Por acaso a palavra bagão até dá jeito. Rima com tanta coisa! Rima com trambolhão, parvalhão, traição, algodão, aldrabão, camarão, etc, etc. Por isso, foi bom regressar à ribalta. Fazem-se lindos versos para colocar na capa da história do gato Félix. História recente, embora esquecida. Como acontece cada vez com mais frequência. Eu ia até recordá-la, embevecida, mas fiquei preocupada porque não sei se estou à altura de sua excelência. O gato, claro. É que isto de usar palavras "caras" dá trabalho, caramba! Ou pensam que "septicémia" sai assim dum dia para o outro? Não, não. É fruto de muita cogitação, muito trabalho neurónico, muita pesquisa googliana! É mesmo daquelas que demonstram a enorme preocupação que o gato tem em falar para o comum dos mortais, aqueles que tão arduamente defende, sabem? Faz-me lembrar o " esternocleidomastóideu"do filme do Vasco Santana. Diziam as Titis: "Ele até sabe o que é o esternocleidomastóideu!". Lembram-se? Já viram povo a dizer "Ena pá, ele até sabe o que é septicémia!". Uma pessoa assim é doutora, bolas! Que espanto! Que elevação!
Mas calma aí. E septicémia espalha-se num instante a partir de uma infecção já existente, não é? Ah, pois é. E eu nem quero pensar onde começou a dita infecção!! O que vale é que o gato esteve de quarentena uns tempos. Ninguém se chegava ao pé dele nem nada. Tadito. Mas aqui há pouco tempo voltou a aparecer. E ficou tudo contente: ele é abraços, ele é entrevistas, ele é "porreiro, pá"(onde é que eu já ouvi isto??), ele é citações constantes da sua ínclita experiência. Já ninguém se lembra da infecção, claro. O problema é que, entretanto, o gato pegou a doença à sua volta e, maior problema ainda, é que estão todos a regressar da quarentena. E voltaram remoçados, cheios de energia, cheios de fome ( não comeram pãozinho de poder durante uns tempos), cheios de ideias, assim, idiotas mesmo, estão a ver?
É o que eu digo. A memória curta é o que está a dar.
Mas calma aí. E septicémia espalha-se num instante a partir de uma infecção já existente, não é? Ah, pois é. E eu nem quero pensar onde começou a dita infecção!! O que vale é que o gato esteve de quarentena uns tempos. Ninguém se chegava ao pé dele nem nada. Tadito. Mas aqui há pouco tempo voltou a aparecer. E ficou tudo contente: ele é abraços, ele é entrevistas, ele é "porreiro, pá"(onde é que eu já ouvi isto??), ele é citações constantes da sua ínclita experiência. Já ninguém se lembra da infecção, claro. O problema é que, entretanto, o gato pegou a doença à sua volta e, maior problema ainda, é que estão todos a regressar da quarentena. E voltaram remoçados, cheios de energia, cheios de fome ( não comeram pãozinho de poder durante uns tempos), cheios de ideias, assim, idiotas mesmo, estão a ver?
É o que eu digo. A memória curta é o que está a dar.
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