos disse, gravei a série de culto "Quadratura do Círculo". E ontem fui ver o episódio de 5ª feira. Precisava de qualquer coisa que me distraísse e me tirasse o sono. E mais uma vez resultou. Lá fiquei eu horas de olhos esbugalhados, boca aberta, tremuras nos dedos de tanto repetir as cenas para ver e rever os momentos mais dramáticos ou cómicos. Quer dizer, drama não tem havido muito, é mais prá risada e prá galhofa. Esta segunda série, que começou "after-manuela", apesar de tudo, é um pouco monótona nos diálogos. Já não há picanço Costa-Pacheco. Na série anterior, o Costa olhava sempre só para o Pacheco e quase nem se dirigia ao Xavier. Mas agora não. Só olha para o Xavier e ignora o outro. A culpa é do guião. Um diz "mata" e o outro diz "esfola", por isso resta ao pobre do personagem Costa mandar com desespero umas deixas a ver se o Xavier reage! Chega a ser confrangedor. O homem não tem quem lhe dê troco! Eu acho que podiam dar férias ao Costa - ele bem precisa, para descansar a cabeça do trabalhão que teve em arruinar o trânsito no Marquês - que o Pacheco fazia as vezes dele. Mas, ao mesmo tempo, talvez não fosse pior ir antes o Pacheco. Podia ser que ficasse de vez  em qualquer lado. O Xavier, coitado, lá vai tentando dizer umas coisas mas não se pode desviar do guião, não é? Até já lhe disseram. "olha pá, isto hoje em dia se queres ser famoso ou vais para a Casa dos Segredos ou dizes mal do Coelho, do Relvas e Cª Ldª. É o que está a dar. Agora tu vê lá a tua vida,não te ponhas praí com com nhã, nhãs, que vais de vela. Olha o Moniz. Só o quiseram no Benfica. Foi castigo. E a mulher nem isso!". O Xavier não gostou lá muito, até porque tem ideias próprias, mas, enfim, fama é fama, não é?
Resta-me a esperança de ver a Manuela regressar ao poleiro. Ela era. assim, como que a alma penada dum qualquer Halloween e daqueles episódios!. Só não andava de vassoura. E sempre a gente se distraía com o enredo. Vamos a ver.

Portuguese nightmares-17

Puxa vida! Que mauzinhos! Eu não posso ir à rua. É que ouço logo o que não quero. E não quero porque depois tenho de vir para aqui falar nisso e tenho mais que fazer, bolas!
 Então é coisa que se diga " Pois, pôs-te o dedo na ferida, não é?". Vocês já viram o que anda por aí? Eu pensei logo: livra, ainda ontem me cortei com uma faca a cortar batatas, trago um pensito a tapar, mas não sei se estou segura! Quem sabe se não revistam uma pessoa a ver se tem alguma ferida? E se a ferida fôr em lugares impróprios, acham bem? E está tudo muito caro para se andar a arrancar pensos e gessos e ligaduras e depois voltá-los a pôr! E se não quisermos mostrar a ferida? Andam aos safanões? Agarra aí que já a vi e pumba, arranca penso e põe dedo na dita? que maldade!
Ah, mas há mais! Com que então "apanhou-lhe o ponto fraco", hã? Cruzes, credo. Já uma pessoa não pode ter, assim, a modos que um sítiozito só para nós, mais sensível do que os outros, que tem logo que ser posto a nú. E como é que se apanha esse ponto fraco, vá, digam lá. Pode ser complicado. Podem andar às apalpadelas, tipo, doi-te aqui? E aqui? Mais para cima ou mais para baixo? Pode demorar um tempão até darmos um coice e um berro e ficarmos assim expostos, envergonhados, à mercê de comentários menos dignos! E, entretanto, as apalpadelas já cá cantam! A não ser que acertem à primeira, o que duvido. Ninguém começa pela ponta do nariz  ou pelas orelhas ou pelo dedo do pé! Não, isto é uma autêntica invasão de privacidade! Se os outros são piratas informáticos, estes são piratas corporais! São tipo Merkle, sempre a meter o nariz na nossa vidinha. Para ela e para eles...sabem uma coisa? Manguito.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Portuguese nightmares-16

Mau,mau Maria. Que se usem as expressões de que tenho falado aqui, no dia a dia, é como o outro. Agora pespegar com elas num remédio, isso é que não. Aí já saio do sério. Irrito-me. Até porque uma pssoa pode ser induzida em erro, remédio é remédio, não é cachaça, e as farmácias até estão mal e podem levar com processos em cima. Quer dizer, isso também não lhes fazia mal nenhum porque com o tempo que demoravam nos tribunais, já elas tinham fechado. Adiante. No meio disto tudo ainda não disse ao que vinha. Ah, mas eu lembro-me bem. E não preciso de ter "memória de elefante"! Estão a ver? É esta mesmo. Então agora há um remédio para se ter memória de elefante? Essa agora: 1º- quem disse que o elefante tem memória grande, hein? Já alguém a testou, já? Não dei conta. 2º- e qual é o tamanho da memória "grande"? Abarca os anos 30? 20? Ainda se lembra de como era a Lili Caneças antes do repuxo? Ainda se lembra do primeiro rabisco do Da Vinci?? 3º- qual o instrumento de medida? Ãã? Uma régua? Um caneco de medidas? Fita métrica? Barómetro? Que eu saiba ainda não se inventou um elefantómetro! 4º-Alguém, por exemplo, mediu a minha para dizer que é mais pequena do que a do elefante? Não. Nem ameaços. E teria de haver direito ao contraditório, o que quer dizer que teria de estar para ali a fazer figura de parva à espera que o elefante se decidisse se queria contestar a experiência ou não. Era o que mais faltava. Até porque fazer figura de parva já eu faço muitas vezes e seria demasiado monótona a espera. 5º- E porque é que alguém há-de querer ter memória de elefante nos tempos que correm, digam-me. Cheira-me a politiquice. Eu, por exemplo, vivo muito melhor sem me lembrar do pré-troika. Faço a minha vidinha normalmente, não há cá suspiros, nem "ai como isto está!", nem "antes era assim ou assado", etc, etc. Por isso é que este remédio é perigoso, como disse no início. Se a gente se lembra de certas coisas, pumba, gasta logo mais em remédios. Tranquilizantes, anti-ácidos, anti-diarreia. anti-urticária derivada do fungo politicusdegaitus, desentupidor de ouvidos...tanta coisa! Ó diabo. às tantas não é politiquice. É a malta das farmácias a querer que a gente consuma! Eu sou muito esperta! Até tenho pena.  

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Eu acho que

Ora até que enfim! Já existe um partido novo! Livra, estava fartinha dos outros todos. Ao menos este sabe o que diz e nunca falha. Ah, não deram conta, pois não? Malandros. Andam distraídos com as tsus e as troicas e os imis e os psis vinte, não é? Pois então tomem nota. O partido novo chama-se "Partido do Eu acho que". Foi formado recentemente, mas já tem inúmeros adeptos, diria mesmo, inúmeríssimos sócios. Ou simpatizantes ou filiados ou lá o que é. É constituído por elementos do "Eu acho que". Todos acham. Eu acho que , tu achas que, ele também acha que, ela achou que, nós achamos que, vocês achavam que, eles acham que. Como vêem, abrange vários tempos verbais, mas o mais comum é o "eu acho que". É um partido porreiro. Como não governa, acerta sempre. Assim, sim. Como não governa, não tem cá ordenados chorudos, nem tachos, nem reformas gordas, nem institutos, nem fundações, nem observatórios, nem empresas.  Como não governa, anda tudo de Clio ou de mota ou de bicicleta e às vezes até de skate! Como não governa, tem soluções para tudo. Acha isto, acha aquilo, prevê prá frente, prevê para trás, sabe de economia, finanças, agricultura, ensino, saúde, cultura, negócios estrangeiros, futebol, autarquias, freguesias, Açores, Madeira, desemprego, emprego, segurança social, bcpês, béses, cgdês, eu sei lá! São o máximo! Não têm nadinha a ver com "os políticos", nadinha, cruzes, credo! Alguns nem sabem o que isso é! E não têm nada a ver lá com as troicas nem nada! Por eles, essa malta ia já embora, antes que dêm conta que ainda são primos afastados. Era chato saber-se disso. Ninguém tem nada a ver com relações ou desvarios anteriores. O que lá vai, já foi. Pelo menos, eu acho. Que.
Por isso, estou mais sossegada. Ainda há gente que olha por nós. O "Partido do Euacho que" é a minha luzinha ao fundo do túnel. Não a estão a ver? Acendam a luz.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Portuguese nightmares-15

Eu já Googlei, eu já gastei um tempão com enciclopédias, com livros de História, já mandei um mail ao Pacheco, ao Mendes, ao Futre,  à prima Eulália, que é muito coscovilheira e sabe sempre tudo sobre toda a gente e ....nada! Até perguntei ao Marcelo "quem é a Maria Cachucha? Que sabe sobre este assunto?" (assim uma coisa fina, claro)mas a resposta dele foi "Por favor, vá perguntar ao Sócrates e ao Coelho". Tinha de ser. O homem tem a mania. Meteu logo filosofia e agricultura. Vá-se lixar! E ainda pus um anúncio nos jornais "Onde andas, Maria Cachucha? Volta, diz qualquer coisinha, comunica ca gente!". Resposta: nenhuma. Não sei mais o que fazer! Ninguém me sabe dizer quem é e onde anda a Maria Cachucha. Estou mesmo em baixo. Não é que seja muito alta, mas agora vejo o chão mesmo ali. Isto é insuportável, bolas! Então dizem-me constantemente "Ah, isso foi no tempo da Maria Cachucha" e eu não hei-de saber quem é o raio da mulher?? Se era tudo bom nessa altura, porque é que não há uma referênciazita a ela em lado nenhum? Nem cartazes? Nem rabiscos numa casa de banho? Nem num rótulo num pacote de arroz, por exemplo? Porquê, valha-me Deus? E o que me aflige mais - ah, mas aí passo-me! praguejo e tudo! - é que ocupam os telejornais e os títulos dos jornais e as revistas e os debates, com coisas sem importância em vez de nos falarem da tal Maria Cachucha e do tempo dela!A minha esperança é que seja apanhada para aí nalguma escuta e seja tudo posto a nú. Bem, tudo também não, mas ao menos que nos desse uma dica, um vislumbre, uma ideiazita do que era esse tempo. Não sei é se quererá dizer o mesmo que "o tempo das vacas gordas". Aí fico mais sossegada. Já sei o que é. Ainda andam por aí tantas vacas e tão gordas! Será que é o mesmo? Ná, não me parece. Essas vacas nunca desapareceram, nem os bois. Deve referir-se a outras vacas, não tão gordas, é certo,  mas que, enfim, sempre iam tendo o seu pastozito. E dizem-me que até tinham sopa, gravatas e tudo! Bolas, vou continuar a procurar. Quem sabe se de repente, qual milagre de São Bento, ela não regressa ao contenente? Está bem, pronto. E às ilhas. Não sou de ressentimentos. 

domingo, 21 de outubro de 2012

Nem pensar!

É que nem pensar! Não volto a usar o telemóvel. Não volto, pronto. Quem quiser falar comigo só por escrito. Por carta. Sim, por carta, qual é o mal? E envelope e selo e tudo! Ora vejam lá se nesse tempo a malta tinha medo de ser ouvida? Não. Pois. Havia muito mais privacidade. Se nos abrissem o envelope, via-se logo, mesmo que voltassem a pôr cuspo ou a passar a língua pela bordinha. Via-se sempre. Lá estava um rasgãozito, uma dedada, o papel mal dobrado, cheio a perfume ou falta dele...era muito mais seguro! E o telefone estava em casa, sossegadinho, não precisava de carga, tinha só uns númerzitos, um fio que não dava nem para ir à casa de banho, tocava, a gente atendia, desligava e a vidinha era porreira! Agora? Nem pensar! Com o raio das tecnologias (ainda gostava de saber quem teve tal ideia para lhe dar uma murraça!) o que estou para aqui a escrever, por exemplo, pode ser lido, sei lá, no Azerbeijão, em Badajoz, na Nazaré. Não está certo. Sinto-me  muita mal, lá com os áqueres e os virus e os insectos e os bolinhos. Ora vejam lá se alguma vez escreveram uma carta e ela chegou ao destino em branco ou com viroses? Não, pois não? Pois. E com os telefones ainda pior. Anda para aí tudo a ser escutado qué um horror! Já não se pode fazer um negóciozito sujo nem receber umas luvitas nem mandar alguém àquela parte sem que toda a gente fique a saber! E vai prós jornais e tudo! E televisão, e rádio! E facebooks e tuitéres. Não, eu não vou arriscar mais! Nem sei se a conversa que tive com a minha prima Alcina sobre o marido dela que anda sempre a ir ao café e a ser atendido pela mesma empregada que até se senta sempre com ele à mesa e tudo, nem sei se isso já não foi escutado! Já viram o sarilho? Não, comigo chega. Cartinha, selinho, envelopinho, carteirinho e caixinha de correio. Telefone? Só para ver se o meu Sporting ganhou. Assim, utilizo poucas vezes.

Portuguese nightmares-14

Gosto muito de tremoços. Mas o outro dia fui comprar uma embalagem deles e fiquei admirada com o preço. Puxa vida, que caros! Aí pensei que temos de deixar de dizer "aquilo com que se compram os tremoços" quando nos referimos ao dinheiro. É que daqui a pouco nem tremoços! Temos de aprender a dizer, sei lá," aquilo com que se compram ossos de porco" ou "espinhas de carapau" ou "côdeas de pão". Temos de nos modernizar. Aliás, não percebo qual é o mal. Fazem-se óptimas receitas, por exemplo, com cascas de tremoço. Eu explico: guardam-se as cascas dos tremoços em saquinhos de plástico. Congela-se. No dia de receber uma visita, tão a ver?, tira-se o suficiente para fora - um saco de 50 gramas por cada dez pessoas. Cozem-se em água fervente até ficarem molinhas. Esmagam-se com um garfo (o misturador já foi vendido no OLX por isso é uma boa solução) , junta-se sal e pimenta e deixa-se ao ar para ficar bem amarelinho, tipo mostarda. De Dijón ou de Figón, tanto faz. Depois serve para rechear várias coisas. Ou cabeça de peixe ou pele de frango ou rabo de boi. Fica uma delícia! E até se podia exportar. Já estou a ver o rótulo: "Portuguese Trimoss- be like Kate Moss". Eu acho que a crise tem feito muita bem à nossa saúde e é altura de repartimos com o contenente como é que se consegue ser magrinho e doente sem comer. É uma novidade. Ao menos que façamos boa figura com qualquer coisinha!!

sábado, 20 de outubro de 2012

Mais um

Afinal resolvi pôr mais um programa a gravar. A Quadratura do Círculo. Pelo menos, à quinta-feira já estou servida. Um à tarde, outro à noite. Prontinhos para serem vistos em qualquer altura, de preferência quando me sentir em baixo ou engripada ou burra. De preferência de comando na mão para poder parar quando me parto a rir ou quando fico exaltada e só digo asneiredo ou quando vou buscar um lenço para pôr entre os dentes e aguentar a raiva ou quando vou buscar o sapato que entretanto atirei à televisão, etc. Coisas assim, normais.
O outro programa já expliquei porque o vou gravar. Faz-me dormir descansada pelo peso do enredo. Ou melhor, pelo "plot", é muito mais giro em Inglês e rima com flote e realmente eu fico a flutuar em sonhos. Este vou gravá-lo pelo motivo contrário. A gente às vezes precisa de ficar acordada mais tempo, não dar o sono, não é? Pois é. É um potente anti-olhos pesados e cabeça a descair pelo sofá. E sempre se poupam uns euritos. Em vez do Café, quadratura. É de borla, é produto nacional e faz bem ao ego. E também o plot é diferente do outro. Cada semana há uma novidade: uma vez, são três a falar, outra vez, são três a falar. E o suspense?? Bem, é até ao fim. Deixa ver se é agora que o Pacheco fala na Manuela. Deixa ver se hoje o Costa volta a falar da Manuela. Deixa ver se é agora que o Xavier não pára de rir por eles falarem da Manuela. Bem, às vezes é de cortar a respiração, tal o suspense. E quando eles se enganam nas falas? Ah, pois, enganam-se muitas vezes! Ainda ontem quem fugia de eleições era o Costa, e o Pacheco, nem com as cotoveladas do Xavier se apercebeu que não era ele que devia pedi-las! Ou ele estuda mal os guiões ou deram-lhe um papel secundário e o homem quer ser protagonista. Eu cá por mim dava-lhe o papel, mas parece que fez burrada da última vez. Mas vá lá vá lá que ao menos destaca-se pela interpretação. Tem ensaios em casa e tudo. Cara de mau, cara de pau, olhos fixos, olhos esbugalhados, mãos na mesa, mãos no ar, tremeliques, tiques.....nada é deixado à toa. O Costa não tem tanto trabalho de interpretação, só ensaia o revirar de olhos e as figas que faz por baixo da mesa quando fala na Manuela. De resto, tem as deixas bem estudadas. O Xavier é o ponto, lá vai vendo se tudo corre pelo melhor. Embora agora não haja o perigo dos outros dois se engalfinharem porque têm a mesma fala. O realizador não é mau, interfere pouco e parece um pouco baralhado com aquilo tudo.
Mas, como vêem, o programa tem todos os ingredientes anti-histamínicos necessários. Tira a comichão dos ouvidos, combate a alergia à politica e é um potente anti-virusgovernis. Fica-se acordado toda a noite. Com a boca aberta, é certo, mas como não há moscas, não faz mal. 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Em série

Hoje resolvi gravar o debate na Assembleia da República. Aliás, pus a gravar a série, para ficar sossegada. Vi um episódio aqui há tempos e fez-se-me´cá uma luz no cérebro que nem queiram saber! Já não volto a dizer asneiras à noite quando não há um único programazito de jeito para distrair. Não digo comédias, que dessas há muitos programas para escolher. Mas nem sempre me apetece rir, calma aí. Ou chorar. Vocês sabem lá as lágrimas que eu verto a ver as novelas! Qualquer uma! Ele é doenças, ele é traições, ele é desastres com maca e tudo, verdadeiros dramas, sabem? daqueles que a gente gosta de ver à noite, depois de um dia de trabalho para descontrair. Mas pronto, tenho este defeito. Prefiro a culinária, por exemplo. Ao menos posso copiar. Ou o futebol. Ao menos posso chamar filho deste e daquele a alguém , o que é saudável, mas sem ofender ninguém porque andam para ali distraídos com uma bola nem ligam à gente.  
Já perceberam, portanto, porque é que gravei os debates. Não choro nem rio. Nada. É inócuo. É reconfortante. Posso comer pipocas e tudo. Ou ler um livro. Estão sempre no mesmo sítio, não há cá cenas exteriores nem personagens novos. Se não virmos o anterior não faz mal, apanha-se num instante o fio à meada porque se estão sempre a repetir ou fazem um resumo do episódio ou episódios anteriores. Não há grande confusão na história porque só de vez em quando é que há muita gente em cena ao mesmo tempo. De resto, acho até que poupavam bastante em adereços se tirassem de lá as cadeiras das últimas filas e as emprestassem a algum lar, por exemplo, há sempre quem precise. Por outro lado, só falam alguns, e os outros estão quase sempre a olhar para o computador. É natural, devem estar a ver quando chega a vez da fala deles. A música de fundo é um deleite! Aqueles "Ahh", "Ohh", "Uii", Xii", Eh,Eh", " Pois, pois", "Vai tu", "Shiu" , "É a tua Tia!"( esqueci-me, este actor já saiu do elenco), são melodia para qualquer um de nós. E os "Hummm"? Não é "hum" é "HUUMM", estão a ver? É preciso muito ensaio, é grandioso! E os actores secundários? São tão bons como os outros. E com a novidade de vermos a régie. Está lá realizadora (só raramente é substituída) é giríssimo vermos a filmagem de cada episódio. Ela é chata às vezes: " Sente-se. Levante-se. Tem dois minutos. Relembro que tem dois minutos. Acabe, se faz favor. Silêncio.Quer falar? Inscreveu-se? Tem a palavra." Que chata! Ah, e há assistência. Não é nada de admirar, trata-se de uma stand-up comedy.
Por isso, já perceberam. O que eu quero é desanuviar a cabeça antes de me deitar. Não quero cá nada de muito profundo. Quero assim uma coisa levezinha, tipo cházinho de cidreira para dormir bem. Embora às vezes tenha pesadelos. Mas deve ser por outro motivo qualquer.

Procura-se

Eu estou a ficar preocupada. Estou, estou. Até me dá náuseas! Daquelas náuseas mesmo náuseas, sabem? É que só ouço falar  na saúde da Coligação e eu não sei quem é. Já fui ao Google e tudo. E há pouco fui ali ao lado à minha vizinha Euclídia que sabe sempre tudo de toda a gente e nem ela sabe quem é. Mas disse-me logo "Esteja descansada, vizinha, que amanhã já vou saber". Sim, que a minha vizinha é uma pessoa muito preocupada, com tudo no sítio. Mas não fiquei de bem comigo. Eu tenho de saber o que se passa com a saúde da Coligação. Posso querer ajudar, né? Sei lá, fazer um peditório, escrever ao Januário, ao Obama, ao Futre. Há tanta gente por aí que talvez me desse uma ajudinha. A mulher pode estar a precisar, caramba! Embora ao mesmo tempo me faça confusão não ouvir ninguém ter a mesma ideia. Não, não há. Até me dá impressão - é só impressão - que querem é que a saúde dela se dane, que estão mortinhos por ouvir dizer que piorou, a pontos de ser já tão, tão, má que o melhor é desligar os tubos e deixá-la partir deste mundo ingrato (ai que lindo! Estou inspirada!). . . Eu por mim tenho pena. Ai tenho, tenho. Não se brinca com a saúde de ninguém! Mas a Dª Coligação que me perdoe mas ela também tem culpas no cartório. Ninguém lhe mandou deixar publicar o boletim clínico. Agora sujeita-se, claro.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Sem vergonha

Eu fico assim... a modos que abananada. Meio vesga, meio vespa. Já nem sei. Porque aquela malta mete-me cá uma inveja, puxa vida! Inveja mesmo, daquela de revirar os olhos e roer as unhas e consumir a gente por dentro! Então não é que quase todos os dias recebo mails com as enormíssimas, grandessíssimas, alarvíssimas, estonteantíssimas, reformas e ordenados e avenças e mais não sei quê daquela malta e continuo a vê-los a falar como se nada fosse com eles?? Os fulanos às tantas não têm nem computador, nem IPads, nem Ipodes, nem Iphones, nem Ai- que me estou a esquecer do nome, e continuam na ignorância, pura e dura. Taditos. Isto faz-se? Anda aqui o pessoal a comentar os seus parcos haveres, no ora agora encaminha eu, ora agora encaminhas tu, a gastar tempo e a ganhar calo no dedo do meio e eles todos porreiros, como se nada se soubesse. Sim, só pode ser. Eu não acredito que se eles soubessem que nós sabiamos o que eles sabem que não se deve saber porque não querem que se saiba senão toda a gente fica a saber, já teriam emigrado. 
Ou será falta de vergonha? Antes do acordo, chamavam-se desavergonhados. E agora? Des-a-vergonhados? Ou Desa- vergonhados? Ou Des-avergo-nhados? É melhor não continuar. Senão ainda digo que isto é uma "pouca vergonha" e isso, valha-me Deus (ó nightmares da minha vida!) não está correcto. O que está correcto é "sem vergonha nenhuma". Certo?

Siglas

ANMP, CIP, DCIAP, ISCSP, OTAN, NATO,  UNICEF, STFP, IAPMEI, UNESCO, FIFA, FBI, NASA, BBC,  ....sabem o que são?
Ora viram como sabem? Mas, já agora, são capazes de dizer todas por extenso? Eu espero.
Ah, pois é! Não conseguem, pois não? Não faz mal. O Google resolve. Ou um bom dicionário. O problema é quando estamos a ouvir ou a ver as notícias e nos dizem que o ANMP fez ou disse isto ou aquilo. Eu, pelo menos, não gosto nada disso. Irrita-me. Lá que ponham em legenda, tudo bem, mas a falar, devem dizer a que corresponde a sigla. Será que é só a mim que faz confusão? Não creio. Sobretudo tendo em vista os milhões que os ouvem.

Memória curta

Por acaso a palavra bagão até dá jeito. Rima com tanta coisa! Rima com trambolhão, parvalhão,  traição, algodão, aldrabão, camarão, etc, etc. Por isso, foi bom regressar à ribalta. Fazem-se lindos versos para colocar na capa da história do gato Félix. História recente, embora esquecida. Como acontece cada vez com mais frequência. Eu ia até recordá-la, embevecida, mas fiquei preocupada porque não sei se estou à altura de sua excelência. O gato, claro. É que isto de usar palavras "caras" dá trabalho, caramba! Ou pensam que "septicémia" sai assim dum dia para o outro? Não, não. É fruto de muita cogitação, muito trabalho neurónico, muita pesquisa googliana! É mesmo daquelas que demonstram a enorme  preocupação que o gato tem em falar para o comum dos mortais, aqueles que tão arduamente defende, sabem? Faz-me lembrar o " esternocleidomastóideu"do filme do Vasco Santana. Diziam as Titis:  "Ele até sabe o que é o esternocleidomastóideu!". Lembram-se? Já viram  povo a dizer "Ena pá, ele até sabe o que é septicémia!". Uma pessoa assim é doutora, bolas! Que espanto! Que elevação!
Mas calma aí. E septicémia espalha-se num instante a partir de uma infecção já existente, não é? Ah, pois é. E eu nem quero pensar onde começou a dita infecção!! O que vale é que o gato esteve de quarentena uns tempos. Ninguém se chegava ao pé dele nem nada. Tadito. Mas aqui há pouco tempo voltou a aparecer. E ficou tudo contente: ele é abraços, ele é entrevistas, ele é "porreiro, pá"(onde é que eu já ouvi isto??), ele é citações constantes da sua ínclita experiência. Já ninguém se lembra da infecção, claro. O problema é que, entretanto, o gato pegou a doença à sua volta e, maior problema ainda, é que estão todos a regressar da quarentena. E voltaram remoçados, cheios de energia, cheios de fome ( não comeram pãozinho de poder durante uns tempos), cheios de ideias, assim, idiotas mesmo, estão a ver?
É o que eu digo. A memória curta é o que está a dar.

sábado, 13 de outubro de 2012

Portuguese nightmares-13

Já disse para mim uma série de vezes que tão depressa não voltava a escrever sobre os "nightmares" da nossa língua. Até resolvi pôr uns tampões nos ouvidos para obstruir a passagem ao meu subconsciente. Ca raio, quem manda nele sou eu, não é? Não. Está visto. Bastou-me sair por um bocadito, pumba, um deles saltou e fui obrigada a ouvir mais uma preciosidade. Que chato! Ainda por cima fez-me lembrar outra e ainda por cima outra vez, vai-me obrigar a falar numa palavra assim.... a modos que meio feia. Bem, mas pelo menos é mais delicada do que a outra..Pronto. Vou dizer qual é. É...rabo. Está dito. Podem parar por aqui se quiserem.
Mas eu vou continuar. "Então qual é a tal (ou as tais) preciosidade?", perguntarão vocês. "Despacha-te que tenho mais que fazer!".Calma.
 Ia eu muito sossegadinha e concentrada nas minhas compritas de comida( ainda não inventaram uma taxa de ocupação de supermercado, assim, tipo, queres comer? Pagas para comprar!)quando ouvi alguém dizer: "Tu estás é a fugir com o rabo à seringa!". Meu Deus. Ou estou a ficar senil ou não vi seringa nenhuma. Mais, a pessoa em causa até estava pregada ao chão, não ia a fugir coisíssima nenhuma! Sou testemunha, bolas! E, já agora, o que teria a seringa?? - que não vi, repito. Ainda é mais assustador, é ou não é? Que líquido seria? Leite? Coca-Cola? Iogurte? Quer dizer, não vejo outra coisa, porque, está bem, as coisas não estão fáceis nos centros de saúde, nos hospitais, etc, mas também não cheguemos ao ponto de andar a tratar as pessoas nos supermercados!
Mas o rabo não fica por aqui. Queriam! Eu disse que havia outra e há. Julgam que sou arraçada de político ou quê? Não minto. Então aí vai: nunca ouviram dizer " Até se pôs a fugir com o rabo entre as pernas!"? Ah, pois é. Eu também digo. Mas não volto a dizer enquanto não resolver as profundas dúvidas que me assaltam. Como é que eu fujo sem ser com o rabo entre as pernas? Onde o coloco? Onde encaixa sem ser ali? Não tenho sítio! E nem é muito grande!(um bocadinho maior não se perdia nada, mas estamos em crise). Isto são dúvidas que me mortificam. Por isso, o rabo fica ali quietinho por agora. Ou mando-o para a mobilidade. Logo vejo.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Já estou melhor

Pois é. Fiquei mal disposta com o artigo anterior. Já chupei uma pastilhita, mas, como não passa o azedume, resolvi presentear-me com qualquer coisa que me fizesse rir. Dei uma volta pelos mails e pronto, já me ri a bandeiras despregadas. Aquele riso virtual, que não faz bem nem mal, antes pelo contrário.(mau, isto está descer de nível, ó lagarta!). Adiante.
Estão distraídos, é? Não repararam no que eu disse, não?? Ora então agora digam-me lá: aonde é que eu tenho as bandeiras? Onde? E que bandeiras? E onde é que estavam pregadas para se despregarem? Já andei pela casa toda a ver - sim, que uma pessoa às vezes esquece-se do que tem! - e não vi nada. Confesso que já tive uma bandeirita. Já. À janela. Não digo que tenha sido por causa da selecção, porque .....foi por causa da selecção. Uma pessoa tem direito a ter os seus desvarios de vez em quando. Faz bem às rugas. E à economia do pais, porque ainda me custou uns cobres valentes. Claro que agora está guardadita num canto à espera de ser pendurada outra vez. São Bento nos acuda se não for assim! Olha que tu vê lá! Mau. Já me basta não tirar a verde para fora há uns anos.
Pronto. Já me perdi. Ah, estava eu a dizer - e confirmo - que não tenho nem tive bandeiras pregadas em ladíssimo nenhum, por isso, calma aí. E mais. Se elas se despregaram, querem o quê? Que vá correr atrás delas como cão ao osso? Deixá-las ir, essa agora. Só espero é que não caiam de pernas para o ar como a outra do 5 de Outubro. Mas também, quem se importou com isso?  

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Simone de Beauvoir

Hoje deu-me cá uns fernicoques quando acordei que nem queiram saber. E já estou calma! Agora imaginem se fosse ontem! Ainda bem que já roí as unhas até ao sabugo, rasguei uns papéis, atirei com pratos e panelas barulhentamente para dentro dos armários, repeti baixinho, vezes sem conta, asneiras inconfessáveis, lavei os dentes até estragar a escova, deitei-me a ranger os dentes e contei para aí umas mil e dez ovelhas até dormir para aliviar a massa cinzenta. Sim, porque a tenho. E isso é que me chateou. Detesto que façam de mim parva. Até posso ser, mas pronto, a gente não gosta que nos tratem como se fossemos, não é? Eu, pelo menos, fico piurça. Aparecer-me ali no ecrã um sujeito vestido de padre como comentador político, é demais. O homem misturava o FCP(fê, quê, pê) com pobres, falava da Simone de Beauvoir como quem fala de bacalhau à Brás (deve ter sido a última coisa que leu na net; chegou tarde), e outra vez pobres e Igreja e pobres e governo e partidos e fome e futebol e Beauvoires e almoços e governo e pobres....Ouça: eu sei o que lá foi fazer. Não sou parva. E sei porque o lá levaram. Não sou parva. Mas, para a próxima,  importa-se de ir vestido como os vendilhões do Templo? Obrigada.

Que susto!

Livra! Apanhei cá um susto!
Tinha resolvido ir observar mais observatórios. Uma pessoa às vezes precisa de uma distracçãozita, daquelas que nos fazem descontrair, não ficar raivoso nem nada, mesmo mesmo....tipo Spa, estão a ver? É o caso dos observatórios. É relaxante, reconfortante e outras coisas em "ante", como adiante, ver tanta gente tão ao serviço do tuga, tão empenhada na sua observação diária, por exemplo, das cheias, das secas, do fogo, do têxtil, do design, do problema da degradação dos povoamentos de sobreiro e azinheira(livra, que é grande!), do heliosfério (?), da teledetecção atmosférica e comunicações aeroespaciais (a NASA não passa sem ele), etc, etc. Valha-me Deus! Então não ficamos muito mais sossegados? Não sejam rabugentos.
Mas então, ia eu a começar a minha tarefa, carregando com o ratito num deles quando...eu nem sei se diga, ainda estou a tremer - aliás nota-se na letra - me aparece no ecrã "AVISO- SE VISITAR ESTE WEB SITE PODERÁ DANIFICAR O SEU COMPUTADOR!". Puxa vida! A vermelho e tudo, e letras gordas e tudo! Ó pernas, ou melhor, ó rato para que te quero, pumba, saí logo dali!!!
Vou já ao observatório dos medicamentos e dos produtos de saúde ver se arranjo qualquer coisa que me despalpite. Ou será melhor ir ao transfronteiriço Espanha-Portugal? É melhor, é.  Pode ser que me ofereçam um convite para a Zarzuela. Lá, ao menos, só observam a Letizia. E os elefantes do rei. Ora vejam lá se eles têm um observatório de inteligência económica?? Não têm, pois não? Pois. É por isso que estão mal. Toma.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Por favor

José Gomes Ferreira: peço-te um favor. Nunca aceites ser ministro de nada nem de ninguém. Passas logo a ser uma besta. E tu és dos poucos que admiro. Não sei o teu partido, nem quero saber. É por isso mesmo que gosto de te ouvir. Malhas à direita, à esquerda, ao centro, para trás e para a frente. Dizes mal quando tens de dizer mal e dizes bem quando achas que deves dizer bem. Sem medo. Preto no branco. Claro, conciso. Entendo-te. Posso às vezes até nem concordar contigo, mas tenho fome de gente assim. Estou farta de hipócritas.

Portuguese nightmares-12

Ora cá estou eu outra vez a meter-me com o nosso Português. Não há nada melhor do que vir para aqui dizer umas graçolas depois de ver as notícias. Fico assim, sei lá,  mal disposta, azeda, mal criada, rabugenta, abananada, etc, etc. Por isso, mais vale desancar no tio Afonso. É que o homem nunca devia ter permitido que a expressão "Espera que já te dou o troco!" entrasse e se entranhasse nossa língua! O homem não teve visão nenhuma do que estava a fazer! Quer dizer, às tantas até teve, ora vejam lá se se diz "Espera que já te dou o dinheiro". O tanas. Só o troco. Ele percebeu que iamos ser uma malta que nem para se vingar tem dinheiro. E também percebeu que o melhor era adiarmos sempre os assuntos, para ocasiões mais propícias, tipo, espera um pouco, tem calma, já te dou o troco - se me lembrar, se tiver tempo, se me apetecer, quando me der na realíssima gana. Mas o mesmo já não se passa quando se pretende agredir alguém. Aí o tio Afonso exagerou. "Levas uma lambada que até andas de rosca". Ora vejam lá o contraste. Aqui a pessoa arremessa-se a alguém e o triste fica logo que nem pião no asfalto. Ou seja, somos um povo bipolar. Uma vezes "espera aí", outras vezes pumba, já levaste e nem deste conta. Que nice!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Detesto

 Cada vez mais detesto a hipocrisia que invade os "jornalistas" deste país. Detesto. Parecem uns abutres quando lhes cheira a confusão e se não cheira, fazem de tudo para a provocar. Parece que pertencem a uma profissão intocável, nos objectivos e nos meios. Dizem o que lhes apetece e como lhes apetece,  ficam ofendidíssimos se se põe em causa as opiniões de suas excelências. Manipulam, mentem, descontextualizam tudo a seu belo prazer, investigam o que lhes dá jeito e lhes assegura o ganha-pão. São, na maioria, jovens arrogantes, com o seu belo carrinho, a sua boa casinha, a armar-se em espertos, como se todos nós fossemos uma cambada de burros. Dão calinadas constantes no Português e a maioria das perguntas que fazem são estúpidas e infantis. Podem não ter tirado a licenciatura "à Relvas", mas adorava saber como é que alguns conseguiram chegar ao mercado de trabalho à custa dos "cidadões" como eu. Às tantas "haviam" muitos que também gostavam de saber.
Ao menos aprendam Português, meninos.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

:) :) :)

PROCURA-SE! Dão-se alvíssaras.

Portuguese nightmares-11

Lá venho eu outra vez. Não resisto. O que é que querem? A culpa é da nossa língua! Ao menos o tio Afonso fez alguma coisa de jeito, já agora. "Fogo! Também não há mais nada?". Ora aí está, viram? Quantas vezes ouvem "Fogo! Estás tola ou quê?". É muito vulgar o Fogo entrar em um qualquer diálogo mais" jovencito", menos avançado na idade. É ou não é? É como o "bué". E eu pergunto-me bué de vezes donde isto veio. Ouviram em casa? Na escola? Nos Big Brothers ou faz parte do novo acordo ortográfico? Se calhar era "Folgo", mas como agora há menos folgas, não se lia o "l" e passou a "fogo". Será?  Ainda não consegui uma resposta e isso tem-me consumido. Consumido, mesmo. Assim, como hei-de dizer? Consumido, pronto. Será que é porque andamos há anos a apagar fogos? Será que veio da vontade de muitas vezes mandar tudo dar uma volta (Fogo!) e começar de novo? Será que tem a ver com a necessidade de distrair a malta, tipo "olhó fogo! enquanto só se fazem asneiras ou nos vão ao bolso? Não sei. É um mistério. Um dia destes pergunto directamente a quem disser "Fogo", embora receie que logo a seguir diga eu Fogo! e me ponha a andar! Cheira-me.
Mas não fico por aqui! Então e a água?! Ora essa! A água, pois. "Estás a fazer uma tempestade num copo de água!". Ah, viram? E até é bem importante! Quantas línguas se podem gabar de ter tempestades num copito de água? Ele é furacões- se mexerem a água com uma colher; ele é ondas altíssimas-  se meterem o dedo para provar; ele é relâmpagos - se de repente o deixarem cair... estão a ver? E mais. Nós nem precisamos da mãe natureza para nada! Somos nós que fazemos as tempestades. Ah, pois é!
Julgavam que tinha acabado? Não senhor. Ainda faltam dois: a Terra e o Ar. A nossa língua não se fica por metades. "Nós temos os pés bem assentes na terra e somos muito simples, muito terra à terra". Certo? Também não sei onde raio queriam que tivessemos os pés bem assentes, mas tudo bem, concordo, podia ser em água e aí já tinhamos ido ao fundo e assim não vamos e sempre é um alentozito nos dias que correm. Agora "terra à terra" soa-me um bocado a Star Wars, deve ser um estrangeirismo. Até porque senão não andavamos tantas vezes "com a cabeça no ar" ou "na lua". Sim, porque agarrada ao pescoço é coisa vulgar, todo o mundo tem. É muito mais "posh", mais "in", mais "tia"(ou tio) responder à pergunta "Onde é que tinhas a cabeça?"com  "Olha, estava com a cabeça na lua!".  Não é para todos ou é? Tinhamos que ter algo de diferente! Ah, ganda Afonso!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Observatório dos Observatórios.

Ah, pois é. Este observatório não está lista que eu recebi por mail e também não deve estar na lista que, provavelmente,vocês também receberam. Pois. É natural. Este observatório é meu! O que é que foi? Não posso, não? Se há cento e tal por esse país fora, porque é que não posso ter um meu? Tenho. Fundei-o ontem. O Presidente, Secretário-Adjunto, Secretário do Secretário-adjunto, O Secretario Técnico, o Coordenador, o Adjunto do Coordenador e o Secretário do Adjunto do Adjunto do Coordenador ...sou eu. Fundei este observatório com o objectivo de observar os outros observatórios, o que é perfeitamente original, já que ainda ninguém se lembrou de observar o que os outros observam, ou, se se lembrou, pouco observou porque não fez nenhuma observação relevante sobre aquilo que observou, ou, se não se lembrou, devia ter-se lembrado para evitar que eu tivesse de fundar este observatório para observar o que ainda não observaram ou observaram e não disseram à malta. Irra. Adiante.
Para já, estou satisfeita. Fiquei contente por saber que alguns observatórios têm entre vinte e cinco a quarenta membros, desde o Presidente aos Secretários e ...pasme-se  motoristas! Num há dois motoristas para vinte e cinco membros, o que é muita pouco, convenhamos! Por lá terão até que, às vezes, irem quatro ou cinco atrás, dois à frente e um ao colo do motorista, o que é perfeitamente incómodo e carece de igualdade e justiça social porque eu gostava de saber como é que decidem quem vai ao colo do motorista! Ora vejam se ele é assim, tipo, George Clooney, tão a ver? Também se não é, que se lixe. E também estou satisfeita porque alguns nem página têm na net, ou seja, taditos, nem dinheiro têm para um mísero computador. Outros têm resmas de páginas ligadas a tudo e mais alguma coisa menos àquilo que estavamos à espera pelo nome dado ao dito observatório. Outros são de plebe, porque não pertencem a ninguém, logo, são da malta pagante. E noutros andam por lá uns nomes que, não sei, cheira-me que já os li ou vi ou ouvi em qualquer lado.
Apesar de todas estas alegrias, de ver que há tanta gente a mamar, peço perdão, a observar tudo e a olhar pelos nossos interesses, sem receber nada, sem tempo livre para ir ao ginásio ou à feira de Carcavelos, sem ter que estar lá agora a dar conta do que fez, nem nada, fico um bocadito, só um bocadito preocupada. Mas ao menos sei para onde vai uma parte dos meus subsídios! Já vou dormir melhor!