Há inteligências e há inteligências. A minha é fora do normal. É uma inteligència que está à beira da excelência, não digo mesmo mesmo na excelência, mas à beira. Até me assusto. Credo! Sendo certo que hoje tive mais uma ideia também perto da genialidade, bem perto, pertíssimo, pouco falta para ser genial. Eu conto. Foi por causa da chuva. Chuva a potes. Já não a posso ver nem ouvir. Assim tipo Relvas e tipo "Qual é a pressa?". E então lembrei-me dos tristes que devem estar com o nariz colado à janela e o ouvido colado ao rádio a ver se amanhã, pelas santas almas, não chove. É que está uma pessoa ali a treinar os sambas e a fazer carros e bonecos e fatos e tudo para depois só poder sair de casa com mantas e um calorífero no rabo. É injusto. Já basta o Brasil se adiantar no calendário e já estar no verão e toda a gente poder andar com as partes que lhe apetecer à mostra e nós ainda temos de aguentar com o inverno e com a chuva e com um frio do caraças. São demasiados "coms", não acham? Também. Por isso deu-se-me aqui um tlique ou um clique ou lá o que é e lembrei-me que se podia combinar que toda a gente ficava em casa a gozar o carnaval que entretanto era organizado na assembleia, com máscaras e serpentinas e tudo. Havia variadíssimas vantagens. Primeiro e segundo, como toda a gente ficava em casa, não havia cá tolerâncias de ponto para uns e outros não. Vais para casa e pronto. Mas não quero ir aturar a mulher! Aturas, sim, tens de ter tolerância, ora essa. Portantos..não havia cá desigualdades, tudo para casa e acabou. Terceiro e quarto, não se gastava dinheiro quase nenhum a organizar a festa. Para já, a festa já está montada há muito tempo, não são cá precisos ensaios, nem nada. Olha, agora dança tu. Agora danço eu. Toda a gente sabe já de cor as marcações no recinto. E depois, máscaras para quê? Não é preciso. A malta ri-se na mesma. Podiam era fazer uns combóios com uns atrás dos outros, cantar umas cançoeszitas tipo "Mamã eu quero mamar" ( também sabem a letra de cor), deitar serpentinas, bombinhas de mau cheiro, sei lá, coisas novas, originais. Portanto, como viram, era um poupanço do caramba. E sempre eram úteis à malta, ao menos um dia por ano. E a malta ficava em casa, no quentinho, sem chuva, lanchito partilhado, ...Não era genial?
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