domingo, 10 de março de 2013

Hello! Is anybody there?

Esta história do mundo virtual é uma grande história! Qualquer páginazita que eu consulte, pumba, lá está um anúncio, ou um convite, ou um evento, ou um rabo, ou uma dentadura, ou um carralhão, ou uma mota, ou uma loja, ou uma porcaria duma fulana com oitenta anos que, rais a partam, parece mais nova do que eu, ou um fulano a picar-me o olho, ou um restaurante, ou um telemóvel que já ganhei não sei como, ou uma maneira de perder trinta quilos sem morrer,.. eu sei lá! É que até chateia! É certo que já acabaram com as moscas e as baratas no Facebook, mas continuo a dividir a minha página com pessoas que não conheço e não convidei e a ganhar prémios comó caraças! Livra, ao menos podiam pedir-me "Dá-me licença que faça parte da sua página? É só um bocadito", mas não pedem, entram por ali adentro e eu que os aguente. Mas enfim, já sabia que era assim, não ganho nada em barafustar. Agora, quando vou ao Google consultar uma triste de uma página, um simples dicionário, por exemplo, apanhar com a publicidade das novelas da Sic ou da TVI já é obra! Estão por todo o lado, parecem uma praga!
 Mas há outra coisa que me incomoda neste mundo virtual. Sabem qual é? Precisamente o facto de ser virtual. E refiro-me a mails, a faces e a blogues. A certa altura sinto um frio no estômago quando vejo pessoas a pedirem que náo lhes mandem mais pedidos ou fotos ou convites ou publicações disto e daquilo e aí sim, penso para mim: o que será que as pessoas pensam quando abrem o mail ou o Face? Já pensaram nisso? Até porque da maioria se recebe o silêncio por resposta e uma pessoa fica sempre na dúvida se nos mandaram dar uma volta ou se acharam piada ou se gostaram, apoiam, concordam, rejeitam, aceitam...Olhem que realmente este mundo virtual é muito estranho1 Muito virtual mesmo! Tão virtual como eu estar para aqui a escrever estas baboseiras e ficar sem saber se são baboseiras ou não. Claro que quem escreve num jornal, por exemplo, já está habituado a não ter feedback, já não reclama, entre aspas. Mas eu não estava habituada e ainda não consegui engolir direito este face-to-face virtual. No fundo, no fundo, até acho piada. Antigamente escreviam-se cartas e também náo viamos a cara das pessoas quando a recebiam. E telefone, aqui há uns anos, só o da casa e era um pau. Mas a diferença está em que nos escreviam de volta ou, se não o faziam, nós perguntavamos logo: Então? Recebeste a minha carta? Não respondeste! Que se passa?". Ou telefonavamos.. Hoje não. Admitimos que a pessoa suma. Se evapore. É só carregar no "mouse" e click, que se lixe.
Mas tenho a sensação que isto é coisa de cota. A malta nova com quem lido, desde muito novos que falam para a parede. Mas lidam perfeitamente com isso. Será defeito meu.

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