Isto não se faz, puxa! Ia a dizer "Isto não se faz, porra", mas é feio, por isso digo antes "puxa". Então anda aqui uma pessoa a preparar vários artigos de opinião, com sacrifício muitas vezes da familia e dos amigos, para nada? Cum caramba! Ainda hoje os imprimi e até ensaiei à frente do espelho as pausas, os ais, os toma que já levaste, os Isto é uma vergonha, para nada? Anda aqui uma pessoa a gastar tempo para isto? Ai, não, isto não fica assim, não fica não! Queriam privatizar, privatizavam, olha questa. Não se anda agora aqui a dizer privatizo, sim, para depois dizer não privatizo, não. E agora? Que gaita esta. Como é que eu vou explicar à Fedúncia que já não casco na privatização uma vez que não houve privatização? Ela até já tinha comprado um pífaro e um tambor para ir fazer barulho no mercado logo de manhã. Tinha, pois. E como é que vai ser à noite? Hein? que chatice! Coitados. Olha o pobre do nóia. E o ressabiado-mór? Vai ser lindo. Vai, vai. Ou melhor, olhem que até vai ser mesmo mesmo lindo! Ca raio irão inventar para não ter que dizer que afinal até foi bom? Isto é uma dúvida socrática, disso não tenho dúvida. Cheira-me que hoje ainda vou libertar muita daquela hormona que faz muita bem à saúde que é a hormona do riso. Sendo, assim, até que me calo. Privo-me de dizer mais alguma coisa. Também me privaram da privatização, por isso, tomem.
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