terça-feira, 23 de outubro de 2012

Portuguese nightmares-15

Eu já Googlei, eu já gastei um tempão com enciclopédias, com livros de História, já mandei um mail ao Pacheco, ao Mendes, ao Futre,  à prima Eulália, que é muito coscovilheira e sabe sempre tudo sobre toda a gente e ....nada! Até perguntei ao Marcelo "quem é a Maria Cachucha? Que sabe sobre este assunto?" (assim uma coisa fina, claro)mas a resposta dele foi "Por favor, vá perguntar ao Sócrates e ao Coelho". Tinha de ser. O homem tem a mania. Meteu logo filosofia e agricultura. Vá-se lixar! E ainda pus um anúncio nos jornais "Onde andas, Maria Cachucha? Volta, diz qualquer coisinha, comunica ca gente!". Resposta: nenhuma. Não sei mais o que fazer! Ninguém me sabe dizer quem é e onde anda a Maria Cachucha. Estou mesmo em baixo. Não é que seja muito alta, mas agora vejo o chão mesmo ali. Isto é insuportável, bolas! Então dizem-me constantemente "Ah, isso foi no tempo da Maria Cachucha" e eu não hei-de saber quem é o raio da mulher?? Se era tudo bom nessa altura, porque é que não há uma referênciazita a ela em lado nenhum? Nem cartazes? Nem rabiscos numa casa de banho? Nem num rótulo num pacote de arroz, por exemplo? Porquê, valha-me Deus? E o que me aflige mais - ah, mas aí passo-me! praguejo e tudo! - é que ocupam os telejornais e os títulos dos jornais e as revistas e os debates, com coisas sem importância em vez de nos falarem da tal Maria Cachucha e do tempo dela!A minha esperança é que seja apanhada para aí nalguma escuta e seja tudo posto a nú. Bem, tudo também não, mas ao menos que nos desse uma dica, um vislumbre, uma ideiazita do que era esse tempo. Não sei é se quererá dizer o mesmo que "o tempo das vacas gordas". Aí fico mais sossegada. Já sei o que é. Ainda andam por aí tantas vacas e tão gordas! Será que é o mesmo? Ná, não me parece. Essas vacas nunca desapareceram, nem os bois. Deve referir-se a outras vacas, não tão gordas, é certo,  mas que, enfim, sempre iam tendo o seu pastozito. E dizem-me que até tinham sopa, gravatas e tudo! Bolas, vou continuar a procurar. Quem sabe se de repente, qual milagre de São Bento, ela não regressa ao contenente? Está bem, pronto. E às ilhas. Não sou de ressentimentos. 

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