Puxa vida! Que mauzinhos! Eu não posso ir à rua. É que ouço logo o que não quero. E não quero porque depois tenho de vir para aqui falar nisso e tenho mais que fazer, bolas!
Então é coisa que se diga " Pois, pôs-te o dedo na ferida, não é?". Vocês já viram o que anda por aí? Eu pensei logo: livra, ainda ontem me cortei com uma faca a cortar batatas, trago um pensito a tapar, mas não sei se estou segura! Quem sabe se não revistam uma pessoa a ver se tem alguma ferida? E se a ferida fôr em lugares impróprios, acham bem? E está tudo muito caro para se andar a arrancar pensos e gessos e ligaduras e depois voltá-los a pôr! E se não quisermos mostrar a ferida? Andam aos safanões? Agarra aí que já a vi e pumba, arranca penso e põe dedo na dita? que maldade!
Ah, mas há mais! Com que então "apanhou-lhe o ponto fraco", hã? Cruzes, credo. Já uma pessoa não pode ter, assim, a modos que um sítiozito só para nós, mais sensível do que os outros, que tem logo que ser posto a nú. E como é que se apanha esse ponto fraco, vá, digam lá. Pode ser complicado. Podem andar às apalpadelas, tipo, doi-te aqui? E aqui? Mais para cima ou mais para baixo? Pode demorar um tempão até darmos um coice e um berro e ficarmos assim expostos, envergonhados, à mercê de comentários menos dignos! E, entretanto, as apalpadelas já cá cantam! A não ser que acertem à primeira, o que duvido. Ninguém começa pela ponta do nariz ou pelas orelhas ou pelo dedo do pé! Não, isto é uma autêntica invasão de privacidade! Se os outros são piratas informáticos, estes são piratas corporais! São tipo Merkle, sempre a meter o nariz na nossa vidinha. Para ela e para eles...sabem uma coisa? Manguito.
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