Ora aí está uma coisa que me preocupa. Fartei-me de andar à procura dum bilhar grande e não encontrei. Fui a casas especializadas e tudo! Juro-vos! E agora como é que eu "vou dar uma volta ao bilhar grande?". Vou perguntar. "Olhe, faz favor! Há por aqui mesas de bilhar?". "Há sim". " E tem mesas grandes?". "Não, são todas iguais, todas têm o mesmo tamanho". " Mas eu queria uma grande, para poder dar uma volta!". " Pois, pois. Olhe, e se fosse bugiar?". E eu: " Bugiar? Ah vou com certeza! Há lá bilhares grandes?". E disse o fulano: "Livra, sabe uma coisa? Vá plantar batatas!". Não gostei. Mas não gostei mesmo. Está uma pessoa assim com dúvidas acutilantes e mandam-nos plantar batatas. Ainda se me tivesse dito " Olhe, deixe lá o bilhar grande e vá antes dar uma volta a um parque grande ou a Badajoz ou a Cacilhas". Pronto. Aí até que pensava duas vezes. Assim, não. Nem me ajudou e ainda me deixou angustiada. Realmente se fosse plantar batatas, ajudava a economia do país, mas tenho a coluna num oito e não posso andar ali no baixa, planta, baixa, planta. E disse-lhe " Porque não vai você? Fazia-lhe bem .Tem cara de fome!". E não é que o fulano me disse "para baixar a bolinha"?? Ele há cada gente indiscutivelmente maluca. Qual bolinha? Eu nem o bilhar encontro, bolas! E não vou agora baixar uma bola, vou? Quando muito, bato, pontapeio, cabeceio, atiro, uma bola. Baixar bolas só no futebol, eles é que andam muitas vezes a olhar pró ar a ver se apanham a bola que um tolo qualquer mandou para o ar em vez de a levar para casa e acabava-se a brincadeira. Conclusão. Não me fiquei. " Olhe, baixe você, seu artolas" . Não sei lá muito bem o que é artolas, mas estavamos a falar em bolas, portanto "tólas" devia estar adequado. Mas não estava. E não gostei nada nada do que ouvi, nada!. E é que eu, tadita, só lhe disse " Sabe uma coisa! Vou perguntar a outra pessoa!". E vejam o que o fulano me disse: "Então vá. Acertou na mosca! É que também já não estava para a aturar!". Ia caindo dos saltos, perdão, dos peep-toes. O homem é doido. Doido varrido mesmo. Agora diz que eu acertei na mosca! Primeiro não havia mosca nenhuma, juro, nenhuma! Segundo, como é que eu matava a mosca, como? À mão? Ficava com a mão suja e posso apanhar bactérias e virus e tal. Com spray? o meu sprayzinho de perfume? Nem pensar. Podia ser uma mosca muito máscula e não gostar. E sempre disse que não faço mal a uma mosca! Ou seja, vou ver se encontro mas é a pessoa que me mandou dar a volta ao bilhar grande e pedir-lhe que mude para outra coisa, que eu entenda. Ele que puxe pela cabeça, ora essa. (ai credo! Também não é preciso tanto!).
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