Bem, foi o cabo dos trabalhos acordar aquele fulano! E ainda esteve meio grogue praí uns cinco minutos. Isto até o cão dele, o Pio, me ferroar na perna que até me fez dar um salto de tal ordem que que, não sei como, mas a certa altura estava ao colo do Agapito, que desmaiou outra vez. Não percebo porquê, olha questa, até fiquei ofendida. Nem toda a gente se pode gabar de ter a Lagarta ao colo, o que é que ele julga? Mas pronto, a bem do luxemenu, lá voltei eu aos renhãnhãs, aos belisquinhos nas faces, até o homem se levantar. Mas só arfava e gaguejava, não percebia nadinha. "Ó senhor Agapito, o que é que está praí a dizer?". E ele: "Dona Lagarta, nem pensar levar aquelas perguntas para lá! Primeiro porque toda a gente já sabe as respostas e depois...". "Sabe as respostas? Essa agora! Eu não sei!". "Sabe sabe, se pensar bem, sabe e, além disso, a quem é que eu entregava aquilo?Andava-me por lá o papel de mão em mão que era um assombro!". " Um assombro é você. E ainda vou pôr mais uma!". E o Agapito:"Ai valha-me Deus! Qual é?". E eu: "Quero saber porque é que ninguém fala do senhor Costa ter proibido carros que tenham matrícula antes de 2000 de entrarem na minha Lisboa. Quero...". " Credo, cruzes! Isso então é tabu..". "Tabu? Tá bu está!. ", disse eu. "Dona lagarta, compreenda, o homem chama-se Costa, não é Lopes, senão já tinha sido para aí uma gritaria, aberturas de telejornais e tudo!". "Ah, pronto, se é uma questão de famílias está bem. Numa são gazes, na outra são trapalhadas. Já percebi."E o Agapito: " Pois é. Não convém falar nisso. Então aos jornalistas que por lá andam nem pensar! Ficavam desorientados. ora veja lá se aquela do Marquês não foi abafadinha de todo? Nem que andassem todos às voltas tipo carrinhos de choque das feiras, está quieto, é o Costa, não é o Lopes, neste a gente não pode malhar não vá o homem ir para presidente de qualquer coisa e depois não há jobs para ninguém. ". E eu. "Jobs? Isso não é qualquer coisa ligada às netes? Bem, quero lá saber1 Então o que posso perguntar, afinal, hein?". E aí o Agapito sugeriu: "Olhe, coisas assim sem importância, por exemplo, porque é que ...". " Ah, sim, pois, já estou a ver. Tipo, vocês divertem-se muito a lixar-nos a vida? Já pensaram em viver com 400 euritos e pouco? Já...". Pumba. Desmaiou outra vez. Livra! Agora vai de garrafão de água! Acabaram-se as beliscadelas, não ganhei nada com isso, nem um colito. Ah, já acordou. está a ficar habituado. Ao menos isso. "Dona Lagarta, esqueça as perguntas. Aparecemos por lá e dizemos que ficaram no táxi, pode ser?". E eu: " Pode. Senão desmaia-me outra vez e tenho mais que fazer". E vai o Agapito: " Então, está bem. Vamos na 3ª feira?" E eu: Pode ser 5ª? À 5ª está mais gente!". " Pode ser. Vou marcar com o taxista, esteja descansada!". "Ainda bem, assim tenho mais tempo para ir buscar o meu recibo de vencimento e esclarecer lá umas coisitas!". Desmaiou outra vez. Irra!
1 comentário:
Pobre Agapito!!!
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