quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Adultos pouco Adultos

Só agora me apercebo das figuras tristes que fiz quando tinha crianças pequenas. Eu explico. Por exemplo: na praia ou na piscina é obrigatório, mesmo mesmo obrigatório que toda e qualquer criancinha, pelo menos até à idade de dizer "não queria ir `a agua.." ("queria", não é" quero", porque já sabe que vai na mesma) goste de tomar banhinho. É isso, banhinho. "Anda cá, não fujas, anda à aguinha, é tão bom!". É tão bom o tanas. Às vezes a água está geladinha de todo, bolas. Porque é que é  "tão bom" se algumas crianças vê-se mesmo que, se pudessem falar, diziam mas é "vai-te lixar, puxa que está gelada, vai tu, ora essa!". Então os bébés é de riso: "vês, é bom não é? Ai tão lindo o menino, que gosta tanto da aguinha" - isto enquanto o dito às vezes berra a plenos pulmões ou foge a sete pés. Mas não, a criatura tem de gostar de água, bolas! tanto gasto, tanta bóia, tantas braçadeiras, tantos bonequinhos de plástico, tanta fotografia prá vóvó ver e nada?
E , mais tarde, quando algumas gostam mesmo mesmo de ir ao banhinho, esperar pela digestão feita à frente da piscina ou do mar ? Bem, essa não lembra ao diabo! É mesmo um suplício para as pobres crianças!"Já posso ir? Quanto tempo falta? Posso só molhar o pé?". Não, não pode. Que se entretenha com...sei lá...com ..a ler ou a jogar ou a saltar ou a cantar ou a fazer caretas ou ..enfim, tanta coisa que o Adulto, sentadinho ou deitadinho comodamente na sua toalhinha se lembrou que a criança poderia NÃO fazer enquanto espera. Ás vezes lá vem o ralhete ou o berro ou, em casos extremos, a bofatada ou a promessa de "queres ficar sem ver televisão toda a semana?". Promessa, vírgula. É uma pergunta. Ridículo, não?

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