domingo, 16 de dezembro de 2012

400

Estou absolutamente a favor dos 400 carros que a malta das águas tem. Absolutamente a favor. O que é que estão praí já a praguejar? Que coisa! Ora vejam ( se fosse o Mendes dizia já "Concordo, por três coisas fundamentais", mas não vou em modas) : eu concordo por três coisas fundamentais. Primeiro: olhem este gráfico (não vêem? pois não, é virtual! Olhem que vocês! Credo!). Como vêem, tem vindo a decrescer o uso de carros nas águas. Passou-se de 401 em 2011, para 400 em 2012. Isto é significativo. Mostra que as pessoas estão atentas. Segundo: alguém viu os carros? Alguém andou nos carros? Ora olhem este gráfico: coluna da direita - aumentou o uso dos sapatos na classe média, logo, mais solas, logo mais gasto de dinheiro dos contribuintes que por acaso até são eles, mas isso agora não importa; coluna da esquerda - diminuiu o número de peões, logo menos passadeiras, menos tinta, menos semáforos, menos gastos dos dinheiros públicos, certo? É que as coisas não são assim tão lineares, às vezes são meio-lineares, o que faz toda a diferença!.Terceiro: como é que se pode acudir à agua sem ir de carro? Corria-se o risco de chegar depois da água desmaiar ou até falecer, Sim, que a água também falece, às vezes até vai falésia abaixo. E olhem este último gráfico. Este então é espantoso. Estão a ver? Pois. Ah, pois é. Quando escrevemos quatrocentos, está provado que não escrevemos quinhentos. E mais. Quatrocentos e poucos euros é o salário mínimo da nação. Ora vejam aqui no gráfico. Está absolutamente proporcional aos quatrocentos carros. Certo? Um por cada euro. E ainda sobram euros! Portantos, vamos lá a acalmar, malta. Ainda ficamos sem banho. E valha-nos isso, caramba! Levamos cada banho todos os dias!

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