Ísto é que é uma fixação pela água! Puxa vida, já viram que andamos a "meter água" há que séculos! E continuamos a meter, o que é um bocado chato porque com as chuvas que têm caído, daqui a pouco não há pedacinho de terra que sobre, livra! Agora, dizerem-me "Olha que já estás a meter água" é que já não acho graça nenhuma. Nenhuminha. Para já onde é que eu metia água? Ok. Pela boca. A beber. E mais, mais, vá, digam lá. Por onde? Pelos ouvidos, pelo nariz? E depois? Saía por onde? Por "ali"? Está bem. Mas não dava vazão de certeza e nao tenho mais buraquinho nenhum por onde ela saia, juro, e não tenciono andar praí a fazer furos, senão depois pareço um repuxo. Ora esta! E também "não trago água no bico", não tenho bico, ou tenho? Embora já comece a duvidar porque ontem ouvi "Cala o bico!" e fartei-me de dar voltas à cabeça a ver se se me lembrava de ter ou ter tido algum papagaio ou piriquito em casa, mas não me lembro de nada e por isso também não calei bico nenhum. Ainda pensei no bico do fogão, mas até ver os fogões não falam e ainda bem porque às tantas ainda se revoltavam de estarmos a pôr tachos em cima deles e os tachos têm uma conotação um bocado duvidosa, ninguém os quer, não vá o diabo tecê-las, mas como o diabo anda um bocado à solta ultimamente também não vale a pena ser esquisito e a gente continua a usar tachos e os bicos do fogão até que perceberam que só assim se faz farinha, ou melhor, comida ,ou melhor, tlim-tlim. Pois.
E também que raio de coisa é essa de me dizerem que "estou a tentar levar a água ao meu moinho?", hein? Mas eu tenho algum moinho, por acaso? Não tenho. E se tivesse também ninguém tinha nada a ver com isso, podia ter necessidade de ter um moinho para quando quisesse moer o juizo a alguém, sempre tinha um sítio apropriado para o moer, não andava aí a pôr os juízos numa batedeira qualquer. Mas o que me incomoda ainda mais, assim um incomodar mesmo incomodativo, é ouvir dizer que fulano ou beltrano se "afogou em pouca água!". Olhem quisto. É mesmo chamar burro a alguém. Se a água era pouca bastava não ter enfiado a tola lá, ou pôr uma mola no nariz e fechar a boca, era ou não era? Mas também, um país onde se põem "as barbas de molho".., valha-me Deus.. De manhã acorda-se e diz-se "Hoje vou sem barba, vou pô-la de molho" . Em água? Em leite? Em cerveja? E para quê? O bacalhau depois de demolhado fica bom para comer, está bem, mas as barbas? Ficam boas para quê? Hein? Para comer não, puxa, ainda não chegámos a esse ponto! Então só se fôr para as pôr no lixo, devem ficar com um cheirete que só vos digo! Mas vai valia deitá-las logo pró lixo. Mas aqui temos outro problema. Cadê o caixote para barbas?`Há para o papel, o vidro, as pilhas...mas há algum para barbas há? Não há. Ou seja, mais poluição ambiental. Só asneiras, Afonso, só asneiras!
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