sábado, 23 de fevereiro de 2013

Irrita-me

Escolhi realmente o nome certo para este "blog". estou a ficar cada vez mais rabugenta.
Irrita-me o meu Sporting. Creio que a única solução é cortar nos ordenados àquela malta toda. Ou ganham, ou ....não ganham. E duma vez por todas ponham lá um presidente com eles no sítio, porque o crime compensa! Cada vez mais!
Irrita-me o uso e abuso da canção de Abril. Nem escrevo o nome. A banalidade mata qualquer coisa importante. E a maioria dos fedelhos que a cantam estão de barriga cheia. Faz-me lembrar os hippies. Não queria era recordar os tempos em que não podiamos falar e nem era preciso cantarem nada. Eu vivi esse tempo. É isso que querem? Democracia uma ova.
Irrita-me o tempo de antena dado ao menino de côro. Irrita-me a falta de memória das pessoas. De tal modo que vou começar a apontar o que dizem agora para me rir depois. A bom rir.
Irrita-me que digam "Que se lixe a Troika" e não me digam claramente como é que eu vou continuar a receber a minha reforma se os mandarem embora. Realmente preferia não os ter cá, mas alguém assinou um acordo com eles. Quem foram? Porquê? Memória curta.
Irrita-me que Victor Gaspar ainda não tenha percebido que é preciso mudar de discurso, ser mais humano, menos números e mais pessoas. Muda, homem!
Irrita-me que ninguém toque nos senhores jornalistas de papo cheio. Há tantos.
Irrita-me não saber quanto ganha e quantas aulas dá o senhor professor do ISEG que vai à televisão cascar no governo. Virá de taxi? 
Irrita-me saber o número de contribuinte do Passos Coelho porque tremo só de pensar que podem descobrir o meu.
Irrita-me contar carneiros para adormecer. Tantos.
Irrita-me que os meus netos cresçam num mundo de hipócritas, desonestos, mentirosos e fanfarrões.
Irrita-me a riqueza escondida dos arautos da mudança.
Irrita-me a falta de respeito por tudo e por todos. Hoje eu, amanhã tu. As pessoas esquecem.
Irrita-me ter de me irritar. Espero que dure pouco tempo. Prefiro mudar para o verbo "gozar". Não tarda.

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