sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Vai uma aposta?

É de riso. Até já faço apostas aqui em casa! E quase sempre ganho. Começa a ser confrangedor , confesso-vos.  Eu digo-vos o quê. Quase sempre lancho à hora do programa Opinião Pública. Gosto de ver, sempre gostei. Claro que quase sempre o lanche me cai mal porque farto-me de dizer asneiras, engasgo-me, tanto digo "Toma" como " Vai dormir!", " Boa!", " Vai-te lixar", " Ah valente", e outras que não vou pôr aqui, claro, e pelas quais estou sempre a pedir desculpa à filha - " Ai, desculpa, saiu". É um bom teste à nossa capacidade ouvir opiniões diferentes e conviver com elas. Deve ser assim, asneiras ou não, são formas de pensar diferentes e, como se costuma dizer, é por isso que o mundo não se vira de pernas para o ar. Tudo bem. Agora, a pergunta que fazem ao início para o inquérito telefónico, é de gritos! Eu adivinho-a quase sempre. Imaginem esta: "Acha que está a ganhar muito ou pouco?", " Que nota dá à política de impostos do Governo? Positiva ou negativa?". São exemplos meus, mas que não fogem muito da realidade. Aí, eu não posso deixar de pensar: isto é só para ganhar dinheiro com o 707, só pode. Alguém no seu perfeito juízo acha que lhe cortaram pouco no vencimento? Não, claro. E, por outro lado, na minha opinião, é um aproveitamento indecoroso do estado de angústica e raiva em que a maioria das pessoas vive. Ao telefonarem para o Negativo ou o Não, descarregam essa revolta, é como se dessem uma bofetada em alguém ou um murro nalguma coisa. Faz bem, alivia. E estou a falar a sério. Agora eu pasmo como é que as pessoas ainda não perceberam que se trata dum número de valor acrescentado e continuam a ligar, quando as perguntas sáo táo tão transparentes que se vê logo qual vai ser o resultado! Claro que às vezes lá aparece: 5% acha que sim, mas 95% acha que não". Coitado do 5%. Mas ao menos também disse de sua justiça! E sempre ajudaram a pagar o programa.
Vejam, vale a pena. Pode ser que ainda ganhem com as apostas.
Em relação aos comentadores e aos jornalistas/ apresentadores........isso fica para depois.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Big Brother

Mau, mau, Maria! Que eu receba um raspanete no Face vindo dum qualquer fulano ou fulana que julga que eu sou da família deles, tudo bem. Agora porem-me ali "Insere o nº de telemóvel que desejas localizar", é outra! No primeiro caso, até compreendo. Como sou novata nestas coisas das netes, sim, porque ainda há pouco tempo julgava que o computador era o ecrã e que o que lá se escrevia desaparecia - foi preciso uma das filhas dizer "Ó Mãe, carrega na setinha para baixo! Para já, não via setinha nenhuma e depois ca raio uma pessoa não pode dar atenção a tudo, não é?- eu vi ali um quadradinho a dizer "Enviar" e enviei. Só carreguei com o ratito naquilo. E ainda me aplaudiram, "Parabéns, você enviou 500 pedidos de amizade duma vez!". Eu? Moi je? Devem estar doidos. Está bem, abelha. Passado um bocado vieram-me dar um raspanço a dizer que só se deve pedir amizade a quem se conhece ou é amigo de alguém conhecido. Big deal. Isso sei eu, olha que gaita. E lá tenho culpa de pensar "não me chateiem", pronto, tumba com o rato? O rato não serve para isso? Homessa! E sabem lá se eu tenho ou não 500 amigos duma assentada? Ora deixa ver: duzentos e tal na A.R., mais a Merquele e família, FMIs, BCEs, e também me dou com a Madonna, etc, etc, chega aos 500, olha questa! Tomem!Mas enfim, foram simpáticos, livrei-me de prendas de Natal. O problema é saber quem soube da minha vidinha. Quem? Eu lá sei da deles! Puxa vida, parece um Big Brother! Mas...ah, ah, mas já não se importam de me perguntar "Tem problemas com a sua relação? Ciúmes? problemas? Carregue aqui !". Essa agora! Têm alguma coisa a ver com isso? Metidiços. Não tenho! E se tivesse? O rato resolvia-me a questão? São psiquiatras ou quê? A vossa tia, pá! Ou pás, ou vassouras. E agora estão-me ali com aquela pergunta do telemóvel. PPssst! Tenho cara de parva? Nó tenho. Olha que lindo eu apanhar alguém da família - ou o marido - na Polónia ou em Badajoz ou Miami, assim sem querer e fazer um chiqueiro, hein? Malandros. Desfaz casas! Ainda se ao menos eu soubesse o número do Soares ainda vá lá, podia perguntar-lhe "estás-te a passar ou quê, filho?". Era já. Que o homem está a precisar duma lagarta rabugenta mesmo. Mas nem isso. Ainda o podia localizar em Paris e depois? O tanas.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

As-não-perguntas

Bem, foi o cabo dos trabalhos acordar aquele fulano! E ainda esteve meio grogue praí uns cinco minutos. Isto até o cão dele, o Pio, me ferroar na perna que até me fez dar um salto de tal ordem que que, não sei como, mas a certa altura estava ao colo do Agapito, que desmaiou outra vez. Não percebo porquê, olha questa, até fiquei ofendida. Nem toda a gente se pode gabar de ter a Lagarta ao colo, o que é que ele julga? Mas pronto, a bem do luxemenu, lá voltei eu aos renhãnhãs, aos belisquinhos nas faces, até o homem se levantar. Mas só arfava e gaguejava, não percebia nadinha. "Ó senhor Agapito, o que é que está praí a dizer?". E ele: "Dona Lagarta, nem pensar levar aquelas perguntas para lá! Primeiro porque toda a gente já sabe as respostas e depois...". "Sabe as respostas? Essa agora! Eu não sei!". "Sabe sabe, se pensar bem, sabe e, além disso, a quem é que eu entregava aquilo?Andava-me por lá o papel de mão em mão que era um assombro!". " Um assombro é você. E ainda vou pôr mais uma!". E o Agapito:"Ai valha-me Deus! Qual é?". E eu: "Quero saber porque é que ninguém fala do senhor Costa ter proibido carros que tenham matrícula antes de 2000 de entrarem na minha Lisboa. Quero...". " Credo, cruzes! Isso então é tabu..". "Tabu? Tá bu está!. ", disse eu.  "Dona lagarta, compreenda, o homem chama-se Costa, não é Lopes, senão já tinha sido para aí uma gritaria, aberturas de telejornais e tudo!". "Ah, pronto, se é uma questão de famílias está bem. Numa são gazes, na outra são trapalhadas. Já percebi."E o Agapito: " Pois é. Não convém falar nisso. Então aos jornalistas que por lá andam nem pensar! Ficavam desorientados. ora veja lá se aquela do Marquês não foi abafadinha de todo? Nem que andassem todos às voltas tipo carrinhos de choque das feiras, está quieto, é o Costa, não é o Lopes, neste a gente não pode malhar não vá o homem ir para presidente de qualquer coisa e depois não há jobs para ninguém. ". E eu. "Jobs? Isso não é qualquer coisa ligada às netes? Bem, quero lá saber1 Então o que posso perguntar, afinal, hein?". E aí o Agapito sugeriu: "Olhe, coisas assim sem importância, por exemplo, porque é que ...". " Ah, sim, pois, já estou a ver. Tipo, vocês divertem-se muito a lixar-nos a vida? Já pensaram em viver com 400 euritos e pouco? Já...". Pumba. Desmaiou outra vez. Livra! Agora vai de garrafão de água! Acabaram-se as beliscadelas, não ganhei nada com isso, nem um colito. Ah, já acordou. está a ficar habituado. Ao menos isso. "Dona Lagarta, esqueça as perguntas. Aparecemos por lá e dizemos que ficaram no táxi, pode ser?". E eu: " Pode. Senão desmaia-me outra vez e tenho mais que fazer". E vai o Agapito: " Então, está bem. Vamos na 3ª feira?" E eu: Pode ser 5ª? À 5ª está mais gente!". " Pode ser. Vou marcar com o taxista, esteja descansada!". "Ainda bem, assim tenho mais tempo para ir buscar o meu recibo de vencimento e esclarecer lá umas coisitas!". Desmaiou outra vez. Irra!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Este é mesmo um Portuguese nightmare- 29

Não. O Agapito fica para depois. Hoje venho falar de partes baixas. Daquela que a gente tem ao fundo das costas. Estão a ver? Nem consigo articular o nome senão os meus vizinhos cá do prédio que são uns manientos do caraças deixam logo de me falar. Não é que isso me importe, o que me chateia é depois não poder pedir um bocadito de açúcar aqui, uma pernita de frango acolá, um golito de café que depois devolvo, uma chouricita, enfim, coisas sem importância mas cruciais prá minha bolsa que está cada vez mais leve, rais a partam. Vinha isto a propósito de quê? Ah, da parte baixa. É que ontem perguntei ao taxista mais conceituado aqui da rua onde ficava a Assembleia, se ficaria muito caro levar-me lá, sim que não vamos agora aparecer lá no meu carro - nem podiamos porque o outro dia deu um estoiro e ainda não percebi donde veio e tem estado parado numa rotunda que tem sido uma confusão do caramba - nem vamos no do Agapito porque apesar de só ter vinte anos e estar como novo, tem um terço pendurado à frente juntamente com o emblema do Sporting(isso era o menos) e  um cão de peluxe atrás que até mexe a cabeça e ladra e uma manta da qual desconfio muito porque é onde costuma andar o cão dele, o Pio, e quando pára dá um estoiro que se ouve do lado de lá do rio e sai fumo por todos os lados que até parece um foguetão e provoca sempre o caos onde quer que eu vá com ele. Antes que julguem que vamos para alguma coisa que não apenas mamar um luxemenu, não vou naquela gaita. Táxi é o melhor, nem que se pague a viagem a prestações. E vai daí, o senhor Cusco, o taxista, disse-me: "Ui, isso fica lá para o cú de Judas!". "Para onde, senhor Cusco?" (quis confirmar aquela do cú, que nem sou da família dele nem nada). E ele: "Para o cú de Judas, dona Lagarta. Vai-se endividar, ai vai, vai!". E vou. Vou é endividar-me por ter de lhe pagar o hospital onde vai parar com uma murraça no olho que aquilo não se diz a uma senhora quanto mais a uma Lagarta com pedigri. Sem tuste, mas orgulhosamente pedigrada. "Olhe lá, ó seu Cusco, mas já chegámos à Madeira ou quê? Isso é coisa que se diga?". "Ó dona Lagarta, não é preciso irmos à Madeira para ir ao cú de Judas! Eu...". "Ó sua besta, você não me tire do sério! Que é isso do cú e de Judas e o caraças? Que intimidades são essas? Olhe que eu vou-lhe à cara, ai vou, vou!". " Dona Lagarta, acalme-se. Eu estou só a empregar uma expressão popular para dizer que é longe, diz-se no cú de Judas!". "E você a dar-lhe! Pode ser popular mas então eu sou impopular, ouviu?". E disse ele: "Ouvi, sim. Já cá não está quem falou. Onde disse que disse aquilo, digo que não disse. Disse é longe e pronto!". Bem, acalmei-me. eu preciso do Cusco, preciso das prestações, até porque já lhe devo uma porrada delas. E, pensando bem, que culpa tem o Cusco da tal expressão popular? Não tem.

sábado, 24 de novembro de 2012

As perguntas

Afinal isto está mais complicado do que eu pensava. Julguei que podia ir almoçar à Assembleia com o Agapito e dizermos que eramos "Os Cônjuges", mas não pode ser. Um dos "cônjuges" já tem de lá estar, o outro só vai partilhar o porquito e a rola. Bolas. Lá estivemos a ver a lista dos que lá podem comer o luxmenu e vimos que ´podemos ir como convidados de alguém. Só podem ser 2 no máximo, por isso, é porreiro. Assim, não vai o cão do Agapito. Menos uma preocupação. Olha se ele não gostava do almoço e se punha à dentada a toda a gente? Já viram? Mas depois surgiu outro problema. "O senhor Agapito conhece lá alguém?". " Eu não, dona Lagarta. E a senhora?". "Acha, senhor Agapito? Se conhecesse já estava a mamar almoços há muito tempo e até já tinha casa na Cornualha!". "Ah, então deixe lá, eu vou fazer umas investigações". E fez. Segundo me disse depois, telefonou a uma Tia que faz limpezas na Junta de Maleitas e a Tia telefonou à prima dum primo da sogra do sobrinho duma irmã dum senhor que trabalha na Assembleia e que, a troco dum garrafão de azeite virgem e umas morcelas, aceitou convidar-nos para lá irmos almoçar e sermos convidados dele ao almoço, que ao jantar costuma fechar o restaurante por causa do barulho que incomoda os vizinhos. Fiquei radiante, como calculam! Mas a radiantação demorou pouco. "Dona Lagarta, vamos ter de levar umas perguntas num papel para fazer aos deputados porque andam por lá jornalistas residentes que podem abeirar-se de nós e perguntar o que estamos ali a fazer e a gente não pode responder que só lá fomos murfar o porco e a rola e provar os tintos, parece mal, ali é tudo pessoas que têm uma vida muito complicada, sabe?". Não, não sei. Complicada é a minha, cum caraças! Mas prontos, ok, lá vou ter que engendrar umas perguntas. Que se lixe. "Senhor Agapito, não seja por isso. É que é já a seguir". E foi. À noite chamei pelo Agapito no vão das escadas e ele veio loguinho. "Tome, leia. Estão bem, não estão?". Desmaiou. Deu-lhe o fanico. Olha que esta! Eu mostro-vos o que escrevi para verem se havia razões para o fanico.
Perguntas:
1- Porque é que os deputados ganham 3.624.41 euros e eu não?
2- Porque é que os deputados têm 370.32 euros de despesas de representação e eu não?
3- Porque é que os deputados ganham 69.19 euros por dia pela presença no plenário e eu não?
4- Porque é que os deputados recebem 0.36 euros/km para deslocações ida/volta por semana e eu não?
5- Porque é que os deputados recebem 376.32 euros/mês por deslocações em território nacional e eu não?
6- Porque é que os deputados recebem 5.411.36 euros/Ano por deslocações ao estrangeiro e eu não?
7- Porque é que os deputados recebem 12.897.49 euros/Ano por deslocações fora da Europa e eu não?
8- Porque é que os deputados recebem 69.19 euros/Dia por deslocações em representação da AR e eu não?
9- Porque é que os deputados recebem 133.66 euros/Dia por deslocações ao estrangeiro e eu não?

Vocês vêem motivo para fanicos? Eu também não. Mas deixem-me lá ir tratar do homem que parece que já abriu um dos olhos que eu já falo com vocês. ("Ó Agapito, acorde homem, são só umas perguntitas, que diabo! Ou quer mais?")

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Mesmo Portuguese nightmares- 28

Estava eu muito sossegadinha a tomar banho com o telemóvel preso ao frasco do gel no caso de ligar a prima Fedúncia, quando tocam à campainha. Puxa vida! Até se me caiu o gel e o telefone e um gancho que tinha no cabelo! ka raio! A Fedúncia costuma ligar primeiro e não estava à espera de ninguém, nem do carteiro, infelizmente, e o carteiro também não seria porque o carteiro toca sempre duas vezes. Dizem. Escorregadela aqui, seguranço acolá, lá fui eu embrulhada na toalha espreitar pelo ralo.  OOps! Era o Agapito. Este tipo desde que o convidei a ir almoçar comigo à Assembleia da República nunca mais me largou a porta! Nem o cão, gaita! Como calculam, fiquei alarmada, sim, que aparecer à Fedúncia toda esmaranhada é uma coisa, ao Agapito é outra! O homem vive sózinho com o cão, nunca lhe vi lá saias nenhumas, nem calças, já agora, e vá lá, até que ainda sou uma moçoila enxuta - quer dizer, neste caso, molhada - e com tudo no sítio. Ou pou aí.  Não, não vou abrir. E se o Agapito me cobiça? credo, nem quero pensar! E vai daí disse-lhe pelo ralo: Ó senhor Agapito, desculpe mas não posso abrir! Não tenho chave. Ficou no café ontem à tarde! Desculpe, sim?". E ele: "Dona Lagarta, não seja por isso. Vou já lá buscá-la. Não demoro. Vou num pé e venho noutro!". Aí é que me convenci que o homem é doido, mesmo doido, tadito. Primeiro. como é que vai buscar a chave se eu estou cá dentro? É porque entrei, certo? É mesmo burro. Segundo: como é que ele diz que não demora se "vai num pé e vem noutro?". Digam-me! Então ir só num pé para lá e noutro para cá, não demora muito mais? Vai é demorar um tempão! E a coxear por ali fora ainda se me cai o homem ou bate com a cara num poste ou falha-lhe o coração e eu fico sem companhia para ir almoçar à Assembleia!!! Ora a minha vida! Não, primeiro está o pombo torcaz e a rola e o porco preto. Que se lixe! Abri a porta. Prefiro passar vergonhas e ter o Agapito inteiro. "Ah, dona Lagarta, eu percebi que não tinha chave e ia já já buscá-la, ia num pé e vinha noutro". Não sei o que me incomodou mais: se ele ter repetido aquela baboseira ou ele não ter ficado a salivar de me ver naqueles preparos. Ah ele é isso? Então espera. " E percebeu muito bem, senhor Agapito. Faça-me então esse favor. Vá buscar a chave para eu lhe abrir a porta, sim, se não é muito incómodo?". " É para já", disse ele. Irra, olha o que eu tenho de aturar para ter companhia para o almoço! Só se safou do meu mau génio porque não repetiu aquela do "vai num pé e vem noutro". Mas tenho pena. Sempre demorava mais.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Que seca!!

É que eu ando assustada. Diria mesmo que assustadíssima. Ó valha-me São Hipõlito! Será que o carapau que comi ao almoço teria um estreptococo qualquer ? Será que o sabonete com que lavei as mãos foi feito a partir duma partícula dum rato em decomposição? Será que o papel higiénico é fiável, não terá sido feito de pasta de atum pôdre e prensado numa máquina que emite radiações perigosas para o meu rabo? Será que a água que bebi era mesmo água ou xixi de gato purificado com gelatina de morango e que me vou sentir mal daqui a dois minutos? Será que o arroz não tem por lá uma substânciazita qualquer que termine em "coco" ou em "boco" ou o caraças e que é por isso que às vezes quando como que nem uma mula fico mal disposta? Será que o leite é mesmo leite de vaca asseada ou parece leite mas é licor e tem um outro "coco" que também faz muita mal? Será que o pão afinal tinha uma farinha que vem da China e que provoca arrepios quando se tem frio?? Será que posso comer qualquer coisinha, um dente de alho, um biscoito, uma batatita e que depois não venha a saber que aquilo tem "cocos" comó caramba e em breve vou ficar com gripe das aves raras? E posso beber um tintito? Antes, durante ou depois das refeiçoes? Posso abrir a porta do frigorífico sem medo da luz do dito que às tantas provoca suores frios e que  por isso o frigorífico deve estar sempre quente senão o frio vai provocar gripes? E não posso ter lá os meus ímanzitos? São tão lindos! Nunca dei pelas radiações, só pelos desenhos, às tantas é por isso que às vezes abro a porta do frigidere e sinto um impulso incontrolável para tirar aquele geladito que sei lá se também não tem um "coco" qualquer que me vai provocar uma urticária do caraças! Livra! Não posso comer, nem beber nada! Daqui a pouco nem sair à rua! Ou estar em casa! Para onde é que eu vou, hein? Help! a vida está difícil. Que mania que têm de investigar tudo e mais alguma coisa! Chatos! Deixem-nos estar na nossa vidinha, bolas! Entretenham-se a jogar monopólio ou vão ao cinema! Aqui à atrasada a malta vivia bemzinho e morria bemzinho. Agora vive-se malzinho e morre-se malzinho. Ainda por cima de barriga vazia!

Rita do Face

Então mas a imaginação tem dono ou quê? Nã, não. Se alguém teve a ideia de matraquear o Face com ratos e baratas e jogos e lotarias e o caraças, porque é que eu, moi je, não posso fazer o mesmo, hein? Aliás, imaginação tenho eu, até inventei o Face mas o palerma daquele menino Mark qualquer coisa, adiantou-se e fiquei sem face. Ah, pois foi. E hoje podia estar pôdre de rica, que também ainda não percebi o que isso é porque se se é rico não se tem nada pôdre, mas enfim, fica para depois. Agora quero é dar-vos conta do resultado das minhas capacidades publicitárias que adquiri entretanto rapidamente uma vez que no meu curriculo constam pelo menos 38 anos a tentar vender o meu peixe a alunos e deram-me logo o diploma, só precisei de responder a um questionário sobre a terapêutica que usei para não dar em tolinha. Quer dizer, para não ficar completamente tolinha. Ainda me restou um bocadito de sanidade mental tal como podem ver por estas crónicas absolutamente típicas de gente que está boa da cabeça. O que é certo é que tenho o canudo, essa é que é essa. E já vou pô-lo e render. Vou mandar para uma agência qualquer destas das netes a sugestão dum passatempo muito mais giro do que o das baratas e dos ratos e afins. Então é assim: várias revistas côr-de-rosa aparecem no quadradinho do Face. Depois tem de se carregar com o rato até encontrar uma onde não apareça a Rita Pereira. Pode ser na capa, contracapa, uma página inteira ou, na melhor das hipóteses, duas ou três páginas. Vai ser giríssimo. Oferece-se um BMW e tudo, que não faz mal nenhum porque nunca vão conseguir acertar! Ihih que tanga! E também se pode tentar carregar com o rato numa frase de jeito em qualquer entrevista dela, tipo, que não fale de cabelos, roupas, umbigos, dietas, ginásticas, etc. Ou ainda outra. uma foto onde não apareça com ar de mulher fatal, que aquilo é mesmo uma fatalidade e nem sei como o Ronaldo anda com a Irina que é feia comó caraças em comparação com ela. Também se pode tentar encontrar uma foto em que não esteja à mostra a parte de cima ou a de baixo, tendo por equador a cintura. Vai ser difícil! Xii!! Creio que ela só tem um vestido mesmo, que puxa para cima e fica a perna ao léu ou puxa para baixo e ficam as ditas à mostra. É conforme o frio e a ocasião.Portanto, se virem este jogo, é meu. A ideia foi minha! Eu sou muito ideiota.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Portuguese night- mesmo- mares- 27

Ando eu práqui a falar nos naitméres da nossa língua - daquela mesmo nossa, não é a dos fatos e dos diretos e das minissaias - e afinal apetece-me esbofetear a mim própria porque estou sempre a usá-los. Se sou uma espécie de comentadora, devia fazer um trabalho de jeito e fazer como os comentadores profissionais que criticam tudo e mais alguma coisa e depois na sua vidinha do dia a dia não fazem nada nada daquilo que criticam. Por exemplo, criticam os carralhões dos governantes e depois vão para casa de mota ou de Smart. Ou falam da da acumulação de ordenados e pensões e até só ficam com uma das coisas. Assim, sim. É ser coerente. Eu não, critico e faço o mesmo. Estou envergonhada. Mas lá vou vivendo com esta culpa, que remédio! E não sei como vou desatar a bota. Não sei não. Tenho de ir perguntar àquela senhora que ouvi ontem a dizer isto. Tenho de saber se é a bota do pé direito ou do pé esquerdo, pode fazer toda a diferença. espero que seja a do direito porque tenho um grande buraco na meia do pé esquerdo porque ontem cortei as unhas sem óculos e ficou lá um pico qualquer que me rompeu a meia toda e até me sai dedo por lá. É incomodativo para caramba! E também tenho de saber se qualquer bota serve ou se tem de ser de marca porque de marca não tenho, só tenho de meio por cento de cabedal e meio por cento poliester . Ainda pintei as solas para parecerem umas Lôbotâ ou umas Miguel Vieira mas despintei logo para não arranjar sarilhos com o marido que perguntou logo quem eram esses fulanos e porqué que andava com as botas deles, se não tinha dinheiro para comprar umas minhas e eu não quis entrar por ali e não quis perguntar-lhe porque é que ele tem a mania de usar coisas da Guxi das feiras que eu não conheço nem quero conhecer para não me incomodar ou incomodar os vizinhos com a gritaria, nem falar do dinheiro que ele me dá sempre para o mês que vem e os meses já vieram e não vi nada. Adiante. Ainda quero também perguntar àquela senhora se posso descalçar a bota em qualquer sítio e em qualquer posição. Se fôr em pé, é um sarilho porque posso desequilibrar-me e cair em cima de alguém ou de alguma coisa e isto está reservado aos governantes que estão sempre a cair em cima de nós ou de qualquer coisa. A malta comum não pode fazer isso. Ou se faz, eles esquivam-se rapidamente, ninguém lhes consegue cair em cima, é uma gaita. Treino, sabem o que é? è treino. E também quero perguntar se a bota tem de ser alta ou baixa, tipo botim, porque só tenho destas, as outras vão até Almeida, ou seja, não são botas, são calças, gente pequena é assim. Nem botas altas pode usar, só alpercatas. E comer feijões, nada de pombos torcazes. Como vêem, vou ter de acabar, já são muitas perguntas para fazer. E eu tenho mais que fazer.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Luxmenu

Não, não vou com a Fedúncia almoçar à Assembleia da República! Aprecio-a muito, isso aprecio, mas ainda fico envergonhada com alguma saída das dela. Assim que lhe disse que queria lá ir provar o luxmenu que me chegou às mãos, disse-me : "Ó prima, ninguém come a 6 euros e meio quanto mais a 4 ou a 2! vocemecê não sabe que o que andam praí a dizer nas netes é mentira? Eu ouvi com estes óvidinhos que Deus me deu que a malta já não tinha nada disso. Não se lembra da barraca que houve quando as televisões e os jornais não falavam de outra coisa? Até interromperam um jogo do Real com o Madrid! Não se lembra? E a quantidade de reportagens com reporteres e tudo e com uma câmbra escondida que até apanhou uns quantos a meter os restos em caixas de plástico? Não se lembra? Agora já não há disso, que os partidos da esquerda fincaram o pé e não quiseram ter essas benesses. Isso é para os partidos da direita, prima!". Aqui fiquei zangada. Zangada mesmo. Para já, à minha esquerda moram os Simões e não os Partidos e à minha direita também não tenho Partidos nenhuns, só a caixa do elevador, que só lá tem escrito "Toque a campainha em caso de emergência", o que acontece todos os dias porque a porcaria do rabo do cão do vizinho do 3º andar está sempre a ficar lá preso! Por isso, desta vez, Fedúncia, ficas. Tu ouviste e viste isso? Então não vais. Eu não vi nem ouvi, então vou. E vou até com o vizinho do 3º, o senhor Agapito, e levo o cão dele e tudo porque se há luxmenu para uns, tem de haver para todos, com quatro patas ou não. Queriam! Ainda por cima com tanta gente a poder lá ir comer, acho que podemos passar por cônjuges - não sei o que é, mas soa bem. "Os senhores quem são?" . "Somos os cônjuges". Lindo. É isso mesmo. Eu perdia lá a oportunidade de ir ver a diferença entre um pombo torcaz e um pombo do Rossio? E a diferença entre um bacalhau do Atlântico e um do Pacífico? E ver se o porco sempre é preto e alimentado a bolotas? deve ser um porcobolota, daqueles que andam por lá a chafurdar na porcaria que fizeram mas que não têm nada a ver com a chafurdice em que nós, comuns lagartas, andamos. E quero provar rola. A mim só me dão rola no ginásio. "Rola, rola, mexe-te" estou farta de ouvir,  mas das de comer, está quieta. E sei que o Agapito se vai pasmar e espumar com os vinhos! Só Verdes são 12 variedades. Ora ele, como eu, no nosso Sporting só temos 11 variedades e às vezes caem todas mal. E o café de 1ª qualidade? Bem, eu sempe achei que aquela palerma da dona Barroquina me dava uma mixórdia qualquer em vez de café e aí está a prova. Mas amanhã vos conto a nossa ida. Estou tão emocionada! Vou conhecer mais um sítio onde o meu dinheirinho é bem gasto e por isso não sobra para mim coisa nenhuma. Deixa cá ver o que andam a tramar. Quer dizer, já tramaram, mas prontos.
 Agapito: anda daí!

domingo, 18 de novembro de 2012

O rato do Face

Só me faltava esta! Agora é um rato!! E não é que a porcaria do rato me oferece um Iphone? Ou seja, agora tenho um duplo problema! Livrar-me outra vez da Azai e vai ser um sarilho ou dar também o rato à prima Fedúncia e ficar sem o Iphone! Não, é que isto agora pia mais fino! Calma aí! É um Iphone 5, gaita. Não é um Ipad 2 como o da barata! Do 2 para o 5 vai uma grande distância, é ou não é? E quero lá saber se um é Iphone e o outro é Ipad. Se lhes puseram o "I" aos dois é porque devem ser da mesma família, só com a diferença de apelido. E portantos, isto agora já me agrada um bocadito mais! Da próxima vez que me aparecer o rato, não me escapa! Tumba, tumba, até o apanhar! Eu só tenho umas grandes dúvidas sobre como é que hei-de dizer depois à Fedúncia que tenho um Iphone. Ela só deve conhecer phones, sem I. Ou fónes. Pode ser que não descubra que o meu móvel é dos mais modernos e mais caros porque senão estou feita num oito. Ela agora já sabe que nem dinheiro tenho para a pasta de dentes ainda julga que ando aí com algum senhor da alta que me deu o phone por eu o levar a conhecer bons restaurantes ou descobre que estou a receber uma grande reforma por ter trabalhado dois dias a montar e a limpar um gabinete na Assembleia da República o ano passado, antes de acabarem com essa benesse que é uma pouca vergonha porque montar um gabinete lá não tem nada a haver com outro sítio qualquer é muito mais desgastante moralmente porque a gente vê com olhos de ver as montanhas de coisas que põe ali e não põe noutro lado porque estamos em crise. Pode ser que ela não se interrogue. Não é muito dada a interrogatórios, só revistas cor de rosa ou castanhas assadas. Mas se se interrogar, também não faz mal. Lembrei-me agora que ela tem um grandessíssimo pavor de ratos e se lhe digo que consegui o Iphone por ter matado um rato no meu computador, das duas uma: ou nunca mais lá põe os pés em casa - ideia que me agrada sobremaneira - ou foge a sete pés, sim, que se ela só de ouvir falar em ratos sobe logo para cima do que estiver à mão, salvo seja, então se eu lhe mostrar o rato, pressuponho que suba as escadas todas e vá para o telhado. Até que nem era má ideia. Vinham logo as televisões e tudo e a malta durante uns dias descansava de notícias de déficites e de tróicas e de Relvas e o caraças. Boa, pá!

sábado, 17 de novembro de 2012

A barata do Face

Eu passo-me! Olhem que um dia destes eu passo-me! E não respondo por mim (também se respondesse por mim é porque estava a ficar tola e tola já eu sou, logo,  não estou  propriamente a ficar tola, já fiquei, quando não sei, mas já lá vão uns anitos. Adiante). Ai não respondo, não. Se me voltam a aparecer baratas no ecrã e a dizer mata aqui, apanha a barata, apanha...eu..eu ainda mato a barata, ai mato, mato! O pior é que para matar a barata das duas três, ou parto a porcaria do ecrã com o sapato que estiver à mão ou atiro-lhe com uma fisga ou vou presa. Presa porque ainda vão dizer que eu maltrato os animais e eu por acaso até gosto de animais, menos baratas, sobretudo baratas que me entram pela casa adentro sem eu as convidar mas vai ser difícil como o caraças explicar à AZAI que eu não tenho porcaria nenhuma cá em casa que justifique as baratas, só se as baratas aparecem porque estão a caminho de outra casa e eu aí não posso impedir o seu percurso até porque as rendas estão caras e podem-se ter mudado ou as baratas podem não ter tido dinheiro para pagar o empréstimo e  tiveram de sair, sim, que cada barata sabe da sua vida. Ainda tenho outra solução. É encher o ecrã de spray anti-rastejantes mas aí é uma gaita porque fico sem saber se matei as baratas porque não vejo nada, fica tudo turvo e se tiro o spray lá voltam as baratas! Isto está difícil para caramba! Ainda por cima são baratas invasivas, espias, FBIanas. Donde vêm, hein? Qual o seu objectivo? Serão Bonds disfarçados? Quem as mandou? Andam práli no ecrã dum lado para o outro, "apanha aqui, apanha aqui" e eu sei lá se elas estão armadas? Sei lá se pertencem ao grupo "Baratas Indignadas"??? E sei lá se foram mordidas pelo dengue e se lhes toco ainda fico toda eriçada? Não, isto vai ter de ser resolvido com brevidade. O pior é que não me lembro assim de sítio nenhum no nosso país que me garanta brevidade. Estou feita. Nem ao Petrus ou Patreus ou lá o que é, posso pedir ajuda que o homem foi prá rua  com o rabo entre as pernas. Já sei. Ena pá, vem aí uma ideia! Afastem-se, afastem-se! Vou pedir à Fedúncia. Ela aproveita tudo que a vida está cara não é?  e por isso vou-lhe dar as minhas baratas! De barato!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Portuguese nightmares mesmo-26

Quem me chamou a atenção foi a Fedúncia. Quer dizer, foi antes a falta da Fedúncia ( a minha prima sarna, lembram-se?). Ela costuma-me ligar logo pela manhã, bem cedo, rais a partam, porque me apanha quase sempre no banho ou a vestir-me e faz-me apanhar um frio do caraças porque tenho de atender logo o telefone senão chama logo a polícia como da outra vez que tive de atender um senhor muito simpático de toalha enrolada e e cabelo a pingar porque ele queria mesmo ver se eu estava bem e viva e tive de abrir a porta e tive de lhe dizer que sim, que estava viva que podia ir sossegado embora me apetecesse era ir-lhe às trombas quando soube que tinha vindo a pedido da Fedúncia que lhe disse que eu devia estar no banho e fosse ver e tréu, tréu, que me podia ter dado um treco. Mas não deu. Apanhei foi uma grande constipação! Mesmo assim, prefiro levar o telefone para debaixo do chuveiro ou atá-lo à cintura enquanto me visto porque se não é a polícia é ela e é bem pior, passa-me ali um tempão a explicar que isto não se faz, que devo atender logo, que uma pessoa fica preocupada, e eu "Ó prima, deixe lá, avance, avance!", mas nada. Sendo assim, como hoje ela não me ligou, eu estranhei. Uma estranhesa meia satisfeita, mas estranhesa. Que a Fedúncia não é de esquecimentos. "Mau", pensei eu. "Mau, mau", pensei outra vez eu. O melhor será eu ligar. Ainda me aparece no café meia esbafurida ou se não aparece, então aí é que o dia me vai correr mal. Dia sem Fedúncia não é dia. É dia, mas não é um dia. É como o cigarro: mata, mas sabe bem. Vai daí, lá fui eu bater-lhe à porta. Só me faltava esta! E não é que a parvalhona não queria abrir? "Ó prima, está tudo bem, pode seguir!", gritava ela atrás do ralo. "Não, não sigo, abra a porta, que diabo!", dizia eu. E ali estivemos no abra e não abro algum tempito até que perguntei "E porque não abre?". E diz ela: "A prima já não se está a armar?". "A quê, prima?". " A armar!". "EU?", perguntei eu com um EU muito muito longo. "Eeeuuu?". "Sim, a prima ontem disse que se estava a armar quando falou no perú e eu fiquei com medo, sabe? Palavreado é uma coisa, aqgora armas, ah isso não, né?". E disse-lhe eu: "Você está maluca ou quê? e disse ainda "Quais armas quais carapuça, mulher! Você tem miolo? Então não vê que eu me estava a gabar do meu perú estufado com feijão ser melhor do que o daquela palerma da vizinha Escolástica só para a chatear? É burra, apre!". "Ah, então quando me disse que se estava a armar para ela queria dizer  que se estava a armar mas não era com armas? Era armar de armar.Ah". E abriu a porta. "Ai, prima, que susto!", disse ela. E disse-lhe eu: " Você acha que eu tenho dinheiro para comprar armas? Nem para comprar pasta de dentes que ando aqui moidinha que não me posso chegar às pessoas!".  "Ah, prontos, já cá não está a Fedúncia que falou". E lá fomos as duas embora rua abaixo, ela toda contente pelas armas que não eram armas e eu toda contente por hoje não ter tido nem polícia nem telefonadela de manhã.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Vide-o

Bem, hoje lá me decidi a ver o video do professor Marcelo. Uma pessoa tem de estar actualizada, não é? E como recebi e-mails a pedir que o encaminhasse o mais possível, disse cá para os meus botões: Lagarta, filha, anda lá, vai ver, não vais fazer isso ao senhor, nem vais enviar o que não viste.Certo? Certo. E fui ver. Ah, bem. Bem! Vá lá, uma coisa feita como deve ser. Gostei imenso. Imenso! Sobretudo porque não tinha imagens, era só som. Sim, senhor, agora percebo porque os alemães decidiram deixar passar aquilo. É inócuo, é tipo Benuron, não faz bem nem mal. E uma pessoa sempre fica de alma cheia, caramba! Olha se punham lá um submarino no Tejo ou umas televisões com futebol ou um homem de roupão? Olha se punham lá um fulano de pasta com uma enxada na mão que depois tira a bengala a um velhote(?) que fica com a enxada e o da pasta com a bengala? Olha se punham lá que trabalhamos mais horas do que eles mas temos o país na merda completa e eles a trabalharem menos são uns malandros que até têm mais feriados do que nós e não estão na porcaria que se vê por aqui? Olha se punhamos lá uma grandessíssima tesoura ou um grandessíssimo raio que devia querer dizer que nos caiu um raio em cima mas a gente nem deu pela trovoada ou se deu meteu-se debaixo da cama a fingir que não ouvia os trovões? Puxa, ainda bem que não puseram nada disto, só som. E, vá lá, não havia muitas interferências, ainda se ouviram algumas coisas de jeito. A falarem do nosso turismo, das coisas estupendas e lindas que ainda se cá fazem, a falarem da nossa história história, da categoria de muitos dos nossos jovens e não jovens empreendedores, investigadores, cientistas...Foi realmente lindo, lindo de ouvir. Só não´percebi que barulho foi aquele no final. Pareceram-me pessoas a cair num poço. Sem fundo. E sem alma.

Portuguese mesmo mesmo mesmo nightmares-25

"É pá, és mesmo um pastel!". Um pastel? Um pastel pastel daqueles que se comem? Ca raio. Será que é um insulto ou um elogio? Ora então deixa-me cá pensar para comigo mesma para ver se me oriento. É que há vários tipos de pasteis. Para já, temos, assim às primeiras, os pasteis de nata e os pasteis de Belém. Não, não são a mesma coisa , não senhor. Os de nata é para a malta normal, os de Belém é para outra clientela mais apreciadora, mais requintada e para os turistas. Estes podem às vezes enganar-se e dizer que comeram um pástel de neita e assim, com Belém, não há cá enganos. É Belém e ponto final. Belém is good peistel, já ouvi muitas vezes dizer. E nunca ouvi neita good peistel. Até porque tem dois "ei" muito juntos e é difícil de articular. Sendo assim, se eu fôr um pastel desses, tudo bem, porreiro. Até de Tentugal. Ou de bacalhau. É um elogio, penso eu de que. Mas o problema que se me alevanta é que, não sei porquê, mas aquilo às vezes é dito com ar de "ai-valha-me-Deus- que- sorte-a-minha". Aí paro. Escuto e olho também, claro. Que a vida está difícil e é cada vez mais esquisito alguém nos fazer um elogio. Hum, desconfia-se logo. Deves estar para me sacar alguma coisa, ou meter alguma cunha, ou pedir bilhetes prá Moda Lisboa, ou um lenço de papel. Não. Isto é preciso um cuidado! Xiii! Por isso, aí olho bem, muita bem mesmo. Deixa cá ver: olhos semi-cerrados e cabeça a abanar, levezinho, tipo jogo de ténis, ...cheira-me a esturro. E vai daí resolvi informar-me, sim, que eu também faço escrita de investigação, o que é que julgam? Isto sai assim à balda, sem nenhuma base científicó-cultural-ó-googliana? Não, não. São muitas horas a investigar, a investigar, às vezes até se me rebentam os fusíveis. Três computadores ligados, queriam o quê? E então, eis senão quando vim a saber que afinal desperdicei montanhas de sorrisos e ainda bens e obrigadas e ó isso são os teus olhos! Então não é que me estavam a chamar lerda, vagarosa, caracol, tartaruga e mais não sei quê? Andei eu a arreganhar a dentuça quando devia era ter-me atirado aos colarinhos e repetir vezes sem conta "e depois, hein, e daí, hein, hein??". Querias o quê, pressas? Se tens pressa vai de taxi, olha questa!Já uma pessoa não pode ser perfeitinha para variar, querem ver? Bem. Só ainda não sei bem se isso só se refere às partes físicas ou se também abrange o miolo, a tola, estão a ver? Mas isso prefiro nem investigar nas minhas investigaçóes. É preciso calma. Posso às vezes passar-me de todo. Fica para outra ocasião.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Xô..

Eu quero lá saber da Merkle e quero lá saber de política! São todos iguais. Todinhos. Mas há coisas que me enervam. Por exemplo: os comentários sobre a forma como a senhora foi recebida. Não entendo. Das duas uma, ou não a convidavam - e sobre isso não falo, embora tenha a minha opinião, claro - ou a recebiam como a qualquer outro chefe de estado. Queriam o quê? Discurso do PM à chegada: "Ó  minha senhora, eu convidei-a mas você é uma besta. Não pense que vou estar para aqui com nhã, nhãs, porque o que eu quero é encostá-la à parede e dizer-lhe, ou mudas ou rachas. Ouviu?" Não me parece, mais, não creio que nenhum dos nossos aguerridos políticos o fizesse. Ou não a convidava, certo? Pois. É que estou mesmo a ver o Seguro ou outro qualquer a pôr uma casaca de banana à saída do avião ou a fazer um discurso de bota abaixo ou a cascar na política dela. Tá-se mesmo a ver! Ou melhor, gostava, gostaria, gostarei de ver! Demos tempo ao tempo..

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Que coisa!

Vocês são mauzitos!! Ai, são, são. Então é coisa que me mandem um mail com os ordenados das "estrelas" da RTP? Julgam que eu tenho a vossa idade ó quê? Ia-me dando um treco! Ainda arfei, arfei, expirei fundo, inspirei fundo, mas mesmo assim  ainda tive de ir beber água com açúcar e abanar-me com um leque e comer umas nozes e ainda estive a pensar em chamar a prima Fedúncia que, como sabem, é esperta que nem um alho, para ela me vir ler o imail e para me dizer se eu estava a ler o que estava a ler ou se estava a ler mal o que estava a ler. Mas contive-me. Não a chamei porque ela às vezes tem tanto de sarna como de esperta e podia-me ficar aí toda a tarde a moer o juízo contra a troica e os memorandos e as refundações e já me chega bem o que tenho de gramar todos os dias que já vomito troicas e memorandos e não vejo andanças nenhumas, só blá blás. E como não a chamei, que remédio senão acalmar-me sózinha! Mas custou. Isso custou. Não se faz. Que maldade, para comigo e para com as estrelas. Então a Catarina não pode receber 30 mil euros por mês, não? Qual é o mal? E nem recebe todo de uma vez, coitada, só mil euritos por dia. Já pensaram que nos meses que têm 31 dias ela oferece um à gente? Viram? Seus maus! E em Fevereiro, hein? Ora recebe só 28 mil ou só 29 mil. Estão a ver? Não são 30 mil, ah pois não são! E a rapariga não tem filhos para criar? E para comprar aipedes e aipodes e playsteichans e popotas, não? Querem o quê? Que emigre, que passe mal? E o Malato e os outros todos, não têm coisas para pagar, não? Férias, andar de gaivotas, comer algodão doce, também se paga! e os programas deles? Não estão no topo das audiências, não? Por exemplo, aqueles programas do Malato e o da Catarina e o da Sílvia e o do Jorge e o da Sónia ( como é que se chamam os programas?? Diabo, deu-me uma branca!) etc, etc, não são suficientemente bons para vocês, não? Pois, para mim também não. Mas sei que existem, olha que gaita. Bem pagos demais? E para que serve o nosso dinheirinho, hein? Não é para lhes pagar? E onde é que há outro apresentador que nos pisque o olho depois das notícias que até é um consolo para a gente e tudo? Onde? Ah, pois é. Ora se falassem de coisas bem mais importantes! Por exemplo, dos ordenados milionários das estrelas da RTP. Isso sim. É que era.  

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Portuguese mesmo nightmares-24

É que vem mesmo a propósito! Ora não querem lá ver! Não faltava mais nada! Por acaso comem-se bolas de Lisboa na Alemanha? Ou bolas do Porto? Ou bolas d´ Arrentela? Comem-se?? Ah, não comem, pois não? Pois não. Então e nós comemos bolas de Berlim a que propósito, hein? Ora bolas prás bolas! A gente aos anos a comer coisas alemãs e toma, olha a paga! É por isso que hoje iniciei uma greve às bolas de Berlim. E não vale a pena estarem praí nhã, nhã, que na minha goela não passa nem mais nenhuma até lhe mudarem o nome! Ainda por cima a gente não exporta aquilo! A gente importa do pasteleiro e exporta pra dentro da malta. Faz sentido? É que se as mandássemos para Berlim ainda se podiam fazer uns trocos e podia ser que se diminuisse o déficite ( é assim que se escreve? É que também gosto de escrever de acordo com o novo acordo ortográfico, embora tenha a impressão que de acordo com o novo acordo, como se tiram letras que não se lêm , acho melhor ler só "Dé", até dá uma certa intimidade que não faz mal nenhum já que estamos à rasquinha por causa do "Dé" e temos que o tratar bem. Adiante). Dizia eu: a gente come aquilo e ainda se lambe por cima."Ai que boa, hum, este recheio está uma delícia!". Ai está? então engole que vais ver o enterro que levas! É preciso mudar o nome daquilo (nem digo mais, prontos). Tenho várias sugestões, mas estou aberta ao diálogo ( ui, ca fino!) para refundar( é re-fundar ou r-efundar ou re-afundar? Puxa! que palavra chata! No meu tempo não havia disto.) o nome. Por exemplo: já que tem ovos por dentro, porque não chamar-lhes bolas de Aveiro? Ou bolas-com-açúcar-por-fora-e-ovos-por-dentro? Ou bolos-redondos-em-forma-de-bola? Ou bolos -que-são-bolas-docinhas? Viram que há tantos outros nomes? E parem de andar a vendê-las nas praias no verão e se quiserem gastar as que ainda têm ao menos gritem "Bolas-daquela-cidade-que-a-gente-não-diz!". Aliás, porquê de Berlim? Só aí é que há bolas? Ainda arranjamos um incidente diplomático, ai arranjamos, arranjamos. E, já agora, bolas porquê, hein? Bolos, nunca bolas, ora bolas. Nunca vi ninguém andar a jogar com aqueles bolos, nem nas vielas mais recônditas do país. Nem na Moita. Por isso, já sabem, greve às bolas de Berlim, hão-de ficar  a estragar-se todinhas ou eu não me chame lagarta.

domingo, 11 de novembro de 2012

Portuguese mesmo nightmares-23

Ó valha-me Deus! Então não é que andei toda a vida a ser enganada e nem me tinha apercebido? Mas enganada mesmo, não é só meio enganada. Não é como quem entra numa loja que tem na montra "Tudo a 50%" e depois chega à caixa com uma carrada de coisas na mão e de alma cheia e lhe dizem uma soma exorbitante e pergunta porquê baixinho para que a palerma que está atrás e que lhe gamou a camisola tamanho S que não havia mais nenhuma, não ouvir, e lhe dizem que é só nos artigos assinalados que até está na montra ao cantinho em cima em letras bem visíveis para quem tiver binóculos e que não têm culpa que eu não os tenha e lá vou eu com tudo outra vez para trás e só me apetece arrancar botões e etiquetas e folhos e o caraças pela raiva miudinha que vendo bem não é miudinha é grande pra caramba! Dizia eu, aqui sou meia enganada, estão a ver? Toma, primeiro devias ter vistos as letritas e segundo, julgas que isto hoje em dia é assim ó quê? Ainda não, lá chegaremos (salvo seja) mas ainda não. Ainda vai havendo alguma decência. "E então porque é que tens andado toda a vida enganada mesmo?"- perguntarão vocês. Porque fui pedir um bolo de arroz pró lanche. "Ah. Um bolo de arroz. E daí??"- perguntarão vocês. Daí que nem bolo nem arroz, ora essa!! Primeiras: aquilo não é um bolo, é o filho dum bolo, é pequeno, não é um boooolo, é um bolito, uma coisita que se come em duas dentadas. Logo, sou enganada. Pensei que ainda ia levar para casa umas fatias pró jantar que hoje tenho lá os vizinhos de cima a ver o futebol porque os convidei para ver o meu Sporting e se a malta não ganha outra vez eles fazem outra vez tanto barulho tanto barulho lá em cima que prefiro tê-los cá em baixo. Assim, fatias, viste-las. Vai ser lindo, só lá tenho metade de uma gelatina de morango que abri ontem. Enfim, por aí logo se vê. E em segundo lugar, sou enganada porque não vi arroz nenhum, só farinha e ovos e quando perguntei ao empregado pelo arroz ainda tive de me conter e bem para não lhe dar uma lamparina quando o fulano tem o desplante de me perguntar "Qual arroz?". "Isto não é um bolo de arroz?", disse eu. "É", disse ele. "E onde está o arroz?", disse eu. "Pois, o arroz não está". "Ah, não? Então porque lhe chamam bolo de arroz?". "Pois isso não sei". " E porque não lhe põem arroz, hein?". "Pois isso não sei", repetiu ele. "Então o que é que você sabe, homem?". " Pois isso não sei. Só sei que já deu uma dentada nesse e tem de pagar", disse ele. Olhem, deu-se-me cá um esgananço que nem queiram saber!! E disse-lhe:"Como é que você sabe que fui eu que dei a dentada, hein??". E ele: "Pois isso não sei".
Vim-me embora. Bolo de arroz, hein? Anda meio mundo a enganar o outro, é o que é.

sábado, 10 de novembro de 2012

Portuguese mesmo nightmares-22

Bem...eu nem sei como é que isto ainda não deu batatada da grossa. Não sei não. Tem sido uma sorte! Daquelas sortes que são mesmo sortes, não são cunhas como a que meti há pouco para pagar o café a sessenta cêntimos porque o café era a sessenta cêntimos e eu só tinha sessenta cêntimos e lá consegui com jeitinho que me deixassem pagar só sessenta cêntimos senão estava lixada e tinha de pedir só meia chávena e depois não perdia sono nemhum; nem são falcatruas como as que se fazem para aí e que depois dizem não sei quê, é legal, é normal, não vale a pena a gente chatear-se por tão pouco. Não, não é dessas sortes. É assim: então uma pessoa chega ao café e diz "Queria um queque, se faz favor!" e não leva troco? Quer dizer, não é troco troco, carcanhol, tlim-tlim, é antes uma resposta torta ou um revirar de olhos ou um "enfim, esta tem a mania" ou "Um queque? Não temos. Só temos saloios. Quer?". Olhem que realmente! O outro dia até a minha amiga Fedúncia que estava comigo no café quando pedi um queque se virou para mim com ar apalermado (não admira, ela já é palerma desde pequena) e me questionou, vejam só, me questionou sobre a necessidade de pedir um queque, que não via a diferença, nem no sabor nem na forma nem no trato. "Lá estás tu", disse eu, " E estou", disse ela. "Olha vê lá a grande coisa", disse eu. "E vejo" disse ela. E aí, para além de me vir outra vez com o palavreado do costume, que a minha Mãe não me educou assim, que não era nada dada a queques, só gente fina desmanienta, etc,etc, aí é que ela concluiu com algo que até se me fez parar a digestão do café que o bolo ainda o estava a meter na boca e até deitei logo fora e sujei a mesa toda e mais uns senhores que iam a passar já para não falar do bocado que entrou para o olho da minha amiga Fedúncia que até lhe arrancou as pestanas postiças que ainda ontem tinha comprado na feira com desconto! Então não é que me perguntou "Já viste se um estrangeiro qualquer se engana e pede o queque no feminino, que eu nem te digo qual é que até se me coram as faces??". Bem. Aí, sim, aí dei algum valor à Fedúncia.  Ela afinal pensa. E diz coisas acertadas. Passa a ser uma grande Fedúncia. E eu nunca mais peço um queque, livra! Pastel de nata é mais seguro. Não há cá pastela de nato, nem coisa que o valha. É aquilo e pronto. Que grande mulher, eu sempre disse que ela ia longe. Também assim tão longe.....não, pode ser só até Sete Rios.

A feijoada

O grande problema com a vinda da senhora Merquele vai ser a comida ao almoço. Ai vai, vai. Eu soube de fonte fidedigna, ou seja, o cozinheiro, que coitado ainda pediu baixa para esse dia alegando dores nos rins e palpitações e uma grande infecção urinária mas não lha deram porque já devia ter pedido antes e agora já não tinham mais ninguém porque já todos estavam de baixa e só tinham auxiliares de limpeza que não iam servir para nada porque ninguém ia emporcalhar nada porque não havia ninguém para cozinhar ou pelo menos empratar nem que fosse um hamburguer mas não iam agora servir um hamburguer porque era chato ainda podiam confundir com alguma cidade alemã e dizerem que estavam a gozar e arranjar para aí algum incidente diplomático o que era chato já bastam os incidentes que incidem nas questões referentes ao tlim-tlim. Adiante. O homem vai mesmo ter de cozinhar. Então não é que o triste se lembrou de fazer feijoada? Ui! Tem havido para lá discussões que nem queiram saber! Até a Joana Pamplona, a minha prima que anda lá pelos corredores a limpar vidros só para ver se consegue ouvir alguma coisa para vender aos jornais que a reforma dela são cinco euros e nem pró tabaco dá , não teve dificuldade nenhuma em pôr-se a par dos acontecimentos porque ouviam-se bem os berros e até ia levando com um tacho em cima que ninguém lhe mandou espreitar na porta dos acontecimentos. E porquê tanta algazarra, perguntarão vocês? Feijoada é bem bom e é bem português! Ah pois é! O problema é que a senhora almoça e não vai logo embora para donde veio. Não. Ainda cá fica umas horitas depois disso. Agora vocês estão a ver: a feijoada provoca certas...certas coisas sonoras um pouco embaraçosas, às vezes até acompanhadas de certa outra coisa que pode muito bem ser difícil de suportar e ,com a crise, nem sequer há dinheiro para molas pró nariz ou ambientador pró ar. Está tudo caro. A única hipótese é arranjar uns leques e também pôr uma musica de fundo, para ver se a coisa passa despercebida. Parece simples, mas não é! Então e os outros? Também comeram feijoada, bolas! Já viram o concerto? E não há ambientador que chegue! Por outro lado, tudo isto pode ser mal interpretado. Ah, não pensaram nisso, não é? Andam distraídos, pois pois...E se ela interpreta isto - sim, que ela é uma grande interpretadora, daquelas mesmo interpretadoras, doras - se pensa que isto acontece todos os dias no nosso país? Porquê, perguntem-me, qual é o mal? è que vai pensar que afinal a malta ainda tem que comer, também não está assim tão mal. Queriam o quê? Arrotar a postas de pescada? Isso é lá pró norte, aqui não há mar nem rios nem praias! E tem de se proteger a agricultura, no feijão e nos pepinos e nas maçãs e na carne de porco é que está o futuro. As vacas que foram gordas, olhem, morreram todas de enfarte do memorandocárdio! ainda não há antídoto. Só bofatadas, mas nem isso as reanimou.
Portanto, vocês preparem-se. Se virem tudo a falar muito alto e a coçar desmesuradamente o nariz, já sabem que a feijoada se manteve no menu. Tenho a impressão que a visita vai demorar menos.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Portuguese nightmares-21

Esta ouvi na televisão. Uma senhora queixava-se de lhe terem impingido um determinado canal por cabo e que não conseguia ver nada de jeito. Quando reclamou, pediram-lhe que esperasse, que estavam a resolver o problema. E diz ela " pois, e entretanto eu que grame a pastilha". Aí, as minhas orelhas, que estavam naturalmente sossegadas e quietas, pumba, esticaram-se todas, tipo cão quando vê um osso! Não viram osso porque eu sei bem que as orelhas não vêem, sou burrita mas não tanto, mas ouviram mais um mimo da nossa língua de Camões ( ainda hei-de debater este assunto porque cheira-me que o Camões não teve nada a ver com isto, embora...humm...zarolho, até talvez tenha). Vejam só. Até na língua somos pobrezitos. Que fatalidade, ó gente! Porque é que dizemos "gramar"? Gramar vem de grama, puxa, é pouco. Porque não se diz tenho que "metrar" ou "quilometrar" a pastilha? Oh povo desventurado, livra! E depois o que é essa da pastilha? É pastilha elástica? Mais uma: ainda deve ser das coisitas mais baratas que se compram! Porque é que não se diz antes quilometrar " o leitão" ou o "caviar" ou a "lagosta"? Assim uma  coisa em grande, daquelas que a gente ainda ia comendo antes das troicas e das pêpês e dos emeefeis e do raio que os parta. É ou não é triste? Está bem que daqui a pouco, pastilhas só à grama. "Olhe faça-me um favor, queria 2 gramas de pastilha elástica, sem sabor e sem elástico, pode ser até já mastigada, se ainda estiver mole". Bem, se é por causa disso, está bem. Assim sempre nos vamos habituando à penúria e a pedir tudo ao grama e ao mililitro ou ao milímetro ou menos.( olhe lá, tem colheres de leite, não é colheres de leite, é colheres com leite, tem?). Ah, se é por isso acho bem. O povo tem de ser educado. Ou seja, tem de gramar mesmo mesmo a pastilha em vez de os mandar todos......ir ver o Bond, James Bond.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Pedido urgente

Relvas, filho, vamos cá ter uma conversa séria. Então é assim: Vai-te embora. Pisga-te. Foge. Emigra. Vai de férias. Vai de Erasmus. Vai de vela. Vai de quarentena. Vai de carro. Vai a pé. Vai à boleia. Vai de motorista, Vai por mar. Vai por terra. Vai pelo ar. Vai a Marte. Vai a Cáceres. Vai ao Japão. Vai só. Vai acompanhado. Vai agasalhado. Vai ao frio. Vai à chuva. Vai ao sol. MAS vai, pelas santas almas! Eu até tenho pesadelos, a sério! Durmo muita mal por causa de ti, acredita, pá. E já me levanto com tremuras, pânico mesmo! Até já fui à bruxa, mas ela sumiu logo assim que falei em ti . Disse "Não, outra vez, não!". E viste-la. Isto não pode ser. Ainda o outro dia ia magoando e bem  o joanete  porque  me sentei ao computador, abri os meus mailitos e dou de caras contigo, dei cá um salto que até torci o pé e parti um salto do sapato. Hoje foi uma unha. E logo a que uso para coçar a orelha que às vezes tenho cera, sabes? Abri o Face e não é que vi o teu - peço desculpa, sim? - o teu rabo! Rabo mesmo! Meu Deus! Até no Face! É que não me livro de ti. Até parece paixão sulapada. Mas não é, juro-te. E então resolvi que isto tem de acabar. Mas como?, pensei eu. Pensei, pensei e só vejo uma maneira. É que me digas tu o que queres para sair dos meus mails, do meu Face, da minha TV, do meu rádio, dos meus jornais, das minhas revistas. Pede qualquer coisinha. Queres uma canção tipo "Ó Relvas, Ó Relvas, Badajoz à vista? Eu faço. E podes lá ficar em Badajoz, é muito quente no verão e tens boas praias. Quer dizer, praias não. Mas tens praias pertinho, na Córsega ou na Tunísia, chegas lá num instante e até podes lá ficar, se quiseres. Também posso pedir ao Romney que te dê lá emprego nos States porque o homem agora deve ter ficado sózinho e precisa de quem o console. E até podes lá ficar, se quiseres. E também posso pedir à minha afilhada Límelina que vive na Conchinchina e que é modista que te deixe ir para lá coser uns fatos, pôr uns alfinetes, sei lá. E até podes lá ficar, se quiseres. Pronto. Acho que já viste que não estou a ser mázinha. Não te mando assim embora sem um ganha-pão. Mas, se quiseres, propõe tu. Seja o que fôr, eu aceito.

Reclamação

- Bom dia! Olhe eu falei ontem consigo por causa duma marcação em frente à Assembleia, lembra-se?"
-" Não. São tantos a ligar! Como é o seu nome?"
-" Abreu Que-Vida-A-Minha."
-" Ah, já me lembro.(não lembro nada mas faz de conta) Diga, diga."
-" É que fiz o que me disse e mandaram-me dar uma volta, quer dizer, mandaram-me a outro sítio que não digo. Ou seja, você enganou-me!"
-" Essa agora. Enganei-o em quê? Mando todos para lá e ainda não tive reclamações! Quer dizer, às tantas até tive mas tenho andado com hemorróidas e não tenho podido sentar o rabo na cadeira a atender o telefone e em pé não posso estar porque não há dinheiro para caloríferos e assim não posso pôr uma manta nas pernas e..."
-" Cale-se porra! Quero lá saber das suas hemorróidas! Quer que lhe diga porque venho reclamar ou não? Tenho mais que fazer!"
-" Diga, diga (não queres saber das hemorróidas, não, meu camelo?)
-" É que eu fui lá à Assembleia e disseram-me que as cunhas ali era só para gente com estatos ou lá o que é. Até me perguntaram se era da família dum Loureiro qualquer ou dum Morais ou dum Dom qualquer coisa! "
-" Então e o senhor Abreu o que disse?"
-" Disse que no grupo só tinha o senhor Aquilínio que era muito conhecido por dar cabritos e nozes no Natal e a Dona Pantomina que era também muito afamada por receber gente à noite e dar bebidas de borla ao povo e outras coisas de borla que agora não me lembro. Mas gente com estatos, portanto, não tinha. Só tinha gente com chafarizes ou com adegas ou dôres de dentes"
-" Oh homem. Você é burro."
- "Burra era a sua tia! Quer-me ajudar ou não??Ainda perco o emprego da marcador de manifestações e depois vivo de quê, hein? "
-" Acalme-se, homem (irra que é mesmo burro!). Eu digo-lhe o que vai fazer, prontos. Vai lá voltar e manda assim uma mentirita ou outra para o ar, tipo, se me meteres a cunha dou-te lugar na Junta, ou numa Direcção de qualquer coisa, ou um apartamento nas Filipinas, sei lá, assim coisas leves para não levantar suspeitas mas interessantes. Percebe?? Hein, percebe? Se eu soubesse até já o tinha mandado também ao Relvas e..."
-" Relvas? Mas quem lhe disse que eu quero relva? Julga que vamos ficar a dormir em Lisboa ou quê? Já temos outra manifestação marcada para o dia seguinte!"
-" Para o Dia Seguinte? Então mas agora também se mete em futebóis e o caraças??"
- " (Segura-te Abreu!) Ó homem. Você não me irrite! Você ..."
-" Credo! Que mau feitio! Prontos. Vá lá então e faça o que eu lhe disse. Resulta sempre."
-" Pois resulta. Ó melhor: ó resultas! Eu só tenho uma vaga há que tempos  para pastor de ovelhas que ninguém quer porque as ovelhas andam só atrás dos carneiros e..."
-" Cale-se!(ai as minhas hemorróidas!). Não percebeu nada! Invente, homem, invente, minta, minta que ninguém nota, bolas!"
- " Está bem. Parece que percebi. Mas olhe que aquela das Filipinas não, que eu tenho uma tia que se chama Filipina e ainda me deserda. Porra!"
-" Prontos. Esqueça as Filipinas. Vá para as Cheicheles".
-" Vá você, olha quésta! Bem. Fiquemos por aqui. Eu depois ligo-lhe"
-"Não, não, não. Não é preciso! Eu vou meter outra vez baixa pelas hemorróidas que com os nervos estou aqui que nem posso!"

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Marcação

- "Bom dia!Queria marcar uma manifestação em frente à Assembleia, se faz favor".
- "Com certeza. Para que dia?"
- "Pode ser dia 31 de Fevereiro?"
- "Desculpe, mas já temos tudo cheio. Pode indicar outro dia?"
- " Talvez......a 30. Pode ser?".
-" Conforme. A que horas quer?"
-" Dava-me jeito entre as 5 e as 6".
-" Azar. Também não pode ser. Já temos uma marcação. Pode ser demanhã? "
-" Quer dizer, demanhã é muito chato. Ainda está tudo a dormir. A não ser que seja lá para o meio-dia".
-" Deixe-me ver...Meio dia? Ainda tenho um espaço. Quantas pessoas são?"
-" Se conseguirmos dois autocarros, à volta de 70-80. Mas não tenho a certeza. Agora estão sempre todos já marcados. Mas prontos, ponha aí um, se lhe der mais jeito".
-"Portanto, cerca de 40 pessoas, não é? Ora deixe-me ver....Está bem. Mas já só pode ser cá atrás. As filas da frente já estão ocupadas".
-" Isso é que não é muito bom, sabe. Somos todos baixitos, depois não se vê nada e nem aparecemos na televisão. Alguns queriam muito aparecer, têm gente a ver, família, sabe?"
-" Mas posso-lhe arranjar uns banquitos, quer? E até lhe arranjo também uns cartazes grandes a dizer "Mãe, estou aqui!" ou " Viva o Benfica" ou "Godinho vai-te embora" ou " Vai-te embora ó melga!". São grandes e de boa qualidade. Resistem ao vento e não se rasgam com garrafas nem nada. Só com fisgas".
-" Olhe que isso era muito bom. Temos muito pouco tempo para fazer cartazes e às vezes sai borrada."
-" Então, pronto. Dia 30 de Fevereiro, meio dia, com bancos e cartazes. Ah, e quer uns aperitivos, umas sandes, pipocas?.."
-" Não é preciso. Levamos grelhador para umas bifanas e um arrozito de tomate já feito. Bebidas também não. Ofereceram-nos água da torneira. Chega bem."
-"Ok. Pronto. Está marcado.Ah, esqueci-me foi de lhe dizer o preço do aluguer do espaço..."
-"Como? Então não é de borla?"
-" De borla? Hoje em dia não há nada de borla, caro senhor".
-" Mau. E quanto é?"
-" Depende. Neste caso, com bancos e tudo, mil euros por pessoa".
-" O quê? Mas está-se a passar? Nem sonhar! Então se a gente vai manifestar-se por não ter dinheiro , vamos pagar como? Você está tolo. Nem pensar!"
-" Eu entendo-o, mas a não ser assim, nada feito. Também nós temos as nossas despesas. Por exemplo, estou aqui a falar com o senhor e estou a gastar papel e lápis para apontar tudo, é ou não é? e quero ir à casa de banho e também já perdi imenso tempo!"
- " Isto é que é uma vida! Porra, tudo se paga! E um descontozito ou uma promoção ou ...olhe podemos pagar em prestações?"
-" Deixe lá ver...Até pode. Paga em 10 anos 100 euros por mês, quer?"
-"O quê???  Dez anos?? Está maluco ou quê? Isso é muito tempo! E para lhe pagarmos esses 100 euros por mês temos de cortar noutras coisas, o que é que julga?"
- " Ai acha muito tempo? Então e a Troika? A gente não vai pagar para aí em 50 anos? Não? E alguém se queixa? É paga e não bufes."
-" Ai bufo, bufo!! Puxa vida. É só pagar, pagar! Então e não podemos refundar isso?"
-" Pode. Quer em 20 anos? "
-" 20 anos! Irra! Quando acabar de pagar já estou reformado, homem! E sem reforma como é que pago? Ou como ou pago. Livra. Pronto. Ande lá. Ponha aí vinte anos. Que gaita!"
-" Já está. Vou-lhe mandar pela Net para ler, imprimir, assinar e enviar por fax. Fica pronto em dois dias"
-" Ai que me vai dar uma coisinha má!!! Jás estou a sentir-me mal. Meio esvaido! Ó sua besta: onde é que eu tenho computador? E faches e impressoras e o caraças?? ÃH? Até estou a ligar do emprego que nem telefone tenho! Kais netes nem meio netes! Chega! Desmarque tudo antes que..."
-" Espere aí homem! Calma. Meta uma cunha, caramba! Já que não pode ser como deve ser, então meta uma cunha. Vai ter sorte de certeza. Há para aí montes de agências! "
-" Hummm, bem, já estou a ver que não há outro remédio. E onde procuro? Nas páginas amarelas?"
- " Não. No site da Assembleia".
-" E lá está ele com palavras caras, livra! Saite? Qual saite? É algum gabinete, tipo loja do cidadão?"
-" Não é, mas também dá. Pode lá ir directamente. E é bem atendido. Já estão habituados".
- " Já viu a perda de tempo? Esteve para aqui a empatar, empatar...já podia ter dito!Ah, valha-me Deus! Pronto, OK, vou lá. Adeusinho."
-" Adeusinho. Agora já não aguento mais. Tenho mesmo que ir à casa de banho. Desculpe sim?"

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Feedback

Isto é de morte... Assim que posso, lá vou eu ver os mails que me enviaram. Há de tudo. Os sérios, os muito sérios, os de rir e os de partir a rir. Há ainda lindíssimas imagens que vejo e revejo, de inimagináveis lugares, profissões, maravilhas da natureza, eu sei lá. Canções lindas. Recordações fantásticas!  Coisas fantásticas. Eu que era, até há bem pouco tempo, muito, mas mesmo muito desconfiada e céptica e velha do Restelo em relação à Net, estou afinal rendida a sua excelência. Pareço parva. Daquelas parvas alarves, tipo, descobri agora a pólvora... Mas..e há sempre um "mas", bolas, dou por mim a dizer "è pá, que giro, vou já encaminhar isto" e pimba, ratito na mão, clico e lá vai. É cá uma sensação que nem queiram saber. Fulana ou fulano vão gostar, vão-se rir ou vão reflectir ou vão dizer como eu "é pá que giro, vou encaminhar" e por aí adiante. Pois. E...e...dizer que gostei?' E dizer que gostei tanto que enviei logo? E dizer, "olha recebi tal e tal e gostei tanto que enviei logo?" E dizer, "olha, faz-me um favor, não me mandes mais desta porcaria que não achei piada nenhuma"? E dizer " obrigada por te teres lembrado de mim"? E dizer " Recebi. é um espectáculo!"? E comentar o que me enviaram? Esta kéta! Ó envias! Penso em tudo aquilo mas não digo. Pelo menos sempre. Já tenho enviado mails a agradecer e a comentar o que me enviaram para que a pessoa não se sinta como eu às vezes. Gostou? Fiz mal em enviar? Foi giro? Apagou logo e mandou-me dar uma volta? Disse "vai-te lixar, não tenho tempo para ler, julgas que não tenho que fazer como tu?". E também tenho quem faça o mesmo que eu. Ah pois tenho. Mas são poucos. E aí fico eu de olho fixo no ecrã, À espera. À espera. O que vale é que espero sentada...
Vou lutar contra isto. Eu, moi je. Prometo.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O fémur

Sempre achei piada ao Sr Ricardo Araújo Pereira. E tem-na. Basta olhar para ele que dá-me logo vontade de rir. Explora a imagem do "tuga" como ninguém. Escreve com piada, com um humor palerma, entre aspas, porque realmente não lembra ao diabo a maioria das coisas de que fala e como fala. Por isso mesmo, não posso aceitar o que diz na entrevista que deu na Visão Júnior. É duma baixeza total. Envergonha-o como pai e como cidadão. A não ser que seja habitual em casa dele alguma das filhas dizer, por exemplo,  "Ó Pai, a professora fez um teste difícil" e a resposta seja "Deixa lá, pode ser que parta uma perna e falte 6 meses". É para rir? Ahahah. Que giro. É nojenta a  mensagem que deixa no final da entrevista para os jovens que lêm aquela revista. Na minha modesta opinião, ñão há um único político, da direita à esquerda e ao centro e para onde quiser, que mereça o que você diz. E sabe uma coisa? Perdeu a razão. Percebe porquê? Pense bem.
Ah, e já agora. Leia o que disse. Alto. Em frente ao espelho.

domingo, 4 de novembro de 2012

Portuguese nightmares-20

 Andaram praí com acordos ortográficos e nhã, nhãs e tira letra e põe traço e escreve grande, escreve pequeno e põe acento tira acento e ninguém se lembrou do pessoal falante que quer lá saber se se escreve côr-de-rosa ou cor de rosa ou corderosa! A malta vai a uma loja e diz que quer uma camisa cõr de rosa e a empregada pergunta "Quer com tracinhos ou sem tracinhos?", pergunta?  Ou a gente diz : Olhe, faz-me o favor, queria um bolo para o baptizado do meu filho sem "p". Diz? Aliás, o sem "p" é um bocadinho...um bocadinho arriscado! E os objectos? Bem, ao menos aí até foram a modos que videntes, porque lhe tiraram o "c"  e realmente os objectos comprantes estão cada vez mais difíceis de comprar porque nos falta mas é o cacau. Encurtaram. Mas, por exemplo, já fizeram mal em tirar o "c" de "direcção". Aqui as direcções não encolheram, estão na mesminha.
Mas esqueceram-se de várias expressões que deviam ter feito parte desse "acordo". Dizer "Não dá uma para a caixa" é a coisa mais natural deste mundo. Ou dás! Quem é que dá alguma coisa hoje em dia, hein? E se se referiam à Caixa, pior um pouco, a gente sabe lá a quem dá? E se lá fica? É do Estado, é nosso? Está bem, abelha. Já começo a duvidar de tudo! Deviam ter mudado a expressão para "Não dá uma pró pacote". Do orçamento, dos pacs e afins, claro. Embora também não fizesse grande diferença. Já não temos grande coisa a dar, diria mesmo que já quase só sobram as cuecas. Topless já se fazia, prontos, mas andar de rabo ao léu também será demais!

sábado, 3 de novembro de 2012

Adaptações foleiras

 Já toda a gente percebeu que sou meio marada. Até eu. Mas agora pergunto-me assim: és a única,pá? Não, não sou. Ah, bem. Mas ao menos reconheço. Paciência. Podia ser pior. Podia ser uma marada com tiques de tia. Pois podia. Há tantas. Ui. é o que há mais! Por exemplo: vocês já viram o Top Chef na Sic Mulher? Não? Então, se gostam de comida ou de programas de culinária, vejam. Está bem feito, o júri é duro, mas educado, justo, engraçado, sem manias. Sem tiisses. Criticam construtivamente. E cada um tem o seu pratinho para provar. Grande coisa, dirão vocês. pois, realmente provarem todos do mesmo prato era um bocado mau. Era. Mas é aqui que entra o nosso Top Chef, na 1. Então não é que provam todos do mesmo prato?? Ali andam as colheres ou os garfos à bulha por um bocadito de comida, tipo deixa-me provar um bocadito senão acaba, chega-te para aí que esta almôndega é minha, dá cá a asa do frango, querem ver que só fico com a espinha do peixe? Bem, é de riso. Somos mesmo filhos do valha-me Deus. Mas não chega. Estão ali os três em pé, braços cruzados, olhar de mauzão, de "que porcaria é que trazes aí?", julgas que és melhor do que eu ou quê?. E as apreciações? De morte. "não percebes nada de arranjar peixe", "isto está intragável", "isto não é nada". E isto realmente não é nada, há pior. E a apresentadora? Será que viu o outro programa? Será que viu o à vontade, a graciosidade daquela fulana? A pobre está para ali numa pose de teatro de escola que até mete nervos. Porque será que quando copiamos alguma coisa - e acho bem que se tirem ideias - tornamos tudo muito sério, muito monótono, muito achincalhante, ou seja, não sabemos copiar de jeito? Eu até tremo só de pensar que algum dia fazem um Hell´s Kitchen! Se o Ramsey passa a vida nos "f.." isto e "f..." aquilo, mas é um prazer vê-lo, eu nem quero imaginar como seria cá! Devia meter pancada e tudo. Já o Master Chef foi uma desgraça completa também. Custa copiar, custa? Mas copiar mesmo. Deixem-se de adaptações foleiras.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Portuguese nightmares-19

Bem feita! Quem é que vos mandou vir ver mais um dos meus Portuguese Nightmares? Quem foi? Não fui eu, pois não? Então agora aguentem. Até porque esta é de morte! É de uma maldade vesga, vesga,  e só vou falar dela porque ainda se me arrebenta aqui dentro qualquer coisa se não desabafo! É coisa que se diga "Não batas mais no ceguinho, já chega!"? Mas o que é isto? Estamos onde? Na Cochinchina?(não sei onde fica mas que tem um nome giro, tem). Para já, não se deve bater em ninguém. A não ser que mereça. Ou que esteja a pedi-las. Ou que, por assim dizer, nos obrigue a isso. Ou que...ou que nada. Não se deve bater e pronto. Mas num cego??? Vocês imaginam um triste dum forasteiro a ouvir isto? Ena, pá! Que gente esta! Se batem assim num cego, imagina nos outros! Não, isto é uma indecente indecência. Que língua! A dona Merquele, que deve estar a estudar umas frasezitas em português para dizer cá quando nos vier visitar, deve ficar de olhos em bico se a ouvir. Nesse aspecto até é bom. Pode ser que desista. Não é cega, mas tenho a impressão que não arrisca e passa a noite acordada.
É melhor, filha, que a gente não anda a ver muito bem.

Ora bolas

Ontem nem escrevi nada aqui para ver se se esqueciam que existo! Estava tão envergonhada! Passei o dia macabúnzia, atrás dos cortinados da sala e até saí disfarçada à rua, com orelhas de burro e tudo. A sério! E nem mexi no computador. Nem uma teclita, nada. Eu não tenho culpa se as minhas fontes são, afinal, uma porcaria, uma gaita das grandes. Eu julguei que realmente a malta da casa-mãe se tinha disposto a diminuir o número de deputados, julguei mesmo, bolas! Estava tão emocionada, tão fora de mim, tão agradecida! Afinal era peta. Ah, mas isto não fica assim! Vou continuar a encaminhar os mails que me enviam sobre este assunto, as imagens das bancadas quase vazias, os bocejos e cabeças-tem-te-não-caias, as mordomias indecentes, tudo, tudo. Pode ser que lá chegue algum e acordem. Todos, claro. Já agora dava jeito.