quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Sem vergonha

Eu fico assim... a modos que abananada. Meio vesga, meio vespa. Já nem sei. Porque aquela malta mete-me cá uma inveja, puxa vida! Inveja mesmo, daquela de revirar os olhos e roer as unhas e consumir a gente por dentro! Então não é que quase todos os dias recebo mails com as enormíssimas, grandessíssimas, alarvíssimas, estonteantíssimas, reformas e ordenados e avenças e mais não sei quê daquela malta e continuo a vê-los a falar como se nada fosse com eles?? Os fulanos às tantas não têm nem computador, nem IPads, nem Ipodes, nem Iphones, nem Ai- que me estou a esquecer do nome, e continuam na ignorância, pura e dura. Taditos. Isto faz-se? Anda aqui o pessoal a comentar os seus parcos haveres, no ora agora encaminha eu, ora agora encaminhas tu, a gastar tempo e a ganhar calo no dedo do meio e eles todos porreiros, como se nada se soubesse. Sim, só pode ser. Eu não acredito que se eles soubessem que nós sabiamos o que eles sabem que não se deve saber porque não querem que se saiba senão toda a gente fica a saber, já teriam emigrado. 
Ou será falta de vergonha? Antes do acordo, chamavam-se desavergonhados. E agora? Des-a-vergonhados? Ou Desa- vergonhados? Ou Des-avergo-nhados? É melhor não continuar. Senão ainda digo que isto é uma "pouca vergonha" e isso, valha-me Deus (ó nightmares da minha vida!) não está correcto. O que está correcto é "sem vergonha nenhuma". Certo?

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