terça-feira, 18 de setembro de 2012

Pura inveja

Não é preciso tirar um curso de psicologia para compreender que o que passou ontem em Lisboa no Marquês, foi motivado por pura inveja. Ah, sim, inveja. Então na véspera aquele espaço esteve todo ocupado por peões, contra o Passos e alguém se queixou? Não. Ah pois é. Aí o Costa pensou: o quê ? Então eu não consigo encher aquilo também, mas de carros? Consigo, pois. E pumba, logo demanhã tomem, tudo paradinho, o Marquês cheiiio de gente sentadinha (sempre é menos cansativo!) nos seus carrinhos e transportes. Tal qual na véspera.
É certo que aqui houve mais gases no ar (digo eu..), gastou-se um bocadito mais de tempo e paciência( não se pode dizer "Dá-me licença? Queria passar" ou "Se não se importa, vou mais depressa" ou " Ena pá, tanta gente! Porreiro, hein?") e mais dinheiro ( os carros gastam gasolina ou gasóleo e a pé só se gastam solas). Mas foi uma oportunidade única de ler o jornal, de cortar as unhas, de marcar consultas, de pôr a conversa em dia ao telemóvel, de fumar um cigarrito com a mão de fora sem ficar sem ela, de chegar mais tarde ao trabalho e sair mais cedo na ânsia de ir outra vez ler o jornal, cortar as unhas, marcar mais uma consulta ou de fumar o cigarrito com a mão de fora sem ficar sem ela. E o Marquês? Ui. Grandes conversas! Até houve tempo para discutir com ele uma medida que não lembra ao Diabo. Mas vai dar-se mal. O Marquês. Sim porque estava a ser controlado nos painés do tráfego instalados para o efeito. Acho que vai ser chamado para apresentar alternativas. Só espero é que o homem puxe dos galões e diga: "Puxa, ó Costa. Deixa-te disso e põe tudo na mesma! Ou piro-me."

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