terça-feira, 25 de setembro de 2012

De pernas para o ar

Olá! Eu estou a ver tudo virado ao contrário! E vocês?
Quando dizemos pela primeira vez "Há dez/quinze  anos eu isto, eu aquilo", estamos mal. É que não há volta a dar. Estamos a ficar menos jovens. Ora pensem lá se uma criança ou um adolescente ou um jovem diz "há dez anos..." O tanas. É tudo tão recente, tão dentro da validade, que nem sequer o passado existe. Eu (agora...) lembro-me perfeitamente de disparates que fiz quando era criança ou jovem. Dos de adolescente não, porque no meu tempo não havia adolescentes, havia a malta que já não era criança mas era tratada como tal e ainda não era adulta e faziam questão de lho lembrar. Era a chamada malta verde. "Está caladinha. Ainda estás muito verde"...Era uma chatice. Mas dava um gozo enorme chegar aos vinte e um. Sim, porque dezoito era uma coisa esquisita, dava para umas coisas e para outras não, sobretudo para não. Aos vinte e um, ena pá, até já se podia franzir o sobrolho aos Pais, tomar café, ir ao casino e opinar "umas coisas", poucas, senão ainda poderia haver um ranger de dentes..Mas nessa altura via-se o mundo a direito, o futuro ali ao pé e aprendia-se a crescer. Hoje tenho a impressão que as crianças devem andar baralhadinhas de todo. Já nem falo nos adolescentes e jovens! Se a maioria dos adultos que lhes chegam através dos media se portam como crianças birrentas e mal-educadas, sem valores e sem brio, sem vergonha e sem respeito por nada nem ninguém, meu Deus, devem trazer uma grande confusão naquelas cabecitas. E não queria estar no lugar dos Pais de agora. Dos Pais - infelizmente nem todos - que tentam desesperadamente provar que aquilo não são "os adultos". São pessoas crescidas que servem apenas  para mostrar o que não devem ser os adultos. Estão "verdes". De educação. Pelo menos.

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