Já tinha saudades dos meus nightmares! Se tivesse tempo, escrevia um todos os dias, porque realmente há tantos e tão giros! Ora aí vão mais três, para "descomprimir".
Então não é que almocei mais cedo porque "tinha a barriga a dar horas"!? Olha questa! Quer dizer: a economia já vai mal, o consumo caiu e eu ainda vou tirar o ganha-pão a mais alguém? Sim, porque se a minha barriga dá horas, para que é que eu preciso de relógio? Hã? Lá se vai mais uma venda! E nem precisamos de pilha nem nada. E até quando mudam as horas, basta um jejunzito de dois, três dias e pronto. É só poupar. O problema, mais umas vez, são os estranjas. Já viram o quanto é desagradável chegar ao pé de algum de nós e pedir para ouvir a barriga a dar horas? E quando não pedem? Pior um pouco. Encostam o ouvido na pança da malta e ainda têm a lata de dizer "ah, não ouço nada!". Tem sido cada cena!
E vocês dirão:" pois, está bem abelha, não andes de relógio, não." Está bem, abelha??? Essa agora! Para já, já viram alguém dizer a uma abelha "está bem, vá lá, ferra aí que eu deixo"? Não viram, pois não? Por outro lado, que é isso de pensarem que eu falo com abelhas? Sou meia tola mas não tanto e nem sequer tenho nenhuma abelha no meu círculo de amigos e, se tivesse de falar com algum animalzito, falava era com lagartos, que são meus primos. E mais, então se é para falar com insectos, então prefiro as melgas, ao menos sempre digo "sai daí ó melga" e ela pisga-se, depois de levar com um trapo. É educada. A abelha é mais matreira. Com a fama de pousar nas florzinhas e o mel e mais não sei quê, apanha com uma perna ou um braço ou um pé ou uma mão e pumba, vinga-se logo com extremo mau génio! Elas sabem que há sempre quem diga "coitadinha, deixa lá a abelhinha". Ora vejam lá se alguém diz "deixa lá a melguinha". Isto há injustiças em todo o lado.
sábado, 29 de setembro de 2012
Coisa de lagarta "velha"
Bem, rabugenta já eu sou de nome. E rabugenta, porque cada vez mais não aceito ir na onda, ir em modas, comer e calar. Mas, para além disso, parece-me que estou também a ficar cada vez mais sem paciência para certas coisas e certos comportamentos. Por exemplo: vi a "melhor fotografia" da manifestação de sábado passado. Não me estou a referir à da rapariga com o polícia. Estou a referir-me à de uma criança empunhando um cartaz que dizia:" Não faças do meu pai um ladrão como tu, que ele vai para a cadeia e tu não". De imediato sorri. Confesso que achei piada, sobretudo por o cartaz estar nas mãos de uma criança. Mas depois...disse cá para comigo: ka raio, acho piada porque está nas mãos de uma criança porquê? Porque ela escreveu aquilo? Não. Porque ela sabe o que está ali escrito? Não. Porque ela é o símbolo dum futuro negro e porque um adulto - o pai possivelmente - lhe colocou o cartaz na mão para mostrar que se preocupa com esse mesmo futuro? Bem, aí é que já não acho graça nenhuma, mesmo. Bem pelo contrário. Eu estou-me nas tintas que "o não faças do meu pai ladrão" se refira ao Primeiro Ministro ou ao catuntas mais velho. O que eu considero preocupante é que aquela criança se habitue a desrespeitar para alertar, se habitue ao à vontade de ser insolente, se habitue a participar pelo insulto. É um passinho até julgar que pode chegar à escola e chamar "estúpido" ao professor (é real) ou "burra" à mãe (também já ouvi), ou "tolo" ao pai (é frequente) ou dizer a um funcionário "não me chateie"(to say the least) ou andar num balouço para 3 anos e já ter treze, estragá-lo todo e borrifar-se para isso, ou abrir as embalagens de cereais todas até encontrar o tal boneco, etc, etc. Será que esta é a melhor forma de preparar crianças para o futuro, mesmo sendo negro?? E vejam ainda. "que ele vai para a cadeia e tu não". Ou seja, o chato de roubar é que uns vão para a cadeia e outros não. Ele vai e o outro não.
Não estou a fingir que não sei do que o cartaz fala e não estou a "armar-me aos cágados". Estou a reflectir. Sobretudo sobre o que não quero que os meus netos sejam "amanhã". Quero que sejam cidadãos activos, participantes, esclarecidos, inconformistas, argumentativos, exigentes, duros, mas..............respeitadores e educados.
Isto dos valores deve ser coisa de "velhos".
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Presuntos, animais e louça
Pronto. Ok. Hoje vou começar por dar dois exemplos de maluqueiras de duas outras línguas.O que é que, por exemplo, passou pela cabeça de nuestros hermanos, de utilizar a palavra "presunto" para dizer "presumível"? Não acreditam? É verdade ." El presunto atracador..." ( O presumível assaltante). Ou seja, quando alguém é o presumível qualquer coisa ou é suspeito de qualquer coisa, é um presunto. E só vejo duas explicações possíveis: uma, pura inveja de não terem a quantidade de suspeitos disto e daquilo que andam por aí aqui e que ninguém apanha, de tal modo que preferiram chamar-lhes presuntos porque estes sempre se penduram na dispensa e toda a gente sabe onde estão ou cortam-se às fatias, aos cubos, metem-se numa embalagem e exportam-se. Está feito. A segunda explicação deve ser porque a maioria das espanholas são gorduchinhas a seguir à cintura, logo, são suspeitas de comerem demais (presunto, por exemplo) ou de siestarem demais. Só pode.
Mas enfim, apesar de tudo, não tem comparação com a expressão inglesa "to rain cats and dogs" (chover gatos e cães) . Oh valha-me Santa Elizabete! Ó filha, eu já lá estive várias vezes, já apanhei com chuvadas monstras e nunca, nunca, palavra de honra, Elizabete, nunca me caiu um cãozito ou um gatito em cima, nem com pedigree nem sem pedigree! Apanhei foi com grandessíssimas gripes! As tuas "influenzas", estás a ver? E isto de se chegar a um hospital e alguém nos dizer que tem uma "flu", também não tem piada nenhuma, pode ser um insulto camuflado, sei lá. O melhor é dizer logo "tens mas é tu!", que dá em verso e alivia um pouco a tensão. Isto, até eles se lembrarem que nós, os irmãos aliados, dizemos "chover a potes" para a mesma situação. Queria ver como é que nós lhes explicavamos que também não levam com pote nenhum, nem antigo, nem moderno, nem da Vista Alegre nem das Caldas. E que nem é uma tentativa de agressão! É só uma maneira de falar. Que coisa!
terça-feira, 25 de setembro de 2012
De pernas para o ar
![]() |
| Olá! Eu estou a ver tudo virado ao contrário! E vocês? |
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
A Casa
A maioria das pessoas que diz que não vê determinados programas, vê. Ponto final. Nem que seja por uns minutitos, de comando na mão não vá o diabo tecê-las - ou seja, alguém aparecer e perguntar "então tu estás a ver essa porcaria?" - ou nos intervalos de outros programas (às vezes chegam aos 12 minutos!!), ou quando já tudo ressona lá em casa. Mas também há os que vêem e não se importam de dizer. É como eu. Eu vejo, pelo menos uma vez. Gosto de saber do que falo ou não falo. Borrifo-me para o "parece mal" . O que quer dizer que ontem resolvi, já no silêncio da casa - ninguém me deixa ver antes, confesso - conhecer aquele "programa" que se chama A Casa dos Segredos. Consegui aguentar 1 hora daquilo. Mas tinha de ver.
Em primeiro lugar, acho que a TVI está a gastar dinheiro desnecessário com a apresentadora. Iam buscar a dita a apresentar um programa qualquer de há 10 anos atrás e bastava mudar o nome dos concorrentes. O resto é igual. As risadas parvas, os gestos tolos, as insinuações palermas, as perguntas de cácárácá, os diálogos indescritíveis. Mas também.... para quem é , bacalhau basta. Depois temos os concorrentes. Destes já falo. Agora não podem deixar de ver o ar ..., como lhe hei-de chamar? Talvez.... embebecido, dos pais. É de riso! Parece que estão ali a olhar para uns heróis, tipo, fui eu que eduquei aquilo, tomem, aprendam. Só vos digo esta: um pai pediu para falar e disse mais ou menos isto: "Sabe qual é o mal? É que esta malta anda na noite, bebe um copo a mais e é no que dá". Pergunta a apresentadora: Então você diz isso da filha, que anda na noite? Resposta: digo, pois, e até quero que ela esteja aqui porque assim durante uns tempos sei onde ela está!". Sem comentários!
Quanto aos concorrentes, desde uma que se chama a si própria de "bêbeda chorona", a outra que diz que estão a falar de maminhas, a outro que fala do tamanho da "dita cuja", a outro que diz que a Troika são 3 homens, há de tudo. Já nem falo das indumentárias. São previsíveis.
Digo-vos: não percam. Vejam ao estado miserável a que chegou alguma juventude deste país, empurrados para a fama rápida e para o dinheiro fácil, por uns quantos senhores que enchem os bolsos sem um mínimo de remorsos e sem um pingo de vergonha! Livra!
Em primeiro lugar, acho que a TVI está a gastar dinheiro desnecessário com a apresentadora. Iam buscar a dita a apresentar um programa qualquer de há 10 anos atrás e bastava mudar o nome dos concorrentes. O resto é igual. As risadas parvas, os gestos tolos, as insinuações palermas, as perguntas de cácárácá, os diálogos indescritíveis. Mas também.... para quem é , bacalhau basta. Depois temos os concorrentes. Destes já falo. Agora não podem deixar de ver o ar ..., como lhe hei-de chamar? Talvez.... embebecido, dos pais. É de riso! Parece que estão ali a olhar para uns heróis, tipo, fui eu que eduquei aquilo, tomem, aprendam. Só vos digo esta: um pai pediu para falar e disse mais ou menos isto: "Sabe qual é o mal? É que esta malta anda na noite, bebe um copo a mais e é no que dá". Pergunta a apresentadora: Então você diz isso da filha, que anda na noite? Resposta: digo, pois, e até quero que ela esteja aqui porque assim durante uns tempos sei onde ela está!". Sem comentários!
Quanto aos concorrentes, desde uma que se chama a si própria de "bêbeda chorona", a outra que diz que estão a falar de maminhas, a outro que fala do tamanho da "dita cuja", a outro que diz que a Troika são 3 homens, há de tudo. Já nem falo das indumentárias. São previsíveis.
Digo-vos: não percam. Vejam ao estado miserável a que chegou alguma juventude deste país, empurrados para a fama rápida e para o dinheiro fácil, por uns quantos senhores que enchem os bolsos sem um mínimo de remorsos e sem um pingo de vergonha! Livra!
sábado, 22 de setembro de 2012
Portuguese nightmares-9
Estou-me a borrifar para esta gente toda.
Estou-me completamente nas tintas.
É para o lado que durmo melhor.
Não. Estão enganados. Não se segue um palavreado de exacerbante politicismo. Era o que faltava, fazer concorrência a gente que precisa do cargo. Tenho lá agora essa falta de patriotismo. Credo! Não, o que eu quero é chamar-vos à atenção, mais uma vez, para o pitoresco da nossa língua. Já viram: Estou-me a borrifar para esta gente toda. Ca raio! Borrifar não é deitar pequenas gotas de água , por exemplo, na roupa que vamos passar a ferro para ficar mais bonita e lisinha?? Então eu vou deitar pequeninas gotas de água sobre alguém que não goste, para ficar mais lindo?? Eu quero é que fique enrugadinho de todo, amarfanhado, cheio de vincos, não é? Mas se é sobre mim, bem, então vá lá, deve querer dizer que vou ficar toda photoshupada, toda gira. Ah, assim está bom. Bem preciso duma borrifadela.
A seguir temos outra expressão que, confesso, apesar da profundíssima introspecção que fiz, desde fechar os olhos e pôr Mozart (fica sempre bem um nome estrangeiro), cruzar as pernas à yoga (isso custou-me um bocado, falta-me elasticidade) e meditar, segurar a testa com a mão e olhar o vazio durante horas, não consegui perceber. Tintas. Tintas?? Se me ponho dentro de tintas sujo-me toda! Está bem que posso escolher a côr ( lá terá de ser verde, não me apetece muito, mas vermelho ou azul são horríveis, custam muito a sair) e que posso tomar banho a seguir, mas valha-me Deus, what´s the point? (uau!!). Sujei-me, lavei-me, tudo bem, mas e...e..e...e então? Não entendo.
Quanto à última, bem, é um bocadinho preversa. Posso ter que revelar aspectos íntimos (olha se durmo melhor para a direita, livra, fico logo com um D na testa, parece a scarlet letter do outro - não sabem a que me refiro, não? Pois é, ah pois é, então essa cultura? - e ninguém tem nada que saber para que lado durmo melhor. Não pode ser de barriga para baixo? Ou de barriga para cima? Estão a ver? Por outro lado, nesta expressão ainda consigo descortinar ( outra..tirar a cortina?? Adiante) um sentido claro: por exemplo: se se borrifarem ou estiverem nas tintas para o que estou para aqui a dizer..olhem, quero lá saber, logo durmo na mesma e bem. Para "aquele lado". E esta, hein?
Estou-me completamente nas tintas.
É para o lado que durmo melhor.
Não. Estão enganados. Não se segue um palavreado de exacerbante politicismo. Era o que faltava, fazer concorrência a gente que precisa do cargo. Tenho lá agora essa falta de patriotismo. Credo! Não, o que eu quero é chamar-vos à atenção, mais uma vez, para o pitoresco da nossa língua. Já viram: Estou-me a borrifar para esta gente toda. Ca raio! Borrifar não é deitar pequenas gotas de água , por exemplo, na roupa que vamos passar a ferro para ficar mais bonita e lisinha?? Então eu vou deitar pequeninas gotas de água sobre alguém que não goste, para ficar mais lindo?? Eu quero é que fique enrugadinho de todo, amarfanhado, cheio de vincos, não é? Mas se é sobre mim, bem, então vá lá, deve querer dizer que vou ficar toda photoshupada, toda gira. Ah, assim está bom. Bem preciso duma borrifadela.
A seguir temos outra expressão que, confesso, apesar da profundíssima introspecção que fiz, desde fechar os olhos e pôr Mozart (fica sempre bem um nome estrangeiro), cruzar as pernas à yoga (isso custou-me um bocado, falta-me elasticidade) e meditar, segurar a testa com a mão e olhar o vazio durante horas, não consegui perceber. Tintas. Tintas?? Se me ponho dentro de tintas sujo-me toda! Está bem que posso escolher a côr ( lá terá de ser verde, não me apetece muito, mas vermelho ou azul são horríveis, custam muito a sair) e que posso tomar banho a seguir, mas valha-me Deus, what´s the point? (uau!!). Sujei-me, lavei-me, tudo bem, mas e...e..e...e então? Não entendo.
Quanto à última, bem, é um bocadinho preversa. Posso ter que revelar aspectos íntimos (olha se durmo melhor para a direita, livra, fico logo com um D na testa, parece a scarlet letter do outro - não sabem a que me refiro, não? Pois é, ah pois é, então essa cultura? - e ninguém tem nada que saber para que lado durmo melhor. Não pode ser de barriga para baixo? Ou de barriga para cima? Estão a ver? Por outro lado, nesta expressão ainda consigo descortinar ( outra..tirar a cortina?? Adiante) um sentido claro: por exemplo: se se borrifarem ou estiverem nas tintas para o que estou para aqui a dizer..olhem, quero lá saber, logo durmo na mesma e bem. Para "aquele lado". E esta, hein?
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Sem som
Esperei dois dias. Nada. Nem desmentidos, nem grandessíssimos títulos nos jornais, nem aberturas de telejornais, nem conferências de imprensa, nem fervorosos e esgadanhados comentários ao comentado, nem editoriais inflamados, nem reuniões de emergência, nem Youtubes, nem pedidos de audiências, nem acusações de demência, ...nada. Estou de queixo completamente caído, de cara totalmente à banda, pasmadinha de todo. Devo ser ingénua.
Não sabia que no nosso país ainda havia gente sem medo. Que aponta o dedo a pessoas com nomes, preto no branco. Quem ouviu Paulo Morais no programa com Medina Carreira, das duas uma: ou diz, o homem está doido, é tudo mentira, ou diz , o país está doido e é tudo verdade.
Eu vou por esta ultima. Até porque só ela pode explicar um silêncio que me incomoda e que me deixa muito, mas mesmo muito preocupada e angustiada.
Mas que pouca vergonha é esta?
Não sabia que no nosso país ainda havia gente sem medo. Que aponta o dedo a pessoas com nomes, preto no branco. Quem ouviu Paulo Morais no programa com Medina Carreira, das duas uma: ou diz, o homem está doido, é tudo mentira, ou diz , o país está doido e é tudo verdade.
Eu vou por esta ultima. Até porque só ela pode explicar um silêncio que me incomoda e que me deixa muito, mas mesmo muito preocupada e angustiada.
Mas que pouca vergonha é esta?
Portuguese nightmares-8
Uma expressão que demonstra bem a capacidade visionária - de vidente, mesmo, a Maya que se cuide - do nosso português é: "É pá, o tipo está cheio de massa!". Inventada há séculos, previa já a situação actual do tuga! Vejam: estar cheio de massa, hoje, é estar cheio de esparguete à mesa. Não tem mais nada, mas tem esparguete ( com "r" porque é um esparguete muito maior do que o italiano!). Não chega, não? Com imaginação, até cheira a tomate, a Mozarela, a azeite, a oregãos! Porque depois há os que estão "cheios de pasta". Ah, esses, são diferentes. Esses têm massa italiana mesmo italiana e pasta de dentes. Não confundamos as coisas. E nada de misturas com a expressão "está cheio de dinheiro". Porque está mesmo. E tem direito a esparguete, massa italiana e pasta de dentes. Adiante.
Outra expressão visionária, mas de "visão + sufixo "ionária" mesmo, é "Tens um coração de ouro!". Passo a explicar: há muita roubalheira por aí, certo? Não se pode confiar nos bancos, certo? Temos de fazer poupanças, certo? E o ouro é uma poupança, certo? Então qual a solução proposta pelos nossos antepassados? A cirurgia. Qual é o espanto? A cirurgia, sim. É muito fácil. Tira-se o coração batente, substitui-se por um de ouro, fecha-se e já está! Até nisso eles foram visionários! Quem é que pode taxar um coração de ouro? Quem é que sabe que a gente o tem? Hã? É-se obrigado a declarar um coração de ouro? É inconstitucional, por acaso? Ainda por cima pode-se ir acrescentando umas arteriazitas sem ser preciso offshores!
O único problema, que não previram, foi a lista de espera para as cirurgias. É um abre e fecha que eu sei lá!
Outra expressão visionária, mas de "visão + sufixo "ionária" mesmo, é "Tens um coração de ouro!". Passo a explicar: há muita roubalheira por aí, certo? Não se pode confiar nos bancos, certo? Temos de fazer poupanças, certo? E o ouro é uma poupança, certo? Então qual a solução proposta pelos nossos antepassados? A cirurgia. Qual é o espanto? A cirurgia, sim. É muito fácil. Tira-se o coração batente, substitui-se por um de ouro, fecha-se e já está! Até nisso eles foram visionários! Quem é que pode taxar um coração de ouro? Quem é que sabe que a gente o tem? Hã? É-se obrigado a declarar um coração de ouro? É inconstitucional, por acaso? Ainda por cima pode-se ir acrescentando umas arteriazitas sem ser preciso offshores!
O único problema, que não previram, foi a lista de espera para as cirurgias. É um abre e fecha que eu sei lá!
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Portuguese nightmares-7
-"Então, como vai isso? Tudo a andar?".
- "Tudo".
Já nem me lembrava desta. Ouvi-a hoje outra vez. É gira. Tão gira como a resposta. Sim, porque podia estar só uma coisa a andar, mas não, está tudo. Aliás, quem é que se atreve a parar e a dizer que não? Embora já tenha ouvido dizer "Nem por isso", o que é bem pior, porque uma coisa anda ou não anda e se não anda, engonha. Mas enfim, o melhor é não dar conversa. Até porque há sempre os chamados profissionais da desgraça, aqueles que estão sempre a ver se alguém lhes diz que não, que as coisas não correm bem e aí lá vem a pergunta "Ai sim? Coitado! Então porquê?" . E segue-se uma resma de explicações deprimidas, sombrias, amarfanhantes, que vão dar muito jeito à noite para calar a boca de alguém que se queixe lá em casa, tipo, "Está mas é caladinho que o fulano tal, coitado, está bem pior.Queres saber o que me contou, queres?".
Mas já que estamos a falar de "andar", outra expressão muito fixe é "Tu para mim vens de carrinho". Ora toma! Pode até ser um Smart que é caro para burro, mas é pequeno, é um carrinho. Ou seja, a gente só mete medo ou respeito se fôr num carro grande. E o que é um carro grande ? É um carro grande. Por isso, deixa-me cá ir medir o meu, porque se me disserem o mesmo, pego logo na fita métrica e só depois de medir o do outro é que vejo se respondo.
E mais ou menos na mesma "onda", aí vai outra preciosidade. "Tu tens é o rei na barriga!". Bem, com franqueza! Para já o D. Duarte não é cosmetível e, mesmo que fosse, ainda não é rei. Segundo, para o meter na barriga teria de o enfiar por algum lado e não tenho nenhum orifício onde ele caiba. E porque é que não há-de ser a rainha, já agora? Que língua machista, livra!
Agora vejam - como já disse anteriormente - o que é que um pobre dum fulano que visita o nosso país vai dizer! Quer logo vir para cá e trazer a família! Aqui temos tudo a andar e até comemos reis. O pior é o carrinho, mas não chove lá dentro, ou chove?
- "Tudo".
Já nem me lembrava desta. Ouvi-a hoje outra vez. É gira. Tão gira como a resposta. Sim, porque podia estar só uma coisa a andar, mas não, está tudo. Aliás, quem é que se atreve a parar e a dizer que não? Embora já tenha ouvido dizer "Nem por isso", o que é bem pior, porque uma coisa anda ou não anda e se não anda, engonha. Mas enfim, o melhor é não dar conversa. Até porque há sempre os chamados profissionais da desgraça, aqueles que estão sempre a ver se alguém lhes diz que não, que as coisas não correm bem e aí lá vem a pergunta "Ai sim? Coitado! Então porquê?" . E segue-se uma resma de explicações deprimidas, sombrias, amarfanhantes, que vão dar muito jeito à noite para calar a boca de alguém que se queixe lá em casa, tipo, "Está mas é caladinho que o fulano tal, coitado, está bem pior.Queres saber o que me contou, queres?".
Mas já que estamos a falar de "andar", outra expressão muito fixe é "Tu para mim vens de carrinho". Ora toma! Pode até ser um Smart que é caro para burro, mas é pequeno, é um carrinho. Ou seja, a gente só mete medo ou respeito se fôr num carro grande. E o que é um carro grande ? É um carro grande. Por isso, deixa-me cá ir medir o meu, porque se me disserem o mesmo, pego logo na fita métrica e só depois de medir o do outro é que vejo se respondo.
E mais ou menos na mesma "onda", aí vai outra preciosidade. "Tu tens é o rei na barriga!". Bem, com franqueza! Para já o D. Duarte não é cosmetível e, mesmo que fosse, ainda não é rei. Segundo, para o meter na barriga teria de o enfiar por algum lado e não tenho nenhum orifício onde ele caiba. E porque é que não há-de ser a rainha, já agora? Que língua machista, livra!
Agora vejam - como já disse anteriormente - o que é que um pobre dum fulano que visita o nosso país vai dizer! Quer logo vir para cá e trazer a família! Aqui temos tudo a andar e até comemos reis. O pior é o carrinho, mas não chove lá dentro, ou chove?
1%
Não gosto de 99 % dos jornalistas. Não ponho 100% por causa do Paulo Garcia. É educado, fala português, esforça-se ao máximo por ser isento, tem uma paciência de Jó ( basta ver O Dia Seguinte), fala menos que os entrevistados, faz perguntas sem dar logo ele as respostas, e ainda por cima é jeitoso que se farta! Ou outros, bem, os outros fazem-me cócegas no estômago. Sobretudo quando, sobre a mesma notícia, dão versões, interpretações, opiniões e números completamente diferentes. É
um exercício que deviam fazer. Às vezes tem-se a sorte de apanhar a mesma notícia nos 3 canais. Vale a pena. É de riso!
O "Quem", "O quê", Quando", "Porquê", "Como", andam pelas ruas da amargura.
um exercício que deviam fazer. Às vezes tem-se a sorte de apanhar a mesma notícia nos 3 canais. Vale a pena. É de riso!
O "Quem", "O quê", Quando", "Porquê", "Como", andam pelas ruas da amargura.
Pura inveja
Não é preciso tirar um curso de psicologia para compreender que o que passou ontem em Lisboa no Marquês, foi motivado por pura inveja. Ah, sim, inveja. Então na véspera aquele espaço esteve todo ocupado por peões, contra o Passos e alguém se queixou? Não. Ah pois é. Aí o Costa pensou: o quê ? Então eu não consigo encher aquilo também, mas de carros? Consigo, pois. E pumba, logo demanhã tomem, tudo paradinho, o Marquês cheiiio de gente sentadinha (sempre é menos cansativo!) nos seus carrinhos e transportes. Tal qual na véspera.
É certo que aqui houve mais gases no ar (digo eu..), gastou-se um bocadito mais de tempo e paciência( não se pode dizer "Dá-me licença? Queria passar" ou "Se não se importa, vou mais depressa" ou " Ena pá, tanta gente! Porreiro, hein?") e mais dinheiro ( os carros gastam gasolina ou gasóleo e a pé só se gastam solas). Mas foi uma oportunidade única de ler o jornal, de cortar as unhas, de marcar consultas, de pôr a conversa em dia ao telemóvel, de fumar um cigarrito com a mão de fora sem ficar sem ela, de chegar mais tarde ao trabalho e sair mais cedo na ânsia de ir outra vez ler o jornal, cortar as unhas, marcar mais uma consulta ou de fumar o cigarrito com a mão de fora sem ficar sem ela. E o Marquês? Ui. Grandes conversas! Até houve tempo para discutir com ele uma medida que não lembra ao Diabo. Mas vai dar-se mal. O Marquês. Sim porque estava a ser controlado nos painés do tráfego instalados para o efeito. Acho que vai ser chamado para apresentar alternativas. Só espero é que o homem puxe dos galões e diga: "Puxa, ó Costa. Deixa-te disso e põe tudo na mesma! Ou piro-me."
É certo que aqui houve mais gases no ar (digo eu..), gastou-se um bocadito mais de tempo e paciência( não se pode dizer "Dá-me licença? Queria passar" ou "Se não se importa, vou mais depressa" ou " Ena pá, tanta gente! Porreiro, hein?") e mais dinheiro ( os carros gastam gasolina ou gasóleo e a pé só se gastam solas). Mas foi uma oportunidade única de ler o jornal, de cortar as unhas, de marcar consultas, de pôr a conversa em dia ao telemóvel, de fumar um cigarrito com a mão de fora sem ficar sem ela, de chegar mais tarde ao trabalho e sair mais cedo na ânsia de ir outra vez ler o jornal, cortar as unhas, marcar mais uma consulta ou de fumar o cigarrito com a mão de fora sem ficar sem ela. E o Marquês? Ui. Grandes conversas! Até houve tempo para discutir com ele uma medida que não lembra ao Diabo. Mas vai dar-se mal. O Marquês. Sim porque estava a ser controlado nos painés do tráfego instalados para o efeito. Acho que vai ser chamado para apresentar alternativas. Só espero é que o homem puxe dos galões e diga: "Puxa, ó Costa. Deixa-te disso e põe tudo na mesma! Ou piro-me."
sábado, 15 de setembro de 2012
Equipa B
Assim não vamos a lado nenhum. Tem de haver unidade na luta, senão chega o campeonato e ninguém já se lembra da posição que ocupou na equipa. Vejam o que aconteceu com aquela senhora. Anda baralhadinha de todo. Mas eu decidi dar uma mãozinha. Então temos onze jogadores. Vieram das escolas respectivas, formaram-se lá, mas passaram a suplentes e não gostaram. Mesmo assim, não estão lesionados e formaram a equipa B. Marcelo é o guarda-redes. Defende bem, boa escola, mas às vezes mete cada frango que não queiram saber! É bom nas defesas para fora, mas excelente quando vem ao limite da grande área dar um pontapé. Defesas: Mendes, Beleza , Menezes e Rio. Não são de índole atacante mas passam bem ao ataque quando é preciso. Procuram sobretudo não deixar chegar a bola a Marcelo com medo dos frangos. Jogam tanto à direita como à esquerda, mas são melhores nas transições. Médios: Sá, Carreira, Félix e Jardim. São fundamentais para a ligação da defesa com o ataque porque têm a visão do jogo da frente, driblam bem, e ninguém os segura quando lhes passam a bola. Ataque: Leite e Pereira. São um fenómeno. estão sempre lá bem à frente à espreita do golo. Ele é trivelas, é cantos, livres directos ou indirectos, têm sede de golo. Às vezes fazem faltas sem necessidade, como deitar-se para o chão a fingir que é grande penalidade, a agarrar a gola do adversário e a puxar pelas camisolas. Mas toda a gente se esquece porque marcam muitos golos. Andam felizes, ao contrário do Ronaldo. O problema é os suplentes. Há poucos e os que há, estão marcados por lesões antigas. Mas enfim, talvez o Lopes e o Castro. Quanto ao treinador, é raro ver-se. O Mister aposta no treino online. Mas tem conseguido resultados, porque passou de jogador a treinador em pouco tempo.
Este meu esquema táctico não é irreversível. Dão-se todos bem, um assobia e vai tudo a correr. O grande objecivo é chegar à equipa A a pôr os outros na B. Só que às vezes são esquisitos. Mesmo esquisitos. Quando a A ganha e está no topo do campeonato, passam-se todos para lá e querem ocupar os lugares dos que atacaram. Não percebo.
Este meu esquema táctico não é irreversível. Dão-se todos bem, um assobia e vai tudo a correr. O grande objecivo é chegar à equipa A a pôr os outros na B. Só que às vezes são esquisitos. Mesmo esquisitos. Quando a A ganha e está no topo do campeonato, passam-se todos para lá e querem ocupar os lugares dos que atacaram. Não percebo.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
What????
Ontem estava de trombas. Sobretudo porque percebi que ia continuar de trombas porque não tinha outro remédio. Por isso, ainda bem que vi aquele programa. Ri, bem, mas ri à gargalhada!! Foi mesmo, mesmo, uma comédia à portuguesa! Então não é que o senhor José e o senhor António tiveram o desplante de concordarem nas virtudes da senhora Manuela? Até o senhor António-2 se riu a bom rir! E disse ao senhor António-1 o que eu estava a pensar: como é possível invocar o nome duma pessoa que ainda há pouco tempo era a maior desgraça que caíra sobre nós? Apressou-se o senhor António-1 a dizer que a única coisa que lhe apontou foi "falta de capacidade de discurso". Esta é de morte!! Então foi por isso que a senhora andou desaparecida. Foi aprender a discursar.
E o senhor José? O homem parecia possesso. Ainda por cima porque diz sempre que já tinha previsto tudo, já tinha escrito sobre isto e aquilo, que avisou, tréu, téu, tréu, téu. É um ser pensante muito esquisito. E desaproveitado, pelos vistos. Alguém lhe dá que fazer, por favor?
Não fosse o senhor António-2 dar um dar de seriedade àquilo, eu julgava que estava a ver alguma série cómica.
Ou trágica!
E o senhor José? O homem parecia possesso. Ainda por cima porque diz sempre que já tinha previsto tudo, já tinha escrito sobre isto e aquilo, que avisou, tréu, téu, tréu, téu. É um ser pensante muito esquisito. E desaproveitado, pelos vistos. Alguém lhe dá que fazer, por favor?
Não fosse o senhor António-2 dar um dar de seriedade àquilo, eu julgava que estava a ver alguma série cómica.
Ou trágica!
Viver a avenida
As pessoas são muito mázinhas. Andam para aí a dizer que as alterações ao trânsito na zona do Marquês são uma aberração, mas não se dignaram a ir ver as razões que são apresentadas para essas modificações. Foram ver, foram? Pois não. Ora bem. Primeiro: onde é que já se viu ter uma rotunda só num espaço tão grande? Segundo: porque é que trânsito que vai para baixo, há-de vir para cima ou vice-versa? Terceiro: porque tem de cheirar tanto a gases quando pode cheirar menos a gases? Quarto: porque é que os milhares de peões que por ali passam todos os dias não podem sentir conforto a viver a avenida? Porque não há-de haver espaço para montar uma tenda, fazer um piquenique, dançar o vira ou simplesmente viver a avenida? Quinto: porque é que o pessoal que anda de transportes colectivos tem de andar misturado com o maralhal que tem transporte próprio ou anda de chaufér ainda que seja num taxi? Hã? Hã? são mesmo mauzinhos. Vejam lá se Marquês de Pombal se queixa.
Aliás, é melhor que esteja quieto porque já ouvi dizer que, se ele se chatear e fizer barulho ( parece que lhe vão tirar o passeio à volta para uma 3ª faixa, esta destinada aos adeptos de clubes lisboetas que ganhem campeonatos, mas isso ainda demora, pelo menos o meu não tenciona precisar dessa faixa para já), dizia eu, se o marquês se passa dos carretos, já há solução preparada. Vira-se o Marquês ao contrário. Toma. Fica a olhar para o parque. E se não chegar, corta-se o parque em faixas: ao meio, uma faixa para peões que sobem e outra para peões que descem. ( os que não sobem nem descem não têm faixa, voltam para trás e vão viver a avenida). Depois, do lado direito, temos uma faixa com bancos para as pessoas se sentarem. Do lado esquerdo, uma faixa com bancas de gelados, comes e bebes. Isto obriga a que os que estão nos bancos do lado direito, tenham de ir dar a volta a Monsanto para ir aos gelados do lado esquerdo, sim, porque se não pode haver misturas entre transportes colectivos e individuais, também não se deve misturar o peão que sobe com o peão que desce, certo? Não sei é se o ar assim melhora porque o Marquês fica de costas. Hum, desconfio.
Uma coisa vos garanto: à Baixa que fica lá para baixo não volto tão depressa. Livra, ainda sou obrigada a apanhar um ferry para Almada e vir pela ponte. E isto enquanto não se lembrarem de pôr só uma faixa para lá.
Não lembra ao diabo!
Aliás, é melhor que esteja quieto porque já ouvi dizer que, se ele se chatear e fizer barulho ( parece que lhe vão tirar o passeio à volta para uma 3ª faixa, esta destinada aos adeptos de clubes lisboetas que ganhem campeonatos, mas isso ainda demora, pelo menos o meu não tenciona precisar dessa faixa para já), dizia eu, se o marquês se passa dos carretos, já há solução preparada. Vira-se o Marquês ao contrário. Toma. Fica a olhar para o parque. E se não chegar, corta-se o parque em faixas: ao meio, uma faixa para peões que sobem e outra para peões que descem. ( os que não sobem nem descem não têm faixa, voltam para trás e vão viver a avenida). Depois, do lado direito, temos uma faixa com bancos para as pessoas se sentarem. Do lado esquerdo, uma faixa com bancas de gelados, comes e bebes. Isto obriga a que os que estão nos bancos do lado direito, tenham de ir dar a volta a Monsanto para ir aos gelados do lado esquerdo, sim, porque se não pode haver misturas entre transportes colectivos e individuais, também não se deve misturar o peão que sobe com o peão que desce, certo? Não sei é se o ar assim melhora porque o Marquês fica de costas. Hum, desconfio.
Uma coisa vos garanto: à Baixa que fica lá para baixo não volto tão depressa. Livra, ainda sou obrigada a apanhar um ferry para Almada e vir pela ponte. E isto enquanto não se lembrarem de pôr só uma faixa para lá.
Não lembra ao diabo!
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Papel de quê??
Há varios tipos de papel, toda a gente sabe. O papel higiénico, para limpar isso nisso. O papel de parede, para forrar a parede. O papel de embrulho, para embrulhar coisitas. O papel vegetal, para, por exemplo, dacalcar um desenho. O papel de lixa, o papel de impressão, o papel de seda, o papel pardo, o papel timbrado, o papel de jornal, o papel mata-borrão, etc,etc, todos com uma função própria que seria exaustivo estar a descrever, até porque toda a gente sabe para que serve. Mas há uns tempos inventaram um outro papel, de que ouço agora falar muito, e que, estranhamente, não sei ainda para o que serve. E que tenho a impressão que muita gente também não sabe. É o chamado papel de presidente. Já o comprei há uns anos, depois deixei de comprar porque não usei sequer o que lá tinha em casa; depois voltei a comprar, mas continuo sem saber para o que serve. Para limpar porcaria desiludiu-me, não partiu pelo picotado e sujei-me toda. Fiquei como estou agora. Para forrar paredes, só se for em outdoors, mas fica caro e é perigoso, vai-se sossegadinho no carro, olha-se, dá-se dois berros, diz-se uns palavrões e num ápice está-se com as fuças numa árvore ou no carro da frente. Não. Já tentei usar como papel de embrulho, mas deu bota, desfez-se num instante porque não aguenta laços nem fita cola. Já tentei usar para imprimir umas coisitas do facebook mas foi um fiasco, sobretudo porque não sei ir ao facebook. Vá lá, vá lá, que quando o usei como papel de lixa, enfim, lá lixou qualquer coisita, ao menos isso. Portanto, como estão a ver, ando um bocado deprimida com isto. Gasta uma pessoa dinheiro numa coisa que não sabe bem, bem, para o que serve e, sobretudo, sente-se indisposta, envergonhada, atrasada, amarfanhada, porque, se se fala tanto no papel do presidente é porque devem saber para o que serve e isto preocupa-me, sobretudo porque são as pessoas que nem queriam ouvir falar desse papel há pouco tempo. Isto não é de emagrecer uma pessoa? Que raio se passou entretanto que foram foram todos ao papel de presidente? Está em saldo?
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Miami- here I go!
Não sabia que era rica. Podiam ter dito, não é? Anda aqui uma triste a ir pró Algarve passar férias num apartamentozito e a fazer umas sandes para o almoço quando podia ir pró Allgarve para a Quinta do Lago e arrendar uma moradiazita mixuruca e almoçar no tal restaurante que serve bom peixe fresco ( nos outros servem peiche e ainda por cima é em 2ª mão), a ir a Badajoz apanhar uma caloraça quando podia ir a Miami espaparrar-me nas areias brancas como a Rita Pereira, a passear orgulhosamente a minha Tous quando podia afinal ter comprado uma Birkinzita (é uma daquelas carteiritas que usa qualquer Carbonero ou Aveiro ou Beckham que se preze).....isto não se faz. Uma pessoa fica baralhada.
Mas ao mesmo tempo dá um certo status. Quando digo que me vão descontar tantos por cento no meu pecúlio, a maioria das pessoas diz logo "Xe.." ou "Ai vão?" ou "Oh"( não é Oh, Oh, é um Oh diferente, mais prolongado) ou "Ai sim?" e olham logo para mim com outros olhos. Ou pensam "Com que então ganhas mais de mil e quinhentos euros? Toma! Ainda bem que só ganho mil e quatrocentos, livra!" ou então pensam "Ah, com que então ganhas mais de mil e quinhentos euros? Apanhei-te" ou então vão para casa a pensar "bolas, ainda se queixa! Então e eu? ". Mas também não admira. Num pais em que alguém pensa que alguém pode sobreviver(?) com pouco mais de quatrocentos euros, quem ganha mil e quinhentos é rico. E o que ganha três mil é milionário. E o que ganha 10 mil é bilionário. E o que ganha 15 mil é trilionário. E o que ganha 20 mil é quadrilionário. E por aí fora! A gente nem aparece nos três primeiros da revista Forbes porque eles nem conseguem calcular os zeros . E se conseguem, não cabem na folha, nem em landscape, talvez só em moonscape, mas este formato ainda está à experiência e ainda vai ser posto à prova pelos emiratos.
Miami - here I go!!!
Mas ao mesmo tempo dá um certo status. Quando digo que me vão descontar tantos por cento no meu pecúlio, a maioria das pessoas diz logo "Xe.." ou "Ai vão?" ou "Oh"( não é Oh, Oh, é um Oh diferente, mais prolongado) ou "Ai sim?" e olham logo para mim com outros olhos. Ou pensam "Com que então ganhas mais de mil e quinhentos euros? Toma! Ainda bem que só ganho mil e quatrocentos, livra!" ou então pensam "Ah, com que então ganhas mais de mil e quinhentos euros? Apanhei-te" ou então vão para casa a pensar "bolas, ainda se queixa! Então e eu? ". Mas também não admira. Num pais em que alguém pensa que alguém pode sobreviver(?) com pouco mais de quatrocentos euros, quem ganha mil e quinhentos é rico. E o que ganha três mil é milionário. E o que ganha 10 mil é bilionário. E o que ganha 15 mil é trilionário. E o que ganha 20 mil é quadrilionário. E por aí fora! A gente nem aparece nos três primeiros da revista Forbes porque eles nem conseguem calcular os zeros . E se conseguem, não cabem na folha, nem em landscape, talvez só em moonscape, mas este formato ainda está à experiência e ainda vai ser posto à prova pelos emiratos.
Miami - here I go!!!
A audiência
"Seguro pede reunião de urgência com Presidente da República". Bem, seguramente o senhor seguro acordou ontem e julgou que estava em 2011. Só pode. Seguramente até já tinha o pedido feito e esqueceu-se de o enviar. Andava a dormir mal, com pesadelos, não podia estar seguro do que fazia, é óbvio. Mas seguramente que só deve ter mudado a data no pedido de urgência, sim, aquele que ele fez enquanto membro dum partido que estava seguramente a enfiar-nos num buraco e ele a ver. Terá ficado seguramente afectado da memória, mas convinha tomar rapidamente vitamina B ou arrisca-se seguramente a chegar à audiência e pedir medidas contra o primeiro ministro errado.
domingo, 9 de setembro de 2012
Portuguese nightmares-6
Não resisti. Vai ter que ser já. Isto não pode ser! Então não basta confudir o pessoal com todas aquelas expressões malucas que escrevi há pouco, ainda temos uma língua que pode dar origem a divórcios, a maus olhados, a separações separadas, a úlceras no estõmago, etc, etc?
Não acreditam? Então reparem: já viram o que é dizer " coitado, só anda com canadianas", ou o médico dizer à mulher "o seu marido vai ter de andar com canadianas"?? Quem é que aguenta uma coisa destas? Ainda se fosse com inglesas, vá lá, toda a gente sabe que são insípidas, vestem mal e dizem "nice" a tudo. Mas as canadianas não, são giras e falam duas línguas!
Mas vejam também como a nossa língua é machista! Vejam se alguém me diz "vais ter de andar com canadianos"?? Ó dizes!
Não acreditam? Então reparem: já viram o que é dizer " coitado, só anda com canadianas", ou o médico dizer à mulher "o seu marido vai ter de andar com canadianas"?? Quem é que aguenta uma coisa destas? Ainda se fosse com inglesas, vá lá, toda a gente sabe que são insípidas, vestem mal e dizem "nice" a tudo. Mas as canadianas não, são giras e falam duas línguas!
Mas vejam também como a nossa língua é machista! Vejam se alguém me diz "vais ter de andar com canadianos"?? Ó dizes!
Portuguese nightmares-5
"Este bife está muito duro, não achas?"
"Não, por acaso não acho".
E esta, hein? Dizemos coisas destas constantemente e nunca nos apercebemos - eu, pelo menos, não - de que é um bocadito esquisito. O quê? O dizer "não achas?", "acho". Então....mas eu não perdi nada, como é que posso achar alguma coisa? Um triste dum fulano ou fulana em trânsito pelo nosso país deve ficar um bocado baralhado. Ou pergunta logo pelo vocábulo e fica esclarecido quando lhe dizem que quer dizer "não concordas?"(por exemplo) ou vai ao dicionário de bolso e quando vir a tradução (encontrar) anda de certeza à procura do bife ou de outra coisa qualquer, caladinho que nem um rato, para não dar parte fraca. O pior é quando ouve dizer "acho", porque o triste não viu aparecer nada por magia, nem vê nada à frente do nariz que não estivesse lá antes. Isto não se faz.
O mesmo acontece quando ouve "sai já daí para fora!". Então havia de sair dali para dentro? Era bonito, era. E o "pôe-te no olho da rua?". Bem, essa é de mais. Então a rua tem olho? Lá na terra dele não! Mas aí até é bom para nós, porque ainda vai para lá dizer que estamos tão avançados, tão evoluídos, que até temos olhos na rua. Ao menos isso. Qualquer coisita a mais é bom. Até porque também temos cadeiras com costas, braços e pernas. E temos "paredes com ouvidos". E temos "garrafas com gargalos". E temos "unhas de fome". E "pés de barro". E metemos "o nariz onde náo é chamado" . E apanham-nos com a "boca na botija"ou com" a boca no trombone" (francamente!). E temos "dentes de alho". E línguas de sogra (hum..). E maçãs do rosto" . E aquele é "burro que nem uma porta" e tem "pés de chumbo" a dançar( irra!). E estamos constantemente com a "cabeça na lua"( olha se fosse Marte!). E usamos "rabo de cavalo" e pomos "as unhas de fora"(??) quando "perdemos a cabeça" (Ó valha-me Deus!).
Mas o pior está para vir. E a esta nenhum vacaciones resiste. Já imaginam o que é dizer : "vou fugir a sete pés"??? É que vão logo, logo embora. Livra!
"Não, por acaso não acho".
E esta, hein? Dizemos coisas destas constantemente e nunca nos apercebemos - eu, pelo menos, não - de que é um bocadito esquisito. O quê? O dizer "não achas?", "acho". Então....mas eu não perdi nada, como é que posso achar alguma coisa? Um triste dum fulano ou fulana em trânsito pelo nosso país deve ficar um bocado baralhado. Ou pergunta logo pelo vocábulo e fica esclarecido quando lhe dizem que quer dizer "não concordas?"(por exemplo) ou vai ao dicionário de bolso e quando vir a tradução (encontrar) anda de certeza à procura do bife ou de outra coisa qualquer, caladinho que nem um rato, para não dar parte fraca. O pior é quando ouve dizer "acho", porque o triste não viu aparecer nada por magia, nem vê nada à frente do nariz que não estivesse lá antes. Isto não se faz.
O mesmo acontece quando ouve "sai já daí para fora!". Então havia de sair dali para dentro? Era bonito, era. E o "pôe-te no olho da rua?". Bem, essa é de mais. Então a rua tem olho? Lá na terra dele não! Mas aí até é bom para nós, porque ainda vai para lá dizer que estamos tão avançados, tão evoluídos, que até temos olhos na rua. Ao menos isso. Qualquer coisita a mais é bom. Até porque também temos cadeiras com costas, braços e pernas. E temos "paredes com ouvidos". E temos "garrafas com gargalos". E temos "unhas de fome". E "pés de barro". E metemos "o nariz onde náo é chamado" . E apanham-nos com a "boca na botija"ou com" a boca no trombone" (francamente!). E temos "dentes de alho". E línguas de sogra (hum..). E maçãs do rosto" . E aquele é "burro que nem uma porta" e tem "pés de chumbo" a dançar( irra!). E estamos constantemente com a "cabeça na lua"( olha se fosse Marte!). E usamos "rabo de cavalo" e pomos "as unhas de fora"(??) quando "perdemos a cabeça" (Ó valha-me Deus!).
Mas o pior está para vir. E a esta nenhum vacaciones resiste. Já imaginam o que é dizer : "vou fugir a sete pés"??? É que vão logo, logo embora. Livra!
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
De Bestial a besta
Gosto muito de ouvir o Paulo Guinote. Também gostava muito de ouvir o Nuno Crato. Ainda me lembro de me perguntarem:" Viste o Crato? Toma! Aquilo é que é falar!Este sim, percebe disto."Mas agora ,ou estou tolinha, ou é a mesma pessoa, o mesmo Crato, que criticam ferozmente e que já não percebe nada daquilo? "O Paulo, sim, esse é que é bom". Mau.
Ó Paulo, eu se fosse a ti, estava quietinho. E tu, Nuno, não te preocupes. Quando passares a "ex" e fores comentador, passas outra vez a bestial. Esquece.
Ó Paulo, eu se fosse a ti, estava quietinho. E tu, Nuno, não te preocupes. Quando passares a "ex" e fores comentador, passas outra vez a bestial. Esquece.
Também quero!
Um dia destes deixo de comprar revistas cor- de-rosa. Compro só uma, é certo, mas leio as restantes no mesmissimo sítio que estão a pensar . E deixo de comprar por vários motivos, além dos euritos que poupo. E um deles é por pura inveja. Inveja purinha. Aquilo é só" bolas" cobertas por um pedaço de tecido, traseiros redondos com uma tira no meio, cabelos sem uma risquita branca, uma só, dentes branquinhos, branquíssimos, sem um mísero tartarito, e peles sempre reluzentes e esticadas, mesmo depois de apanharem com uma carrada de sol, pernas até Almeida sem um pinguito de celulite, uma casquita de qualquer coisa, caramba! Uma simples mortal não aguenta isto, bolas! Também quero!
Depois vêm os adereços. Ele é o LBD , ele são os peep-toes, ele é a clutch, ele é a Birkin, a camisa oversize, os vestidos peplum, os trench coats, os pumps, as calças tie-dye, os shorts, os jeans dark-washed, as gangas skinny ou boyfriend, os jumpsuit às flores, camisas animal print ou leopard print, ... Eu não tenho nada disso, bolas. Tenho sapatos abertos à frente, gabardinas, vestidos com folho na cintura, calças de ganga escura e estreitas,um vestido preto curto, uma camisola a imitar pele de tigre, etc, etc. Onde é que arranjam aquilo? Também quero.
E depois há as festas. As festas de aniversário, as festas de aniversário do aniversário, a festa branca ou laranja ou arabian night, a festa da rentrée, a festa da grand finale, a festa summer beach, a festa da festa, etc. É certo que é raro ver-se o que comem lá, mas imagino que não devem faltar uns croquetes ou uns bolinhos de bacalhau, ou umas tostitas com um pinguito de maionese e uma azeitona, ou seja, aquelas coisas que compõem o estômago e dá para aguentar sem ter de fazer o jantar em casa. À noitinha, antes de deitar, basta uma bolachita para ficar bem. E sempre se poupou qualquer coisita. Também me dava jeito, não é? Vou mandar para lá uma foto minha de quando tinha vinte anitos. Digo que tenho cinquenta e tal, mas cirurgiei-me toda num médico muita bom. Pode ser que me convidem. Porque também quero!
Mas as festas mais importantes, são as festas de lançamento de qualquer coisa. Mais importantes porque dão direito "à qualquer coisa", tão a ver? Nem que seja a um livro que vai direitinho prá prateleira.Ao menos apareci. Hello! Estou aqui! Se for um relogito, melhor, o meu já nem dava as horas a direito. E um telemóvel? Ui! Isso é que dava mesmo um jeitaço. Mas estão lá sempre as mesmas, valha-me Deus! Podiam convidar-me a mim, para variar. Também quero!
Depois vêm os adereços. Ele é o LBD , ele são os peep-toes, ele é a clutch, ele é a Birkin, a camisa oversize, os vestidos peplum, os trench coats, os pumps, as calças tie-dye, os shorts, os jeans dark-washed, as gangas skinny ou boyfriend, os jumpsuit às flores, camisas animal print ou leopard print, ... Eu não tenho nada disso, bolas. Tenho sapatos abertos à frente, gabardinas, vestidos com folho na cintura, calças de ganga escura e estreitas,um vestido preto curto, uma camisola a imitar pele de tigre, etc, etc. Onde é que arranjam aquilo? Também quero.
E depois há as festas. As festas de aniversário, as festas de aniversário do aniversário, a festa branca ou laranja ou arabian night, a festa da rentrée, a festa da grand finale, a festa summer beach, a festa da festa, etc. É certo que é raro ver-se o que comem lá, mas imagino que não devem faltar uns croquetes ou uns bolinhos de bacalhau, ou umas tostitas com um pinguito de maionese e uma azeitona, ou seja, aquelas coisas que compõem o estômago e dá para aguentar sem ter de fazer o jantar em casa. À noitinha, antes de deitar, basta uma bolachita para ficar bem. E sempre se poupou qualquer coisita. Também me dava jeito, não é? Vou mandar para lá uma foto minha de quando tinha vinte anitos. Digo que tenho cinquenta e tal, mas cirurgiei-me toda num médico muita bom. Pode ser que me convidem. Porque também quero!
Mas as festas mais importantes, são as festas de lançamento de qualquer coisa. Mais importantes porque dão direito "à qualquer coisa", tão a ver? Nem que seja a um livro que vai direitinho prá prateleira.Ao menos apareci. Hello! Estou aqui! Se for um relogito, melhor, o meu já nem dava as horas a direito. E um telemóvel? Ui! Isso é que dava mesmo um jeitaço. Mas estão lá sempre as mesmas, valha-me Deus! Podiam convidar-me a mim, para variar. Também quero!
sábado, 1 de setembro de 2012
Portuguese nightmares-4
Já repararam na quantidade de "inhos" que se ouvem todos dias? Eu também os digo! É giríssimo. "Queria um cafézinho, se faz favor". Eu bem luto contra isto, mas, pumba, lá estou eu outra vez. Então num restaurante, bem, nem vos digo. "Então uma sopinha, um franguinho e uma aguinha, certo?". "Desejam sobremesazinha? ". e, no final - ó sorte a minha - lá digo eu " traga-me a continha, se faz favor". Livra!
Querem mais exemplos? " É só um momentinho", "Aguarde um bocadinho", Dê-me um pedacinho de fiambre, aí 100 gramas", "São muito amiguinhas", É muito aplicadinho", "Faz-me um favorzinho?", "Dá-lhe um beijinho", "Dá cá um abracinho", "Está ali ao cantinho", "Vai devagarinho", "Não come nadinha", "É muito bonitinha", "Este calorzinho sabe tão bem", Que água fresquinha", "É tão queridinha", "Faz um sorrisinho", "Sê boazinha", "Faz-lhe miminhos", "Doi-lhe o ouvidinho", "Obrigadinho", "Adeusinho", ""Abre o olhinho", "Fecha a boquinha", " Queria um bolinho de arroz", "Uma torradinha com manteiga", "Está quietinho", "É só uma garfadinha", "Vou ali num instantinho", "Que amorzinho", " "É tão fofinho", "Dá uma corridinha", "Estás com um arzinho tão triste", "Que carinha linda", "O dinheirinho é pouco", "Come que nem uma alarvezinha", "Dá só uma trinquinha", "Faz-me uma festinha", "Vou dar uma voltinha, já venho", "Tens uma folhinha que me emprestes?", "Está caidinho por ela","Estou mortinho por ir embora", ....
Não disseram nenhum hoje? Eu disse.
Mas, cuidado, não serve só para sermos "doces"... Se eu disser "sou mesmo burrinha", pelo contrário, estou a reforçar a minha burrice! Ou seja, até na nossa língua somos pequenininhos mas.....safadinhos.
Querem mais exemplos? " É só um momentinho", "Aguarde um bocadinho", Dê-me um pedacinho de fiambre, aí 100 gramas", "São muito amiguinhas", É muito aplicadinho", "Faz-me um favorzinho?", "Dá-lhe um beijinho", "Dá cá um abracinho", "Está ali ao cantinho", "Vai devagarinho", "Não come nadinha", "É muito bonitinha", "Este calorzinho sabe tão bem", Que água fresquinha", "É tão queridinha", "Faz um sorrisinho", "Sê boazinha", "Faz-lhe miminhos", "Doi-lhe o ouvidinho", "Obrigadinho", "Adeusinho", ""Abre o olhinho", "Fecha a boquinha", " Queria um bolinho de arroz", "Uma torradinha com manteiga", "Está quietinho", "É só uma garfadinha", "Vou ali num instantinho", "Que amorzinho", " "É tão fofinho", "Dá uma corridinha", "Estás com um arzinho tão triste", "Que carinha linda", "O dinheirinho é pouco", "Come que nem uma alarvezinha", "Dá só uma trinquinha", "Faz-me uma festinha", "Vou dar uma voltinha, já venho", "Tens uma folhinha que me emprestes?", "Está caidinho por ela","Estou mortinho por ir embora", ....
Não disseram nenhum hoje? Eu disse.
Mas, cuidado, não serve só para sermos "doces"... Se eu disser "sou mesmo burrinha", pelo contrário, estou a reforçar a minha burrice! Ou seja, até na nossa língua somos pequenininhos mas.....safadinhos.
Portuguese nightmares-3
Irrita-me. Podia-me dar para pior, mas isto irrita-me. Detesto chegar a um qualquer balcão e quando me atendem, dizem: "Diga". Nem bom dia, nem boa tarde, nem boa noite. Só: "Diga". E então quando é dito depois de ter estado à espera que dêm conta da minha humilde presença e tenha tido de clarear a garganta ou mexer nas chaves ou deixar cair qualquer coisa, pior um pouco. Apetece-me mesmo dizer: "Não digo!" Ainda por cima às vezes o olhar que se fixa em nós é aterrador. Do género: O que é que estás aqui a fazer? Hein? Apanho cada susto. Não digo que lá fora, no estrangeiro, tipo, Badajoz, não haja pessoas mal encaradas, mas não estou a ver ninguém a dizer-me "Tell" ou "Say" ou "Dites". Mas também há o "diga lá". Então aí ou me vou embora - se é "lá" não é "aqui", tem toda a razão - ou digo "Lá". Assim empatámos. Toma!
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