sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Tipos de e-mails

Hoje vou falar de mails. Ou melhor, de e-mails. Acho que os e-mails merecem que sejam tratados porque começam com um "e" e nunca ninguém lhes deu atenção nenhuma. Se começassem com um "m" às tantas já não tinham escapado a uma investigação apurada. Mas também quem ia ligar a um mi-mail? Ninguém. Até porque depois a malta vinha logo dizer "tens a mania, porque é que não há-de ser um hi-mail ou um shi-mail ou um wi-mail?". Lá isso é verdade. Mas também é verdade que eu não vou falar de e-mails assim por dá cá aquela palha. Não. Eu vou falar de vários tipos de e-mails Por exemplo, há os mails hipertensos. É isso mesmo. Hipertensos. São diferentes da espécie "vulgaris" porque provocam hipertensão. Pelo menos a mim provocam. E depois também temos os e-mails "sarnis". São os que provocam comichão, sobretudo na cabeça. Depois temos os mails hipotensos. São os que a malta lê e fica logo tão abananada que perde a consciência por momentos e tem que se esbofetear e tudo para voltar a este mundo. Finalmente há os mails "corruptus". São uma espécie muito chata porque uma pessoa fica sempre na dúvida de se deixar corromper ou não. Aqueles "Ses" matam-me. E moem-me. E amofinam-me. Às vezes lá olho para o lado, escondo o teclado não vá o diabo tecê-las e pumba, não me corrompi. Mas às vezes corrompo-me. Enfim. Fraquezas. Portanto, quanto a tipos de mails, estamos falados. E porque é que eu fiz este apurado estudo, perguntarão? Pois é fácil. É que ontem hiperventilei e fiquei chateada. Uma pessoa não pode agora hiperventilar porque leu um mail hipertenso, é descabido, tem de lutar contra isso, nem que seja com uma murraça no ecrã ou um roer de unhas ou um palavrão qualquer. Ora foi o que eu fiz ontem. As três coisas ao mesmo tempo e mesmo assim hiperventilei. Aliás, ainda estou hiperventilada. Ou melhor passei dum estado inicial de hipo para hiper num instante, detendo-me um bocadito num outro estado que se chama de "estupefactus". Ora isto faz-me mal. E até liguei para um psicólogo amigo que teve o desplante de me aconselhar a enfrentar o problema. "Você só acalma e não hiperventila mais se olhar de frente o mail hipertenso outra vez. Até o pode imprimir e pendurar num local visível para ultrapassar essa coisa. Vai ver que passa!". O tanas é que passa. Já li hoje outra vez o mail hipertenso sobre as mordomias na assembleia da república e não me passou coisa nenhuma! Mais, cada vez que leio o bocadito, a linhita, sobre os subsídios, pumba, hiperventilo. Por isso, um aviso. Não leiam este mail hipertenso se o receberem. Tá?

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