sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Viver a avenida

As pessoas são muito mázinhas. Andam para aí a dizer que as alterações ao trânsito na zona do Marquês são uma aberração, mas não se dignaram a ir ver as razões que são apresentadas para essas modificações. Foram ver, foram? Pois não. Ora bem. Primeiro: onde é que já se viu ter uma rotunda só num espaço tão grande? Segundo: porque é que trânsito que vai para baixo, há-de vir para cima ou vice-versa? Terceiro: porque tem de cheirar tanto a gases quando pode cheirar menos a gases? Quarto: porque é que os milhares de peões que por ali passam todos os dias  não podem sentir conforto a viver a avenida? Porque não há-de haver espaço para montar uma tenda, fazer um piquenique, dançar o vira ou simplesmente viver a avenida? Quinto: porque é que o pessoal que anda de transportes colectivos tem de andar misturado com o maralhal que tem transporte próprio ou anda de chaufér ainda que seja num taxi? Hã? Hã? são mesmo mauzinhos. Vejam lá se Marquês de Pombal se queixa.
Aliás, é melhor que esteja quieto porque já ouvi dizer que, se ele se chatear e fizer barulho ( parece que lhe vão tirar o passeio à volta para uma 3ª faixa, esta destinada aos adeptos de clubes lisboetas que ganhem campeonatos, mas isso ainda demora, pelo menos o meu não tenciona precisar dessa faixa para já), dizia eu, se o marquês se passa dos carretos, já há solução preparada. Vira-se o Marquês ao contrário. Toma. Fica a olhar para o parque. E se não chegar, corta-se o parque em faixas: ao meio, uma faixa para peões que sobem e outra para peões que descem. ( os que não sobem nem descem não têm faixa, voltam para trás e vão viver a avenida). Depois, do lado direito, temos uma faixa com bancos para as pessoas se sentarem. Do lado esquerdo, uma faixa com bancas de gelados, comes e bebes. Isto obriga a que os que estão nos bancos do lado direito, tenham de ir dar a volta a Monsanto para ir aos gelados do lado esquerdo, sim, porque se não pode haver misturas entre transportes colectivos e individuais, também não se deve misturar o peão que sobe com o peão que desce, certo? Não sei é se o ar assim melhora porque o Marquês fica de costas. Hum, desconfio.
Uma coisa vos garanto: à Baixa que fica lá para baixo não volto tão depressa. Livra, ainda sou obrigada a apanhar um ferry para Almada e vir pela ponte. E isto enquanto não se lembrarem de pôr só uma faixa para lá.
Não lembra ao diabo!

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